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Caverna dos Cristais: Região Mexicana Apresenta Formações Gigantes e Temperaturas Extremos

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A Caverna dos Cristais de Naica: Um tesouro subterrâneo no México

Localizada no estado de Chihuahua, a Caverna dos Cristais de Naica é um sistema subterrâneo que abriga impressionantes cristais gigantes de gipsita. Com tamanhos que podem alcançar até 11 metros de comprimento, esses cristais, embora deslumbrantes, não são considerados valiosos no mercado de joias. A caverna foi descoberta em 2000, durante escavações na mina de Naica, e desde então tem atraído a atenção de pesquisadores e turistas.

Características da Caverna

Embora comporte cristais de grandes dimensões, a caverna possui um tamanho relativamente modesto, com cerca de 109 metros de comprimento e um volume estimado em até seis mil metros cúbicos. Sua forma, semelhante a um “U”, contribui para a sua singularidade.

As condições internas da caverna são extremas, com temperaturas que podem atingir até 58°C e altos níveis de umidade. Devido a essas características adversas, o acesso ao local é restrito. Geralmente, apenas especialistas e pesquisadores têm permissão para entrar, utilizando equipamento de proteção especializado.

Os cientistas explicam que a caverna está situada logo acima de um reservatório de magma, localizado entre três e cinco quilômetros abaixo da superfície, fator que contribui para as altas temperaturas do ambiente.

A Caverna: Um Patrimônio Geológico

Juan Manuel García-Ruiz, geólogo do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha, a descreve como “a Capela Sistina dos cristais”, enfatizando que não existe lugar igual no planeta onde a beleza do mundo mineral se manifeste de forma tão impressionante.

Antes de sua descoberta, a caverna encontrava-se inundada com água quente, em um ambiente de alta pressão. O acesso foi possibilitado após a instalação de bombas que retiravam a água constantemente. No entanto, se as bombas forem desligadas, a caverna rapidamente retornará ao seu estado alagado.

Em 2015, as bombas foram desligadas, e a água começou a retornar. No entanto, a caverna ainda não foi completamente alagada, permitindo acesso limitado e temporário ao local.

Formação dos Cristais

Pesquisadores, incluindo García-Ruiz, afirmam que a formação dos cristais se deve às condições ideais dentro da caverna, que permitiram o seu crescimento ao longo de milhões de anos. A emissão de magma na região de Naica, há cerca de 26 milhões de anos, aqueceu a água subterrânea, enriquecendo-a com minerais como o sulfato de cálcio, essencial para a formação da gipsita encontrada no local.

Este tipo de gipsita, em sua forma mais pura e transparente, é conhecida como selenita. Antes da formação dos cristais, altas temperaturas deram origem a rochas de anidrita, as quais se dissolveram quando a temperatura caiu abaixo de 58°C, criando um ambiente propício para o crescimento dos cristais.

Estudos indicam que poderia ser necessário cerca de um milhão de anos para que um cristal crescesse um metro de espessura. O entendimento da história da Caverna dos Cristais é vital para diversas áreas do conhecimento, incluindo estudos sobre a formação de minerais em Marte e soluções para o acúmulo de minerais em usinas de dessalinização.

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