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Últimos Meses de Bolsonaro Antes da Prisão Domiciliar

Carlos é internado após prisão domiciliar de Bolsonaro

Ex-presidente Jair Bolsonaro é colocado em prisão domiciliar após descumprimento de medidas cautelares

Na última segunda-feira (4), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL). A medida foi tomada após o ex-presidente descumprir cautelares previamente impostas pelo magistrado. A ação está relacionada a uma investigação que analisa a atuação de Bolsonaro e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em supostas tentativas de comprometer a soberania nacional.

Evolução do caso: os últimos meses de Bolsonaro

Desde março, a situação jurídica de Bolsonaro se agravou, culminando em sua prisão domiciliar. Abaixo, um resumo dos principais eventos que marcam esse período:

Réu por tentativa de golpe

No dia 26 de março, a Primeira Turma do STF tornou Bolsonaro e mais sete aliados réus em um processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado relacionada às eleições de 2022. Os crimes imputados ao ex-presidente incluem:

  • Liderança de organização criminosa armada;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Golpe de Estado;
  • Dano qualificado ao patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado.

Em sua primeira declaração após se tornar réu, Bolsonaro disse sentir que o processo era uma “questão pessoal contra ele”, mencionando que o Brasil estava vivendo um momento de “intranquilidade”.

Manifestações pela anistia

No dia 6 de abril, Bolsonaro participou de uma manifestação em São Paulo, onde defendeu a anistia para os condenados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023. Diante de cerca de 44.900 pessoas, ele criticou sua inelegibilidade até 2030, imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando que sua ausência nas próximas eleições negaria a democracia.

Problemas de saúde e cirurgia

Em abril, Bolsonaro enfrentou complicações de saúde, resultando em uma cirurgia de 12 horas para tratar uma obstrução intestinal. O procedimento, realizado no Hospital DF Star, em Brasília, foi considerado um dos mais complexos que o ex-presidente já enfrentou em decorrência de uma facada que recebeu em 2018. Ele recebeu alta 21 dias após a operação.

Interrogatório no STF

Em junho, o STF iniciou o interrogatório dos acusados de envolvimento nas tentativas de golpe. Bolsonaro foi ouvido no dia 10 de junho, negando que tivesse discutido a possibilidade de um golpe com membros das Forças Armadas, embora tenha admitido falar sobre “possibilidades” para contestar os resultados das eleições de 2022.

Repouso e tornozeleira eletrônica

Em julho, Bolsonaro anunciou estar enfrentando crises de saúde, o que resultou no cancelamento de compromissos. No dia 18 de julho, a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em sua residência, confiscando dispositivos eletrônicos e impôs a utilização de tornozeleira eletrônica. A defesa do ex-presidente manifestou indignação com as medidas cautelares, afirmando que ele sempre cumpriu as determinações judiciais.

Descumprimento das medidas cautelares

A prisão domiciliar foi embasada em infrações cometidas por Bolsonaro, como uma chamada de vídeo a um deputado e uma publicação nas redes sociais que promoviam apoio a manifestações populares. De acordo com o juiz, isso representou um flagrante desrespeito às medidas impostas.

Reação da defesa de Bolsonaro

A defesa do ex-presidente declarou que irá recorrer da decisão de prisão domiciliar, ressaltando que as postagens não constituíam descumprimento das medidas cautelares. Em nota, os advogados afirmaram que o ex-presidente não foi proibido de conceder entrevistas ou realizar discursos em eventos públicos.

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