Paraná terá a 1ª usina do Brasil a gerar energia por meio de esgoto e lixo

A companhia de geração de energia CS Bioenergia já possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.

Foto: Paulo Szostak/Divulgação

A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros.

Leia a matéria completa no The Greenest Post

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Projeto Meu, Seu, Nosso Voto lança podcast com temas-chave para as eleições 2022 e inicia rodas de conversa sobre voto responsável com público jovem

Na reta final para as eleições de 2022, o projeto Meu, Seu, Nosso Voto (MSNV) lançou o podcast Nosso Voto, no qual organizações da sociedade civil e ativistas são convidados para conversar sobre o voto responsável na perspectiva de temas-chave do pleito eleitoral deste ano segundo os jovens brasileiros. Os episódios são lançados quinzenalmente e divididos a partir de temas inspirados pelo Atlas das Juventudes 2021 como os mais emergentes para as eleições deste ano: Meio Ambiente e Qualidade de Vida, Educação e Trabalho Decente; Territórios, Moradia e Lazer; Saúde e Segurança Alimentar; e Democracia e Justiça Social. 

Criado em 2020 por mulheres de três organizações, o MSNV fomenta espaços de diálogos entre jovens e produz conteúdos educomunicativos para estimular o voto responsável e fortalecer a democracia. No podcast Nosso Voto, o projeto reúne representantes e lideranças juvenis de organizações da sociedade civil de diferentes regiões do país. Os conteúdos auxiliam na qualificação do debate democrático com uma linguagem simples, lembrando que, embora tenhamos uma importante eleição presidencial, é imprescindível para a manutenção da democracia que façamos um voto responsável também nos outros cargos em disputa eleitoral.

“Fizemos questão de criar um conteúdo que reunisse muitos pontos de vista diferentes sobre o país e seus problemas. Para que, assim, pudéssemos também visualizar múltiplas soluções para resgatar o Brasil dos retrocessos que estamos vivendo e nos fazer avançar em nossos direitos novamente. Todas as vozes que compõem esse podcast são referências em suas áreas de atuação e nos emocionam pela dedicação às suas causas”, diz Michele Bravos, idealizadora do projeto Meu, Seu, Nosso Voto e presidente do Instituto Aurora para Educação em Direitos Humanos.

Participam do podcast: TETO Brasil, Clima de Eleição, Coletivo Cássia, Fome de Entender, Global Shapers Manaus, Instituto Pensamentos e Ações para Defesa da Democracia (IPAD), Fridays for Future, Nossas, Joio e Trigo, Casa 1, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), Articulação Nacional Das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA), Grupo Sabá, Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), Eu Voto em Negra e Perifa Sustentável. 

“Tudo isso que a gente desenvolve está relacionado com a Educação em Direitos Humanos e contribui com a compreensão de que o voto responsável é aquele que não deixa ninguém para trás”, complementa Michele.

Primeiros episódios já estão disponíveis

Três episódios do podcast Nosso Voto já estão disponíveis no Spotify. No episódio de estreia, Meio Ambiente e Qualidade de Vida, Beatriz Pagy, cofundadora do Clima de Eleição, e Samela Sateré Mawé, ativista indígena que atua nas instituições Fridays for Future Brasil, APIB e ANMIGA, falam sobre queimadas, crescimento do garimpo ilegal, poluição dos rios e o risco à saúde dos povos originários e diferentes comunidades próximas ou distantes das florestas. 

No episódio 2, Antônio Neto, membro do Global Shapers Manaus e líder do Movimento Mapa Educação; Lucas Melo, codiretor de Atendimento Psicossocial na Casa 1 e Mariana Penteado, psicóloga e especialista em gênero e sexualidade, também na Casa 1, centro de acolhida e cultura a pessoas LGBTQIA+, contam como o voto influencia diretamente a vida das pessoas quando o assunto é educação e trabalho decente.

Já no episódio 3, o podcast aborda o tema “Território, moradia e lazer”, com Nataly Almeida Augusto, gestora da sede Paraná da organização Teto, e Cleber Ribeiro, coordenador-executivo do IPAD Seja Democracia, que conversaram sobre direito à cidade, democracia participativa e representatividade.

“O podcast fala sobre problemas que estamos enfrentando, mas em todo momento volta o olhar para o que nós podemos fazer para gerar mudanças e como as organizações convidadas estão fazendo a diferença nesse cenário. Queremos que as pessoas sintam-se inspiradas ao final de cada episódio”, destaca a jornalista correalizadora do MSNV e representante da Escola da Política, Karina Pizzini. 

Spots sobre falar e fazer política

Todo episódio possui ainda um bloco curto com a participação de um ativista ou representante de uma organização social que conta o que é falar e fazer política. As cinco participações, de cerca de 1 minuto ao final de cada episódio, foram elaboradas de forma independente pensando na aproximação da política e da população e na divulgação gratuita em outros podcasts e programas de rádio. Pessoas e organizações interessadas em usar o material em seus programas podem entrar em contato com a organização do MSNV através do e-mail: contato@institutoaurora.org

Projeto retoma rodas de conversa com jovens e cria espaço de acolhimento para falar sobre política 

Para fomentar espaços de diálogos sobre o voto responsável, o MSNV também realiza rodas de conversa sobre o voto focadas em grupos de jovens. Segundo o IBGE (2015), os jovens correspondem a 23,6% da população brasileira. A participação deles na vida cidadã é um direito e uma oportunidade para o fortalecimento da democracia e para a redução das vulnerabilidades sociais que afetam suas vidas. Com a perspectiva de que o voto é uma ferramenta de transformação social e um ato individual de impacto coletivo, o MSNV realizou 37 rodas de conversa on-line em 2020, com participação de 250 jovens ao todo, e chegou a ser citado pelo Pacto da Democracia como uma das 70 iniciativas destaques na promoção de eleições melhores. 

De acordo com Karina Pizzini, já foram confirmadas a participação de cerca de 700 jovens em rodas de conversa presenciais e virtuais nesta edição do projeto. As rodas começaram na primeira semana de agosto e seguem até final de setembro com organizações sociais que atuam com a juventude. “As rodas seguem uma didática muito preocupada em criar espaços acolhedores para falar sobre política, o que significa falar sobre empatia, escuta ativa e diversidade. É um momento do projeto em que a gente tem contato direto com o jovem e tenta quebrar o estigma de que política se dá em um espaço de conflito”, explica. 

Organizações de todo o país interessadas em receber as rodas de conversa (presenciais ou on-line, a depender da localidade) facilitadas pela equipe do Instituto Aurora de Educação em Direitos Humanos e voluntários do projeto podem entrar em contato por e-mail (contato@institutoaurora.org) e reservar uma das datas que ainda estão disponíveis no cronograma de atividades do projeto. Bom Aluno, Elo Apoio Social e Ambiental e Unilehu são algumas das instituições contempladas na programação de 2022 e o MSNV busca ampliar as parcerias como essas para outras regiões do país.

MSNV disponibiliza guia que ensina a fazer rodas de conversa e lança plataforma de curadoria

Todas as pessoas podem ser multiplicadoras e mobilizadoras para promoção do diálogo sobre o voto responsável. Para ajudar nessa missão, o MSNV vai disponibilizar material de apoio para estimular a realização das rodas de conversa em diferentes espaços, como escolas, empresas e igrejas. O Guia de Diálogos estará em setembro no site da campanha com um passo-a-passo de como realizar uma roda de conversa, com cinco novas sugestões de roteiro para conduzir os diálogos seguindo os três pilares de um voto responsável: somos seres políticos, somos plurais e somos comunicadores.

O MSV também lançou uma plataforma de curadoria de conteúdo especializado para pessoas que buscam ampliar seu conhecimento sobre os temas destacados nos diálogos do podcast Nosso Voto. Acessando padlet.com/nossovoto/MuralNossoVoto, é possível encontrar sugestões de reportagens, vídeos, livros, pesquisas, posts em redes sociais entre outros materiais. “O objetivo é oferecer mais conteúdo para quem quer sair do ‘achismo’ e fomentar diálogos mais qualificados para as eleições deste ano”, conclui Karina. 

Sobre o MSNV

O projeto Meu, Seu, Nosso Voto é um projeto suprapartidário sem fins lucrativos, fruto de um trabalho colaborativo entre mulheres de diferentes organizações: Instituto Aurora para Educação de Direitos Humanos, Nossa Causa e Escola da Política, além do esforço de vários voluntários. Iniciado em 2020, o MSNV busca fomentar espaços de diálogos sobre o voto responsável e oferecer subsídios para diálogos que fortaleçam a democracia, como o Podcast Nosso Voto, Os Guias de Rodas de Conversa e as Rodas de Conversa que realizam, além da plataforma de curadoria de conteúdo especializado com foco nas temáticas de 2022. Saiba mais em: materiais.nossacausa.com/meu-seu-nosso-voto-2022

Guarda Municipal de Curitiba inspira outros municípios do Paraná

O secretário de Defesa Social e Trânsito, Pericles de Matos e o comandante da Guarda Municipal, Carlos Celso dos Santos Júnior, recebem o prefeito de Pitangueiras, Samuel Teixeira e comitiva. Curitiba, 16/08/2022. Foto: Pedro Ribas/SMCS

Com 36 anos de história, a Guarda Municipal de Curitiba vem inspirando outros municípios do Paraná na formação de suas instituições próprias. Esse é o caso do município de Pitangueiras, no Norte do Paraná. Nesta terça-feira (16/8), uma comitiva formada pelo prefeito Samuel Teixeira e demais servidores visitou a sede da GM e conversou com o comando da corporação.

“Estamos em fase inicial da Guarda Municipal em nosso município, ainda com a votação do projeto de lei em andamento. Por isso, viemos aprender com Curitiba, que é uma referência para adaptar essa estrutura a nossa realidade”, afirmou o prefeito de Pitangueiras.

O secretário municipal de Defesa Social e Trânsito, Péricles de Matos, disse que a capital está à disposição para ajudar nessa criação. “Temos auxiliado municípios de todo o Paraná nessa estruturação, com condições de auxiliar na capacitação desses profissionais por meio do nosso Centro de Formação e orientar quanto à legislação vigente”, destacou Matos.

Segundo o comandante da Guarda Municipal de Curitiba, o inspetor Carlos Celso dos Santos Junior, todas as guardas existentes no Estado passaram por Curitiba.

“Hoje são 34 guardas municipais no Paraná e como somos a primeira temos esse cuidado e carinho em auxiliar nossos irmãos de farda”, disse o inspetor Celso.

Participaram da reunião a diretora do Centro de Formação da Guarda Municipal, inspetora Cleusa Pereira, o coordenador do Centro de Operações da GM, inspetor Gilberto Ramos de Oliveira, e demais representantes da Guarda Municipal e do município de Pitangueiras.

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba