Paraná já aplicou mais de 6 milhões de vacinas contra Covid-19

Mais de seis milhões de vacinas contra o coronavírus já foram administradas no Paraná. O marco foi alcançado pelo Estado nesta terça-feira (6), chegando a 6.020.719 doses aplicadas. Deste total, 4.598.674 são primeiras doses (76,4%), 1.355.379 segundas doses (22,5%) e 66.666 doses únicas (1,1%).

Neste contexto, 53,5% da população adulta do Paraná já recebeu ao menos uma dose da vacina e 16,31% já está completamente imunizada (com segunda dose ou dose única). A meta da Secretaria Estadual da Saúde é de aplicar a primeira dose ou dose única em 80% da população-alvo até agosto e 100% até setembro.

Das vacinas administradas, a mais aplicada é a Covishield, da parceria AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, com 48,1% do total de doses utilizadas. Na sequência, está a Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac), com 40,2%; a Cominarty (Pfizer/BioNTech), com 10,5%; e a Janssen (Johnson & Johnson), com 1,1%.

“Alcançamos mais um importante marco na imunização da população paranaense. O quantitativo de doses recebidas tem aumentado e isso vai nos facilitar na tarefa de vacinar a população toda. Com vacinas à disposição, temos condições de vacinar mais paranaenses e fazer com que a circulação do vírus, o número de casos e a ocupação dos leitos hospitalares possam diminuir”, afirmou Beto Preto, secretário da pasta.

Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.

MUNICÍPIOS 

Em números absolutos, a cidade que lidera a aplicação de imunizantes no Paraná é Curitiba, com 1.090.389 doses, seguida por Maringá (331.922), Londrina (316.066), Cascavel (185.170) e São José dos Pinhais (149.409).

Completam a lista Ponta Grossa (148.707), Foz do Iguaçu (138.706), Colombo (92.074), Paranaguá (87.083), Guarapuava (83.831), Toledo (71.588), Apucarana (70.000), Arapongas (67.755), Umuarama (63.681) e Pinhais (59.766).

No Ranking da Vacinação, que mede a proporção em relação à população, os destaques, em primeira dose, são São Jorge d’Oeste, Santa Cecília do Pavão, Pontal do Paraná, Diamante do Norte, Barra do Jacaré e Maringá. Contando a imunização completa, Diamante do Norte, São Jorge d’Oeste, Nova Laranjeiras, Maringá e Terra Roxa.

Nesta semana, os municípios já estão aplicando as 909.550 doses da 28ª remessa do Ministério de Saúde, a maior já recebida pelo Paraná. As vacinas foram entregues ao longo das duas últimas semanas aos 399 municípios.

TAXA DE TRANSMISSÃO 

Além do avanço na vacinação, o Paraná também apresentou melhora na ocupação dos leitos de UTI exclusivos para Covid-19 e na taxa de transmissão (Rt) do vírus no Estado.

Nesta terça-feira, a taxa de ocupação de UTIs baixou para 87%, reforçando uma tendência de redução no sistema hospitalar. Nesta segunda (5), o índice caiu para menos de 90% pela primeira vez em quatro meses.

Já a taxa de transmissão, número que indica a velocidade de contágio pelo vírus por região, também apresentou queda. Atualmente, o índice está em 0,81 – o mais baixo do Brasil, empatado com a Bahia.

Os dados são do Loft.Science, plataforma que calcula o Rt médio de todos os Estados e do País a partir de um algoritmo. O Rt indica quando o contágio pelo vírus está acelerado (maior que 1), estável (igual a 1) ou em remissão (menor que 1) – único cenário que aponta uma melhora na situação epidêmica. Quanto mais próximo de zero, menores as chances de contágio.

A Rt está em queda no Paraná desde 1º de julho, quando a taxa foi de 1,09 para 0,99. O número continua reduzindo desde então, apontando para uma tendência de diminuição da transmissão no Estado.

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Cães e gatos podem ter vírus da covid-19, mas não transmitem a doença

Apenas 11% dos cães e gatos que habitam casas de pessoas que tiveram covid-19 apresentam o vírus nas vias aéreas. Esses animais, entretanto, não desenvolvem a doença, segundo pesquisa realizada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Isso significa que eles apresentam exames moleculares positivos para SARS-CoV-2, mas não têm sinais clínicos da doença.

Segundo o médico veterinário Marconi Rodrigues de Farias, professor da Escola de Ciências da Vida da PUC-PR e um dos responsáveis pelo estudo, até o momento, foram avaliados 55 animais, sendo 45 cães e dez gatos. Os animais foram divididos em dois grupos: aqueles que tiveram contato com pessoas com diagnóstico de covid-19 e os que não tiveram.

A pesquisa visa analisar se os animais que coabitam com pessoas com covid-19 têm sintomas respiratórios semelhantes aos dos tutores, se sentem dificuldade para respirar ou apresentam secreção nasal ou ocular.

Foram feitos testes PCR, isto é, testes moleculares, baseados na pesquisa do material genético do vírus (RNA) em amostras coletadas por swab (cotonete longo e estéril) da nasofaringe dos animais e também coletas de sangue, com o objetivo de ver se os cães e gatos domésticos tinham o vírus. “Eles pegam o vírus, mas este não replica nos cães e gatos. Eles não conseguem transmitir”, explicou Farias.

Segundo o pesquisador, a possibilidade de cães e gatos transmitirem a doença é muito pequena. O estudo conclui ainda que em torno de 90% dos animais, mesmo tendo contato com pessoas positivadas, não têm o vírus nas vias aéreas.

Mutação

Segundo Farias, até o momento, pode-se afirmar que animais domésticos têm baixo potencial no ciclo epidemiológico da doença.

No entanto, é importante ter em mente que o vírus pode sofrer mutação. Por enquanto, o cão e o gato doméstico não desenvolvem a doença. A continuidade do trabalho dos pesquisadores da PUC-PR vai revelar se esse vírus, em contato com os animais, pode sofrer mutação e, a partir daí, no futuro, passar a infectar também cães e gatos domésticos.

“Isso pode acontecer. Aí, o cão e o gato passariam a replicar o vírus. Pode acontecer no futuro. A gente não sabe”.

Por isso, segundo o especialista, é importante controlar a doença e vacinar em massa a população, para evitar que o cão e o gato tenham acesso a uma alta carga viral, porque isso pode favorecer a mutação.

A nova etapa da pesquisa vai avaliar se o cão e o gato têm anticorpos contra o vírus. Os dados deverão ser concluídos entre novembro e dezembro deste ano.

O trabalho conta com recursos da própria PUC-PR e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).

Com avanço na vacinação, Saúde acredita que festividades de fim de ano serão próximas do normal em Curitiba

Com o avanço da vacinação em Curitiba, a Secretaria Municipal da Saúde acredita que as festividades de fim de ano serão muito próximas do que nos acostumamos como normal. Faltando pouco mais de dois meses para o Natal e o Ano Novo, a expectativa é de que uma parcela bastante expressiva da cidade já esteja vacinada.

O diretor do Centro de Epidemiologia, Alcides de Oliveira, disse à Banda B que o desejo de todos é que as reuniões familiares possam acontecer. “É preciso que a sociedade esteja consciente de seus deveres e que a doença não irá desaparecer. Mas, dentro de um cuidado, poderemos ter o reencontro com nossos familiares e amigos já vacinados, desde que, com distanciamento e ventilação dos ambientes”, explicou.

Na última quinta-feira (14), Curitiba chegou a 60,1% de sua população estimada totalmente vacinados contra a Covid-19. São pessoas que já receberam as duas doses do imunizante ou a dose única (Janssen). Ao todo, 1.171.419 curitibanos estão com esquema vacinal completo.

“Esses números mostram que o curitibano aderiu à vacina. É um dado importante na diminuição de casos e de internações. Mas só a vacina não é suficiente, é necessário manter a máscara, ambientes arejados, uso de álcool em gel, lavar as mãos”, afirmou a secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak.

Máscara

Durante a entrevista, Oliveira ainda comentou uma possível flexibilização do uso da máscara. Segundo ele, a cidade deve manter a obrigatoriedade por pelo menos mais alguns meses. “Temos uma jornada gradativa e que não pode ser feita de um dia para o outro. O vírus é de transmissão respiratória, então vamos primeiro observar os ambientes abertos, para depois estudar outros ambientes. Não queremos cometer alguns erros, como EUA e Israel, locais em que uma nova variante acabou entrando e as pessoas estavam descuidadas”, concluiu.

Informações Banda B