Com tecnologia, marketplace de insumos agrícolas aproxima empresas de todo o Brasil

Há pouco mais de um ano, a startup AgriAcordo se tornou a primeira plataforma digital do País exclusiva para negociações comerciais de agroinsumos na modalidade Business-to-Business (B2B). Através dela, vendedores e compradores, ou seja, empresas atacadistas, revendas e cooperativas realizam cotações, fazem ofertas, podem consultar o histórico de preços de tudo que já foi comercializado na rede neste período, além de fechar negócios online.

A AgriAcordo é subsidiária brasileira da argentina AgriRed, marketplace que é gerido pelo grupo americano Ag inputs Trading. No Brasil, concentra 330 empresas cadastradas gratuitamente, que totalizam 900 filiais espalhadas pelo país. Mesmo com pouco tempo de atuação por aqui, a rede já alcançou números importantes, como o equivalente a R$ 610 milhões em volume de ofertas de produtos e R$ 178 milhões em demandas.

“Tínhamos experiência e sabíamos como o setor faz negócios da forma tradicional, quando o vendedor precisa estar fisicamente de cidade em cidade. O que desenvolvemos foi uma solução tecnológica capaz de aprimorar a forma de fazer negócios, onde as empresas acessam melhor as oportunidades, podem pesquisar as ofertas de produtos”, completa Franco Vanzetto, diretor de tecnologia da startup. Para ele, essa é a razão da existência do painel de demandas.

Tecnologia a favor

Por trás das facilidades que os usuários das empresas cadastradas encontram na plataforma, existe um software customizado de gestão de relacionamento com clientes ou Customer Relationship Management (CRM) totalmente integrado ao site. Em conjunto, são utilizadas ferramentas de Big Data, como Business Intelligence (BI) para criar relatórios, e inteligência de dados que define o painel de ofertas.

“O diferencial mais importante para as empresas do setor é que no painel estão as ofertas que os usuários realmente estão buscando, que são relevantes para eles. E para atacadistas e revendas é também a única forma de conhecerem os preços reais dos produtos que vendem”, conta o diretor de tecnologia.

Para Nicolás Peire, diretor financeiro e co-fundador da AgriRed, mesmo comercializando insumos há anos, muitos vendedores só conhecem os valores em um determinado momento. “Mas na plataforma temos os preços de mercado, sem especulações, cotações reais focadas em fechar negócios, demandas concretas. Quando se está comprando e vendendo commodities, conhecer os preços, se está baixo, alto, é fundamental. Temos dados precisos e isso tem muito valor para o setor”, ressalta. 

Júlio Zavala, engenheiro agrônomo e diretor no Brasil da AgriAcordo, lembra ainda que a plataforma oferece o histórico de preços de todos os produtos ofertados e comprados desde a sua criação. Um exemplo de como essa tecnologia fornece clareza de como está o mercado, é a possibilidade de conferir o quanto hoje, em termos de sacas de soja, é necessário para a compra de um litro de glifosato.

“Sabemos, através das informações da plataforma, que é preciso 50% a mais, de 0,21 a 0,29 sacas. Então, somos uma empresa de dados, pois temos um trabalho tecnológico, mas também de mercado, porque só nós temos esses dados, funciona em conjunto”, explica o executivo.

Segurança

Na plataforma só participam empresas bem avaliadas, pois passam por várias checagens antes de comercializarem, como análise do CNAE, análise financeira em parceria com a Serasa Experian, e comercial, que verifica perfil e parceiros com os quais trabalha. “Checamos estoque, validade de produtos, temos imagens com número de lote. Os dados são inseridos no sistema e ficam em total confidencialidade”, pontua Zavala.

Sobre – Com operações iniciadas em junho de 2021 no Brasil, a AgriAcordo é a primeira plataforma online a permitir a comercialização de insumos agropecuários somente entre empresas bem avaliadas do setor. A startup é subsidiária brasileira da argentina AgriRed, marketplace que é gerido pelo grupo americano Ag inputs Trading.

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Dilemas da era digital: entenda os novos paradigmas do direito do consumidor com o avanço do e-commerce

A crise econômica causada pelo coronavírus gerou desemprego, busca por preços mais baixos, queda em vários setores e inflação. No entanto, o cenário causado pela Covid-19 se tornou terreno fértil para outros negócios, foi o caso do e-commerce, que se viu no centro das atenções do setor varejista.

Com o isolamento social, as vendas on-line ganharam ainda mais força e junto com essa força toda, surgiu novos paradigmas do direito do consumidor.

Segundo a advogada e escritora Rossana Fisciletti, autora da obra premiada “A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor”, publicada pela Literare Books International, o amplo acesso à internet modificou as formas de ofertar produtos e serviços e materializou o crescimento do e-commerce. “O Direito Digital é um marco importantíssimo para a estruturação e continuidade dos institutos jurídicos, que a todo momento devem se amoldar, tendo em vista as transformações ocorridas na era da sociedade de rede”, esclarece.

O consumidor do futuro, especificamente o brasileiro, vem modificando os hábitos de consumo. “A legislação protetiva do consumidor é adequada e se aplica aos mais diversos cenários de consumo, mas algumas alterações podem se tornar necessárias para contemplar questões específicas da era digital”, diz Rossana.

O livro “A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor” traz uma reflexão sobre as novas diretrizes do Direito do Consumidor no Brasil, observando as transformações propostas pela geração Y, como a personalização de produtos, lojas autônomas, sistemas de manufatura avançada e fábricas inteligentes.

SOBRE A AUTORA

Rossana Fisciletti – Possui Pós-doutorado em New Technologies and Law pela Mediterranea International Centre for Human Rights Research (Dipartimento DiGiES – Università “Mediterranea” di Reggio Calabria) e em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro/Brasil. É Doutora em Direito (UVA), Mestre em Direito Econômico (UGF) e Especialista em gestão da educação a distância (UFF). Professora da graduação e pós-graduação dos Cursos de Direito e Sistemas de Informação na Universidade Estácio de Sá. É Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Global Law Comparative: Governnance, Innovation and Sustentability (GGINNS), onde coordena o Observatório de Direito Digital. Advogada. Palestrante. A pesquisa produzida nesta obra contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

Ficha técnica

A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor

Autora: Rossana Fisciletti

Editora: Literare Books International

Formato: 14 x 21 cm – 1ª edição –192 páginas – 2021 – Preço de capa sugerido: R$ 44,90

Categoria: Não ficção

ISBN do físico: 9786559221523

ISBN digital: 9786559221530

Loja Literare: https://bit.ly/loja-aquartarevolucao

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À venda nas principais livrarias físicas e plataformas digitais

Semana do motorista: no Paraná, tecnologia facilita encontro de vagas

Dirigir é muito prazeroso. Seja no campo, na cidade, na estrada, quem realmente aprecia a rotina, sente alegria até em momentos mais complexos. Mas, há situações que nem mesmo os motoristas mais habilidosos, pacientes ou apaixonados aceitam pacificamente.

É o caso, por exemplo, da procura por vagas nos estacionamentos públicos. Em algumas cidades, as opções para fugir à cansativa rotina de “caçar” um lugar ao sol podem ser as garagens privativas. No entanto, nem sempre há vagas nestes espaços ou nem sempre eles são acessíveis.

Encontrar uma vaga vai além: o estacionamento de uma cidade é importante para os negócios do comércio em geral. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil), ele é, inclusive, decisivo para o setor: pesquisa do órgão aponta que 52% da população já deixou de fazer compra por não ter onde estacionar.

A tecnologia pode ajudar a tornar mais democrático o uso do trânsito e das vagas para veículos; também, colaborar com a rotina dos motoristas, especialmente aqueles que têm no trânsito sua rotina de trabalho.

No Paraná, uma dessas soluções digitais é o Estar Digital, Tecnologia que já tem mais de seis anos, administrada pela empresa Cidatec e desenhada para atender e resolver as dores do setor. “Embora o trânsito seja de todos, o uso do modelo organiza e torna mais democrático o acesso aos espaços, facilitando a vida dos motoristas”, afirma Adriano Krzyuy, representante da empresa.

A dinâmica é simples e acessível a alguns cliques do próprio celular: basta baixar o app no telefone, fazer o cadastro da placa e CPF e gerenciar os créditos por uso/tempo do espaço. O Estar Digital é do Paraná e já está valendo em seis cidades do estado.

A instalação do Estar Digital em uma cidade abarca algumas funcionalidades específicas, como Viaturas com OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres); Fiscalização via Smartphone para Agentes; Georreferenciamento das Áreas de Estacionamento; Pontos de Venda (PDV); Totem de Autoatendimento; Smart Parkings; Painel de Indicadores de Desempenho; Integração com Segurança Pública, Bancária e Detran; e Gestão Operacional e Financeira. “Além disso, todo os dados de fiscalização estão integrados com a Política Militar do Paraná”, completa Adriano.

Mobilidade urbana

A organização do trânsito vai ao encontro da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A Lei n° 12.587/12, que trata sobre o assunto, é fruto de uma das maiores preocupações da atualidade: o número cada vez maior de veículos automotores de uso individual e os problemas relacionados à mobilidade urbana. Entre outros pontos, o documento incentiva a criação de ciclovias e estacionamentos para bicicletas, bem como a regulamentação do trânsito. A regra vale para cidades com população superior aos 20 mil moradores.