A área central de Curitiba se destaca não apenas por ser o ponto mais movimentado da capital paranaense, mas também por se tornar o bairro com o aluguel mais caro do município. O dado foi revelado pelo Índice FipeZAP de Locação Residencial, com informações atualizadas de julho de 2025.
Preços de Aluguel em Alta
Segundo o levantamento, a região central apresenta um preço médio de R$ 48 por metro quadrado, superando outros bairros tradicionalmente valorizados, como Juvevê e Centro Cívico, que registram R$ 47,10/m², e o Bigorrilho, com R$ 45/m². O Ahú, em contrapartida, ocupa a décima posição, com uma média de R$ 35,90/m².
Esta tendência alarmante reflete um cenário nacional, onde os preços de aluguel têm aumentado consideravelmente. Nos últimos 12 meses, a valorização média dos aluguéis residenciais alcançou 10,28%, acima da inflação oficial de 5,23%, medida pelo IPCA/IBGE, e do IGP-M/FGV, que ficou em 2,96%. Em Curitiba, a alta foi de 9,38% nesse mesmo período.
No contexto nacional, o preço médio para alugar um apartamento está em R$ 49,46/m², sendo os imóveis de um dormitório os que mais influenciam essa média, com preços que podem chegar a R$ 66,65/m², reflexo da crescente procura por unidades compactas em centros urbanos.
Revitalização no Centro da Cidade
Profissionais do mercado imobiliário apontam que essa valorização não se limita à localização, mas é também um indicativo da revitalização que o Centro de Curitiba está experimentando. Um exemplo é o TBG Studios, um novo empreendimento estabelecido no local onde funcionava o antigo Hotel Tibagi, desenvolvido pela Cibraco, uma das imobiliárias mais tradicionais do Paraná.
Adalberto Scherer, Diretor Comercial da Cibraco, explica que o projeto foi desenvolvido em resposta à demanda por praticidade e infraestrutura de qualidade. O espaço contará com 56 studios modernos, variando de 18m² a 31m², além de lojas, conjuntos comerciais, áreas de coworking, academia, espaço gourmet e um rooftop.
Com o aumento dos preços, especialistas afirmam que o Centro está retomando sua relevância como um bairro de moradia, atraindo um público que deseja viver perto de serviços, trabalho e opções de lazer, mesmo que isso signifique pagar aluguéis mais elevados.
