Onça-pintada do Refúgio Biológico participa de atividade de enriquecimento ambiental

Ação é alusiva ao aniversário de 37 anos da reserva biológica, mantida pela Itaipu Binacional.

Ao longo dessa semana, os animais do Refúgio Biológico Bela Vista, mantido pela Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu (PR), estão recebendo alimentação especial e participando de atividades de enriquecimento ambiental. A mudança na rotina é para celebrar os 37 anos do Refúgio, comemorados no dia 27 de junho. Na tarde dessa quinta-feira (1º), foi a vez de uma das estrelas do local participar da ação: a onça-pintada Valente.
No lugar da alimentação normal, Valente foi surpreendido com duas caixas de papelão. Ele mesmo teve que abri-las para chegar aos pedaços de carne ali guardados, em uma brincadeira elaborada para ajudar no desenvolvimento cognitivo e motor do animal.

“O enriquecimento ambiental dificultou um pouco a forma como ele recebe a alimentação. Isso faz com que o animal se alimente de forma mais vagarosa e se aproxima mais da forma como seria na natureza”, explicou Aline Luiza Konell, médica-veterinária da Divisão de Áreas Protegidas da Itaipu.

Como, em cativeiro, os estímulos são menores do que na natureza, essas atividades garantem a saúde e o bem-estar dos bichos.

O trabalho de enriquecimento ambiental foi feito, durante essa semana, cada dia em um recinto diferente, com a lontra, o veado-bororó, a anta e a jacutinga. Na sexta-feira é a vez do cervo-do-pantanal e, no sábado, dos macacos-prego. Também foi feito um plantio de mudas de palmito, na quarta-feira (30), como parte do enriquecimento florestal do refúgio.

A atividade com a onça foi acompanhada pelo diretor de Coordenação da Itaipu, general Luiz Felipe Carbonell. “O que temos nos nossos Refúgios, e em especial aqui, no Refúgio Bela Vista, e que é motivo de comemoração não só hoje, mas sempre, é um binômio de atuação tanto com a flora quanto com a fauna. É um trabalho essencial, porque, para podermos recuperar realmente as nossas matas, e para que elas, no futuro, se reproduzam naturalmente, nós temos que formar este ciclo de plantas e animais”, disse ele.

Sobre o Refúgio Biológico

O Refúgio Biológico Bela Vista está inserido em uma área de 1.780,9 hectares, na margem brasileira de Itaipu. O espaço reúne hoje uma grande diversidade de espécies da flora e da fauna regional, muitas delas ameaçadas de extinção, e tornou-se um posto avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (título concedido pela Unesco) por reunir pesquisa, conservação e educação.

Além do Refúgio Biológico Bela Vista, também comemoram aniversário o Refúgio Biológico Santa Helena, no município lindeiro, e o Refúgio Binacional de Maracaju, com áreas distribuídas em território brasileiro (Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul) e paraguaio (Salto del Guairá, no departamento de Canindeyú). Os três refúgios foram criados pela Itaipu no mesmo dia: 27 de junho de 1984.

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Bolsonaro visita Foz nesta quarta-feira, para entrega da pista de aeroporto e posse de novo diretor da Itaipu

Cerimônias acontecem à tarde, no aeroporto e depois no Cineteatro dos Barrageiros, na usina. Silva e Luna vai para a Petrobras e no seu lugar assume general João Francisco Ferreira

O presidente Jair Bolsonaro volta a Foz do Iguaçu, nesta quarta-feira (7), para a solenidade de término da obra civil de ampliação da pista do Aeroporto Internacional e a transmissão de cargo do diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Joaquim Silva e Luna, para o novo comandante da margem brasileira da empresa, general João Francisco Ferreira. Os eventos acontecerão no período da tarde, em horário a ser confirmado ainda nesta segunda-feira (5), no saguão de embarque do aeroporto e, na sequência, no Cineteatro dos Barrageiros, na usina.

A última visita de Bolsonaro a Foz ocorreu há pouco mais de um mês, para o lançamento do projeto de revitalização do sistema de Corrente Contínua de Alta Tensão de Furnas, que teve o aporte de R$ 1 bilhão da margem brasileira de Itaipu. Esta será a sexta passagem de Bolsonaro a Foz do Iguaçu e a nona ao Paraná no exercício de seu mandato. Nenhum outro presidente prestigiou tanto o Paraná como o atual. Em parceria com o Estado, por meio de Itaipu, foram investidos na gestão Silva e Luna R$ 2,5 bilhões em obras estruturantes, com geração de mais de 2,5 mil empregos diretos e indiretos.

Em 28 de fevereiro de 2020, Itaipu, governo federal e governo do Paraná anunciaram oficialmente o início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu – que integram o rol de investimentos estratégicos da Itaipu na infraestrutura da região.

Acima, imagem de 28 de fevereiro de 2020, quando a ampliação da pista do Aeroporto de Foz do Iguaçu foi anunciada, e o mesmo ponto mostrado durante visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior, em 16 de fevereiro de 2021. Fotos: Sara Cheida/Itaipu Binacional.

As melhorias no aeroporto com a participação da Itaipu foram além da ampliação da pista de pouso e decolagem. Elas incluem outras duas frentes: a construção de ciclovia e a duplicação da via de acesso, entre a BR-469 (Rodovia das Cataratas) e o terminal, e a ampliação do pátio de manobras das aeronaves. Ambas também avançaram rapidamente e já estão praticamente prontas, faltando apenas acabamento e a homologação junto à Infraero. As obras, com custos de R$ 69,4 milhões, receberam 80% de recursos da Itaipu e o restante da Infraero.

Todas essas melhorias vão ajudar a tornar o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu um hub na América do Sul, com conexão direta aos países sul-americanos, europeus e norte-americanos. Pela localização geográfica privilegiada, o destino terá condições de se tornar uma das principais portas de entrada de turistas estrangeiros no Brasil e uma das maiores na América do Sul.

Em relação à transmissão de cargo, os governos do Brasil e do Paraguai têm a atribuição de nomear a Diretoria Executiva da Itaipu Binacional, por meio de indicação da Eletrobras e da Administración Nacional de Electricidad (ANDE). Para cada cargo reservado a um país, há um posto equivalente destinado à outra margem da usina.

Novo diretor

O nome do general Ferreira deve oficialmente confirmado em Diário Oficial da União nesta semana, mas a indicação já havia sido anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro no dia 19 de fevereiro, mesma data em que o presidente anunciou Silva e Luna para o comando da Petrobras, que deverá ser confirmada na assembleia da estatal, marcada para o próximo dia 12.

General João Francisco Ferreira será o substituto do general Joaquim Silva e Luna. Foto: Sara Cheida/Itaipu Binacional.

O general João Francisco Ferreira substitui o general Joaquim Silva e Luna depois de dois anos e um mês frente à Itaipu. Ferreira será o 14º diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional.

Imagem da solenidade de posse do general Joaquim Silva e Luna na Itaipu, em fevereiro de 2019. Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional.

A Itaipu

Com 20 unidades geradoras e 14 mil MW de potência instalada, a Itaipu Binacional é líder mundial na geração de energia limpa e renovável, tendo produzido, desde 1984, 2,7 bilhões de MWh. A hidrelétrica é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 15% de toda a energia consumida pelo Brasil e de 90% do Paraguai.

Parque Nacional divulga fotos inéditas das Cataratas feitas à noite com o céu estrelado; confira

Ver as galáxias, as estrelas e a poeira cósmica numa das maravilhas mundiais da natureza: as Cataratas do Iguaçu,  no Parque Nacional do Iguaçu, na fronteira do Brasil com a Argentina. Foi o que fez uma equipe comandada pelo fotógrafo Victor Lima, autorizada entrar no local à noite para fazer fotos incríveis.

Apaixonado pela astrofotografia, ele fez uma primeira visita ao Parque Nacional do Iguaçu com a família há cerca de dois anos. Em sua segunda visita, em março de 2021, veio ao parque com as imagens e sonhos na cabeça, fotografias memorizadas, e organizou, junto com a administração da unidade, a liberação especial para realizar uma expedição fotográfica à noite, fora do horário de atendimento ao público.

É preciso ler as fotografias com calma para identificar os astros do Universo, do mesmo modo que Victor precisou aguardar o momento certo, ter paciência, olhar concentrado, para conseguir identificá-los e registrá-los no céu das Cataratas.

Via Láctea

Foto: Victor Lima e equipe

Nesta fotografia temos o braço da Via Láctea (galáxia espiral da qual o sistema solar faz parte) no lado esquerdo da imagem. É possível identificar na parte superior a Cruzeiro do Sul (menor de todas as constelações e considerada a mais importante) e a nebulosa Eta Carinae (magenta), que é uma das maiores estrelas e a mais luminosa da nossa galáxia; não é visível a olho nu. Já à direita, observa-se a grande e a pequena Nuvens de Magalhães, duas galáxias-satélites anãs irregulares da nossa galáxia. As duas podem ser vistas a olho nu no Hemisfério Sul.

Foto: Victor Lima e equipe

A Via Láctea surge na diagonal sobre o elevador das Cataratas do Iguaçu. Nesta fotografia podem ser vistas as nebulosas de emissão (nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores), nuvens brilhantes de poeira (poeira que existe no espaço sideral) e gás interestelar, como a Nebulosa da Águia (M16), a Nebulosa Ômega (M17), a Nebulosa da Lagoa (M8) e a NGC 6357, entre outras. Acima do núcleo da Via Láctea observa-se Antares (estrela supergigante vermelha na constelação de Scorpius).

Foto: Victor Lima e equipe

Como fez?

Registros incríveis, não é mesmo? Para captar essas cenas, Victor Lima utilizou uma câmera Canon 6D full-frame e fez uso da técnica de longa exposição, quando o sensor precisa de mais tempo para captar a imagem, e geralmente isso é feito em ambientes com pouca luminosidade. O profissional apoiou a câmera em um tripé e utilizou lente convencional. Usou e abusou da paciência e da pesquisa no local previamente para atingir os resultados divulgados. As cenas foram registradas durante três noites, das 22 horas às 04 horas da manhã.

Foto: Victor Lima e equipe

Quem é Victor Lima?

É engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Viçosa (MG) no ano de 1997. Dos elementos utilizados nos projetos de engenharia, como os cálculos, as leituras de mapas, projetos e comportamento da luz, Victor adaptou as técnicas para as suas expedições fotográficas e conseguiu, com um tempo razoavelmente curto de trabalho – se comparado com o tempo de carreira de profissionais da fotografia –, produzir emblemáticos registros focados na astrofotografia de paisagem, a arte de fotografar o céu noturno com cenários.

A carreira de fotógrafo teve início no ano de 2014, quando ele comprou sua primeira câmera, uma Canon T5i, um equipamento considerado de entrada pelos fotógrafos profissionais. O objetivo era registrar a viagem que faria com a esposa à Espanha. Já na Europa, com as ideias na cabeça e a câmera na mão, conseguiu fazer fotos satisfatórias. Mas Victor acreditava que poderia obter registros com melhores composições.

Na foto o fotografo Victor Lima

De volta para casa, passou a estudar a fundo e com muito perfeccionismo os conceitos básicos da fotografia. De maneira didática, testou e buscou utilizar todas as possibilidades do seu equipamento na época, fazendo saídas para testar o aprendizado. Cada vez mais instigado pelas descobertas a cada novo registro, ampliou os estudos para seis horas por dia.

O engenheiro Victor, que se dividia entre o trabalho na engenharia e o estudo da fotografia, aumentou suas leituras e estudos fotográficos no ano de 2015, quando decidiu participar e teve o êxito de ganhar o concurso da revista Traveler, da National Geographic, que reuniu 34 mil participantes no mundo. A foto do Victor, registrada em Salto Corumbá, no estado de Goiás, foi a primeira a ser publicada na capa da revista por um leitor.

“O prêmio me motivou bastante. Naquele momento estava com uma fotografia publicada em uma revista com visibilidade mundial. Senti que aquele era o início de uma carreira e eu poderia me dedicar à fotografia. De 2015 até 2019, eu estudava e praticava as técnicas que aprendia, paralelo à minha carreira como engenheiro”, informou.

Atualmente Victor Lima dedica-se integralmente ao mundo da fotografia, com expedições fotográficas pelo Brasil e pelo mundo. Uma de suas fortes atuações se dá em cursos de astrofotografia de paisagens para grupos de pessoas que queiram aprimorar técnicas e conhecimento.