Prestação de serviços de delivery requer atenção e adaptação às novas rotinas

Com a necessidade de isolamento social diante da pandemia, o crescimento das compras pela internet, principalmente de alimentos e produtos de saúde, por meio de aplicativos e telefone, impactou significativamente o volume de entregas de mercadorias em domicílio. Na mesma proporção, cresceu também o nível de preocupação e de exigência dos clientes quanto aos cuidados adotados pelas empresas e pelos entregadores para evitar a transmissão do coronavírus.

Pensando nos entregadores que atuam com serviços de delivery, o Sebrae preparou um protocolo de retomada das atividades dentro desse novo contexto da economia. Para garantir que essa forma de consumo continue sendo uma boa alternativa, mesmo com o retorno das atividades e reabertura dos estabelecimentos, é muito importante que o desempenho do serviço transmita confiança e segurança ao consumidor.

Os conteúdos funcionam com um guia de boas práticas e foram elaborados tanto para ajudar os empreendedores a se prepararem para atender às novas rotinas, como para orientar os clientes que mudaram a forma de consumir produtos e serviços, além de gestores públicos que precisam definir parâmetros e regras para a retomada da atividade em diversos segmentos. As informações contidas no documento seguem as orientações e recomendações das autoridades oficiais de saúde e entidades setoriais.

A primeira recomendação do Sebrae para os entregadores é a atenção aos decretos e demais regulamentos vigentes em cada localidade, em relação ao funcionamento dos estabelecimentos, exigências do uso de máscaras e outras medidas de prevenção. Caso exista divergência de informações entre as medidas estaduais e municipais, a opção deve ser seguir a orientação mais rígida, de preferência de acordo com as recomendações das autoridades oficiais de saúde, como Organização Mundial de Saúde (OMS), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde, entre outras.

Segundo a coordenadora estadual de turismo do Sebrae/PR, Patrícia Albanez, os protocolos do Sebrae visam estabelecer procedimentos mínimos de segurança e de higiene tanto para a equipe de colaboradores e fornecedores, quanto para os clientes. Ela ressalta que essas práticas exigiram uma série de adaptações por parte das empresas e que hoje configuram um grande diferencial para os donos de micro e pequenos negócios.

“A empresa tem muitas informações à disposição para aplicar às necessidades do negócio. É importante que haja essa capacitação dos entregadores e adaptação da frota aos processos de entrega seguros para que a própria marca também se valorize. Comunicar essas medidas de segurança e mostrá-las aos clientes, na prática, pode fazer toda a diferença para o negócio”, afirma.

As ações de proteção já fazem parte da rotina de Edilea Pereira Do Carmo, proprietária da DiihJao, pequena empresa de bolos no pote e doces em Curitiba. Ela tem tomado cuidados especiais para garantir que seus produtos cheguem ao cliente em segurança, como a utilização de luvas e máscaras, aplicação de álcool em gel e uso de duas sacolas para embalar o produto. “O cuidado acontece tanto no transporte do produto quanto na entrega ao cliente”, explica.

Além disso, quando é necessário levar o troco para o cliente, o dinheiro é embalado em um plástico. Seus entregadores também tomam os mesmos cuidados. Mas as medidas de proteção vão além da entrega. “Também tenho feito a higienização constante dos bicos de confeitar e das máquinas todos os dias. Já tínhamos o cuidado com a higiene, mas o momento requer um cuidado especial”, afirma a empreendedora.

O cuidado presente com os comerciantes acaba sendo ainda mais intenso para as empresas especializadas em entregas. Em Maringá, no noroeste do Paraná, os entregadores da Imediato Entregas trabalham utilizando máscara, luvas, álcool em gel e higienizando as maquinetas de cartão de crédito a cada entrega. A empresa realiza um trabalho de orientação para proteger tanto consumidores como trabalhadores, que são 60 em Maringá e cerca de 30 em Ribeirão Preto/SP. “Não tivemos nenhum caso de Covid-19 entre os motoboys”, diz o proprietário da empresa, Décio Swierk.

 

A empresa fundada em 2004 – que antes da pandemia operava com entrega de peças automotivas e precisou se reestruturar e investir para começar a atender o segmento de food service – cresceu 600% nos últimos dois meses e vai expandir para Londrina e Joinville/SCO resultado vem das tendências de consumo e dos diferenciais oferecidos.

“Fazemos a higienização na frente do cliente, para comunicar a preocupação com a segurança. Para além disso, prestamos assessoria em embalagens. Entre as orientações estão lacrar as embalagens, reforçar aos clientes sobre os cuidados aplicados no preparo do pedido e mandar avisos sobre novos cuidados antes de abrir o produto”, explica o empresário.

Confira abaixo as principais recomendações e orientações para a prestação de serviços de delivery com segurança. 

 

Orientações gerais de higiene e saúde

  • As principais orientações continuam sendo a higiene frequente das mãos com água e sabão ou com uso de álcool 70%, além do distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas, independente do uso de máscaras.
  • Atenção com objetos e superfícies tocados com frequência, procurando sempre higienizar as mãos se tocar essas superfícies.
  • A utilização de máscaras também faz parte dos protocolos de prevenção e já é exigida como obrigatória por diversos decretos estaduais ou municipais.
  • As máscaras de tecido devem ser trocadas, no mínimo, a cada três horas ou quando ficarem úmidas.
  • Elas devem ser lavadas diariamente em casa, passadas com ferro e armazenadas em saco plástico vedado.
  • No caso das máscaras descartáveis, elas devem ser trocadas a cada duas horas e podem ser descartadas em lixo comum envolvidas em saco plástico, preferencialmente em lixeiras com pedal e tampa, com recolhimento por empresas de coleta de produtos contamináveis.

Orientações sobre o local de trabalho

  • Para promover um ambiente seguro e confortável, certifique-se que o estabelecimento para o qual será realizada a entrega, possui uma área de chegada para os prestadores de serviço, com álcool em gel 70% disponível para higienização das mãos.
  • Evite aglomeração de pessoas no local de recebimento da mercadoria que será transportada.
  • É fundamental que no estabelecimento para o qual será feita a entrega, haja um espaço separado para o repasse das encomendas aos entregadores. Esse local deve estar sempre limpo e sinalizado para organizar a ordem de chegada dos entregadores, e deve ter a distância mínima necessária (1,5 metro entre cada pessoa) enquanto estes esperam pelo item que será transportado.
  • O uso de máscara deve ser exigido nos locais de recebimento de materiais/produtos por parte de toda equipe envolvida: fornecedores, estoquistas, vigilantes, frentistas, embarcadores etc.

 

 Orientações sobre o transporte

  • Mantenha a higienização contínua do meio de transporte e dos equipamentos como luvas e capacetes que serão utilizados para realizar as entregas.
  • No mínimo, limpe e desinfete as superfícies normalmente tocadas no veículo no início e no final de cada turno.
  • Ao limpar e desinfetar o veículo/motocicleta/bicicleta, os indivíduos devem usar luvas descartáveis compatíveis com os produtos utilizados, bem como qualquer outro EPI necessário, de acordo com as instruções do fabricante do produto.
  • Cuidado especial deve ser dado à higienização dos itens mais manuseados.
  • As luvas e qualquer outro EPI descartável usado para limpar e desinfetar o veículo devem ser removidos e descartados após a limpeza.
  • Evite dar carona e não aceite pessoas sem máscara durante o transporte das mercadorias.

 

 Orientações sobre colaboradores

  • É importante que antes de ingressarem no ambiente de trabalho haja um protocolo a ser seguido para a identificação e encaminhamento de entregadores com suspeita de contaminação pelo novo coronavírus.
  • A apresentação de sintomas ou exposição ao risco por contato com pessoas infectadas devem ser imediatamente reportadas ao dono do estabelecimento para o qual se realiza as entregas.
  • Roupas, EPIs e máscaras não devem ser compartilhados.
  • Adote medidas para diminuir a intensidade e a duração do contato pessoal com outros entregadores.
  • Tenha atenção especial na utilização de sanitários e vestiários, sempre lavando bem as mãos ao final da utilização desse espaço.
  • Adote procedimentos para, na medida do possível, evitar tocar superfícies com alta frequência de contato, como botões de elevador, maçanetas, corrimãos etc.
  • Caso tenha que entrar em edifícios para realizar a entrega, priorize a utilização das escadas.
  • Tenha sempre à mão um recipiente com álcool gel para utilização regular durante a realização do trabalho.
  • Redobre a atenção e cuidados com o manuseio das encomendas com foco em higiene e integridade das embalagens, a fim de fidelizar seu cliente, garantindo a segurança do serviço prestado.
  • Caso a embalagem do pedido não esteja devidamente lacrada, entre em contato com o fornecedor.
  • Se estiver utilizando o Bag para transporte das encomendas, evite colocá-lo no chão durante qualquer etapa do processo.
  • Realize a higienização do Bag de transporte das encomendas periodicamente.
  • Higienize a maquineta de pagamento com cartão após cada uso.
  • Pagamentos em espécie exigem atenção redobrada para a higienização das mãos.

 

Orientação sobre clientes

  • Atenda à exigência de manter a distância mínima de segurança de 1,5 metro com os clientes.
  • Quando for fazer a entrega deixe o pedido conforme solicitado pelo seu cliente.
  • É importante verificar as mensagens de orientação das plataformas de app como “por favor, deixe o pedido na porta” ou “toque o interfone e deixe na portaria”.
  • Na hora do cliente realizar o pagamento, proceda alguns cuidados como manter a distância recomendada.
  • Não retire a máscara em nenhum momento da entrega.
  • Cubra a maquininha de cartão com filme plástico, para facilitar a higienização após o uso.

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Paraná vacinou 86% do público acima de 65 anos

Quase nove em cada dez pessoas com idade acima de 65 anos já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 no Paraná. O Estado vacinou 1.057.518 pessoas nessa faixa etária, 86% de um público que conta com 1.227.551 pessoas, de acordo com o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19. A meta da Secretaria de Estado da Saúde é completar ainda neste mês a vacinação dos idosos com 60 anos ou mais, para dar continuidade ao cronograma dos demais grupos prioritários previstos no plano.

Quando o Estado iniciou a vacinação de domingo a domingo, a maior parte dos municípios paranaenses estava vacinando pessoas com idade próxima aos 70 anos. Além de reduzir dia a dia a idade de quem é vacinado, três semanas depois o Paraná já aplicou a vacina em 39.762 pessoas com idade entre 60 e 64 anos, faixa etária com a maior população entre os grupos de idosos, compreendendo 554.705 pessoas.

Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, a prioridade é que todo esse grupo seja vacinado até 30 de abril, conforme o Estado receba as remessas de imunizantes do Ministério da Saúde. “Temos em estoque todos os insumos usados na vacinação e uma estrutura com 1.850 salas nas unidades básicas de saúde, com equipes focadas e a capacidade de vacinar de 150 mil a 180 mil pessoas por dia”, afirma.

“Confiamos que o Ministério da Saúde entregue quantitativos maiores nas próximas semanas, estamos em contato direto com a pasta e a expectativa é que até o final do mês o Brasil tenha mais 11 milhões de doses, das quais em torno de 550 mil devem vir ao Paraná”, explica Beto Preto. “Nossa vontade é que, até 30 de abril, possamos chegar à grande maioria dos idosos com 60 anos ou mais. É uma luta, queremos fazer a vacinação acontecer com os mutirões de domingo a domingo, com o Corujão da Vacinação e no dia a dia das unidades de saúde”, ressalta.  

Até o momento, o Ministério da Saúde enviou ao Estado 2,8 milhões de doses de vacinas, das quais 1.911.307 já foram aplicadas. Na última atualização do Vacinômetro da Secretaria da Saúde, no início da noite desta segunda-feira (19), 1.430.281 paranaenses já tinham recebido a primeira dose, sendo que 481.015 completaram o processo de imunização ao receber a dose de reforço.

FAIXAS ETÁRIAS

Entre o público dos idosos, a faixa etária dos 80 aos 84 anos foi a que teve a maior porcentagem de vacinados, com 98% das 126.822 pessoas recebendo a primeira dose (124.813 vacinadas). Em metade delas (62.946) já foi aplicada a segunda dose.

Atendidos há mais tempo na campanha de vacinação, 96% das pessoas com idade entre 85 e 89 anos foram imunizadas com a primeira dose – 70.584 de um público de 73.362 paranaenses dessa faixa etária. Do total vacinado, 57% (40.605) receberam a segunda dose. Entre os 215.843 idosos de 75 aos 79 anos de idade, 204.399 (94%) receberam a vacina, sendo que em 133.494 já foram aplicadas as doses de reforço, a maior porcentagem entre esse grupo, 65% entre os vacinados.

Na faixa dos 70 aos 74 anos, 298.934 pessoas foram vacinadas, 93% de um público de 321.432. Destes, 33.877 (11% entre os vacinados) já completaram a imunização com a segunda dose. Na população com idade entre 65 e 69 anos, 325.349 receberam a primeira dose do imunizante, 74% de um universo de 439.203 pessoas.

Além desses grupos, o Paraná já imunizou praticamente 100% das pessoas com 60 anos ou mais que vivem em Instituições de Longa Permanência para Idosos. No público com mais de 90 anos o percentual de imunizados está em 65%.

A avaliação da Secretaria da Saúde, porém, é que o número previsto pelo Ministério da Saúde de paranaenses nessa faixa etária é maior do que a realidade. Das 50.889 pessoas que constavam no Plano Estadual de Vacinação, 33.439 receberam a primeira dose da vacina e 29.455 a segunda, 88% dos imunizados desse grupo.

GRIPE 

Além da imunização contra a Covid-19, o Paraná deu início, na semana passada, à campanha de vacinação contra a influenza. A meta é imunizar contra a gripe pelo menos 90% do público-alvo, estimado em 4,4 milhões de pessoas. A vacinação será realizada de forma escalonada, com os grupos prioritários estão distribuídos em três etapas.

Paraná já aplicou 1,9 milhão de doses da vacina contra a Covid

O Paraná ultrapassou nesta segunda-feira (19) a marca de 1,9 milhão de doses de vacina contra a Covid-19 aplicadas, chegando a 1.910.821 doses. Até agora, 1.430.066 paranaenses que fazem partes dos grupos prioritários definidos no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 já receberam pelo menos a primeira dose do imunizante. Destes, 480.755 já completaram a imunização contra a doença por terem recebido as duas doses, conforme mostra o Vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde.

O total de paranaenses vacinados equivale a quase 13% da população do Estado e a 30% das cerca de 4,6 milhões de pessoas incluídas entre os grupos prioritários. São aquelas que estão mais expostas ao vírus, como trabalhadores da saúde e da segurança pública, ou que correm mais riscos de apresentar piora ou morrer pela doença, como pessoas com mais de 60 anos ou que apresentam alguma comorbidade.

As campanhas do Governo do Estado junto aos municípios buscam atingir o máximo possível de pessoas e fazer com que as doses enviadas pelo Ministério da Saúde cheguem rapidamente aos braços dos paranaenses. Com o Vacina Paraná de Domingo a Domingo, salas de vacinação ao redor do Estado estão funcionando ininterruptamente, todos os dias da semana. Já o Corujão da Vacinação estendeu os horários de aplicação até a meia-noite em algumas cidades para atingir aquele público que por algum motivo não consegue comparecer em horário comercial.

“Além de facilitar para o cidadão e dar celeridade na aplicação de todas as doses que recebemos, o que mais queremos com essas campanhas é incentivar o paranaense a ir tomar a vacina, mostrando o quanto a vacinação é importante. Só vamos sair dessa situação com o maior número de pessoas imunizadas, a vacina é que vai fazer com que vençamos a guerra contra o coronavírus”, salienta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

APLICAÇÃO – O Paraná recebeu do Ministério da Saúde, até agora, 2,8 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. A maior parte já foi repassada aos municípios: de acordo com o Vacinômetro, 2.433.979 vacinas foram distribuídas. Das destinadas para a primeira dose, 99,3% foram aplicadas, além de 48% das doses de reforço.

As doses são administradas conforme a ordem prevista no Plano Estadual, iniciando por pessoas idosas em Instituições de Longa Permanência, indígenas, pessoas com deficiência institucionalizadas, trabalhadores da saúde, quilombolas e idosos, que são vacinados regressivamente até chegar à faixa dos 60 anos. A partir daí, será iniciada a imunização das pessoas com comorbidades. No Paraná, profissionais das forças de segurança e salvamento e das Forças Armadas já estão sendo vacinados.

Com a vacina já aplicada em praticamente 100% dos profissionais da saúde e nos primeiros da fila, a vacinação no Paraná está na faixa etária entre os 60 e os 64 anos. Das 554,7 mil pessoas identificadas como parte dessa faixa etária, quase 40 mil foram vacinadas. Até o momento, já receberam a primeira dose 74% das pessoas com idade entre 65 e 69 anos e 93% do público até 74 anos.

MUNICÍPIOS – Na ordem, os municípios com o maior quantitativo aplicado até agora, somando a primeira e a segunda dose, estão Curitiba (349.093), Londrina (125.500), Maringá (78.237), Cascavel (64.982) e Ponta Grossa (57.130). Apenas seis das 399 cidades paranaenses aplicaram menos de 80% das primeiras doses de vacina que receberam.