Pesquisa vai avaliar prevalência de Covid-19 em moradores de Curitiba

Curitiba foi uma das cidades selecionadas pelo Ministério da Saúde para participar da Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (PrevCov), um estudo nacional em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para estimar o predomínio da infecção pelo novo coronavírus nas principais cidades do país. A pesquisa já está em andamento e vai até o dia 30 de setembro.

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) orienta para que os moradores selecionados participem da pesquisa. As informações obtidas poderão nortear a tomada de decisões no controle da pandemia de acordo com o cenário de cada região.

“Esse estudo pode trazer um panorama mais real da pandemia. Hoje nós só sabemos se a pessoa teve covid se ela procurar um serviço de saúde, mas aquelas pessoas que tiveram sintomas leves e acabaram não fazendo exame acabam não sendo contabilizadas”, explicou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Além da capital, outras 20 cidades do Paraná receberão a pesquisa.

Como vai funcionar a PreCov

Será uma pesquisa no método soroepidemiológico, que deverá coletar cerca de 5 mil amostras de sangue de moradores de Curitiba para realização de análise sorológica, para verificar se já foram infectados pelo Sars-cov2 ou não, vírus causador da Covid-19.

A pesquisa não vai acontecer por busca direta, um sistema eletrônico de estatística do Ministério da Saúde, selecionou previamente cerca 1,5 mil imóveis da cidade. Os moradores dos endereços selecionados receberão visita dos pesquisadores, que irão inicialmente preencher um formulário de perguntas.

Após o questionário, todos os moradores deverão ter amostra de sangue coletada pelo laboratório que foi contrato para a pesquisa, o LCA. Há também a opção de agendar para fazer a coleta em uma das unidades do laboratório contrato mais próximo da residência. A unidade será indicada pelo pesquisador. 

Deverão ser coletadas amostras de todos os moradores das residências sorteadas, independentemente da idade.
A orientação do Ministério é de que sejam analisadas apenas as pessoas que moram nos imóveis previamente selecionados.

Como identificar o pesquisador

Moradores devem ficar atentos à identificação dos pesquisadores, eles deverão estar uniformizados com camiseta com a logo da pesquisa, PrevCov, jaleco branco e crachá de identificação do laboratório LCA. 

Em caso de dúvida é possível consultar o endereço pela ouvidoria do Ministério da Saúde pelo telefone 136, na opção 5, a conferência deverá ser feita pelo endereço e não pelo nome do morador.

Os pesquisadores estarão sempre em dupla, ao todo serão nove duplas espalhadas pelas regiões da cidade.

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Curitiba ultrapassa 1,5 milhão de pessoas vacinadas com ao menos uma dose

Curitiba ultrapassou a marca de 1,5 milhão de pessoas vacinadas. Até esta quinta-feira (21/10), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba imunizou um total de 1.502.454 curitibanos com a primeira dose ou a dose única (Janssen) da vacina anticovid.

Ao todo, Curitiba já aplicou 2.801.989 unidades do imunizante, sendo 1.464.245 primeiras doses e 1.232.938 segundas doses; 38.209 doses únicas e 66.597 doses de reforço.

Da população total de Curitiba (estimada em 1.948.626 pelo IBGE), 77,1% já receberam ao menos uma dose do imunizante e 65,2% estão totalmente imunizados contra a covid-19, com as duas doses ou a dose única.

Vacinados com 18 anos ou mais

Entre a população com 18 anos ou mais, 1.403.024 curitibanos receberam a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Um total de 1.271.029 pessoas acima dos 18 anos já completou o esquema vacinal até esta quinta-feira (21/10). Destas, 1.232.820 pessoas receberam a segunda dose da vacina e outras 38.209 pessoas receberam a vacina em dose única.

Reforço

Curitiba também está aplicando as doses de reforço para quem já completou o ciclo de imunização, nos seguintes grupos: idosos de 70 anos, pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde. Até esta quinta-feira (21/10), 66.597 pessoas desses grupos receberam a dose de reforço.

Adolescentes de 12 a 17 anos

A SMS também vacinou 61.221 adolescentes entre 12 e 17 anos. Destes, 118 já receberam também a segunda dose, sendo do grupo de gestantes abaixo de 18 anos.

Doses recebidas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 3.041.813 doses de vacinas, sendo 1.551.232 para primeira dose, 1.381.340 para segunda dose, 38.975 doses de aplicação única e 70.266 doses de reforço. Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

A reserva técnica é uma medida de segurança, faz parte dos protocolos da logística e é necessária para evitar problemas no fluxo de imunização que possam ser causados por imprevistos eventuais, por exemplo, a quebra acidental de frascos.

O município tem capacidade para vacinar até 30 mil pessoas por dia e o avanço do cronograma de imunização ocorre à medida que as doses são enviadas pelo Ministério da Saúde ao governo estadual, responsável por distribuir os lotes do imunizante aos municípios.

Confira detalhes da vacinação contra a covid-19 no Painel Covid-19 Curitiba.

Se não tratada, perda auditiva em crianças gera atraso no desenvolvimento

Cerca de 34 milhões de crianças em todo o mundo possuem deficiência auditiva em algum grau; diagnóstico precoce é essencial para o tratamento adequado

Ao contrário do que muitas vezes se imagina, a perda auditiva não escolhe idade. Além dos idosos e adultos de meia idade, crianças também podem apresentar o problema. Nesses casos, se não houver o tratamento correto, o desenvolvimento da fala, a interação e até mesmo o desempenho escolar podem ser afetados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 34 milhões de crianças em todo o mundo possuem deficiência auditiva em algum grau. No Brasil, segundo dados de 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31 mil crianças de dois a nove anos de idade manifestam alguma dificuldade para ouvir.

“A perda auditiva pode ocorrer no nascimento ou logo em seguida”, afirma Márcia Bonetti, fonoaudióloga e responsável técnica da Audiba Aparelhos Auditivos. “Ela pode ser causada por fatores genéticos ou hereditários, quando há casos semelhantes na família, e por infecções no ouvido, como otites, ou algum tipo de doença gestacional, como rubéola, sarampo ou meningite”.

Em muitos casos, o quadro é irreversível. Caracterizada como uma perda auditiva neurossensorial (ou surdez sensorioneural), a alteração é localizada no ouvido interno, quando os sinais são impedidos de serem enviados ao cérebro devido a uma falha nos condutores nervosos. De modo geral, segundo Márcia, a condição reduz a eficiência da transmissão dos sons, resultando em uma deficiência para escutar.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce da perda auditiva facilita o tratamento e corrobora para a estabilização da perda. O teste da orelhinha, por exemplo, deve ser feito ainda na maternidade, a fim de identificar pequenas alterações auditivas ou surdez em bebês para, caso necessário, encaminhar a criança para o tratamento mais adequado.

“O teste é indolor, com realização obrigatória logo após o nascimento, sendo ofertado também pelo Sistema Único de Saúde [SUS]. Com o diagnóstico, o tratamento é facilitado, seja ele feito por meio do implante coclear [popularmente chamado de ‘ouvido biônico’] ou pelo uso de aparelhos auditivos”, afirma a fonoaudióloga.

Márcia salienta que para casos em que há o acúmulo de secreção, como na otite, a perda é, geralmente, de fácil reversão. Para tanto, recomenda-se a drenagem do fluido por meio de

tubos de ventilação inseridos através da membrana timpânica.

Atenção aos sinais de alerta

Nem sempre é fácil identificar dificuldades ou problemas de saúde em crianças. Apesar disso, é importante que os pais estejam atentos a alguns sinais para garantir o diagnóstico e o tratamento precoce.

No caso da perda auditiva, ouvir a televisão com o volume muito alto, não responder prontamente quando chamado, apresentar dificuldades de aprendizado e para encontrar a origem dos sons e atraso na fala são alguns indícios de que algo pode estar errado com o pequeno.

“A gente precisa ouvir os sons para entender e poder expressar, então, se não escutamos, não vamos aprender a falar. Além disso, a deficiência auditiva pode ocasionar também em uma dificuldade de convívio, acarretando um isolamento social. Por isso, é importante estar atento caso a criança apresente algum desses sinais”, ressalta a fonoaudióloga.

Assim, a recomendação é procurar imediatamente um especialista caso algum dos sintomas seja identificado.