Justiça nega matrícula a estudantes que foram retirados da lista de aprovados da UFPR

A Justiça Federal de Curitiba negou, nesta quarta-feira (15), matrícula a sete estudantes que foram retirados da lista de aprovados da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na ação, distribuída à 6ª Vara Federal de Curitiba, os autores requereram a intervenção judicial para determinar a suspensão de todo o pleito do vestibular UFPR 2020/2021 até que todos os fatos sejam completamente esclarecidos.

O que motivou tais pedidos foi o fato de que no dia 31 de agosto a UFPR divulgou lista dos aprovados em seu concurso vestibular 2020/2021. Porém, já no dia seguinte, essa lista foi substituída por nova versão retificada, tendo a UFPR, em nota oficial, explicado que a relação dos aprovados divulgada no dia 31/08 continha erros só identificados posteriormente e que, depois de corrigidos, originaram a segunda lista. Na nova relação divulgada, 31 candidatos que haviam sido anunciados como aprovados na primeira lista publicada foram substituídos por outros; dentre eles, os sete autores da ação. Segundo a Universidade, os equívocos teriam decorrido da não computação dos resultados de recursos providos contra questões discursivas que, após considerados, alteraram a classificação final dos aprovados motivando as substituições.

Caso a suspensão não fosse atendida, os candidatos pediram intervenção nos cursos diretamente afetados: biomedicina, direito (matutino), fisioterapia, medicina (Curitiba), medicina (Toledo), medicina veterinária (Curitiba) e odontologia; ou, subsidiariamente aos anteriores, determinar à Universidade Federal do Paraná que promova o registro acadêmico de todos os autores; e, cumulativamente a este, determinar à Universidade Federal do Paraná que garanta e reserve a vaga dos autores, com direito ao início das aulas, enquanto perdurar o processo de elucidação completa dos fatos mencionados nesta exordial.

A Juíza Federal Vera Lúcia Feil Ponciano indeferiu ao final a concessão de tutela de urgência para os requerimentos. Explanou à saciedade Ponciano “Considerando a presunção de legitimidade do ato administrativo e que não há nenhum elemento indicando que a Comissão de Seleção do processo seletivo em questão tenha agido com parcialidade ou má-fé, presume-se verdadeira a alegação de que a retificação do ato foi necessária em virtude de uma falha operacional ocorrida no processamento dos resultados. Depreende-se dessas justificativas que o erro foi pontual, e não se trata de um erro de critério, de avaliação das provas de produção de texto ou de análise de recursos, mas sim de um erro operacional, ou seja, a retificação da lista de aprovados não ocorreu após a análise dos 467 recursos. A Banca Examinadora já havia efetuado essa análise e repassado as notas retificadas. O problema consistiu em não se atualizar o sistema com esses dados. Depois da primeira lista não houve alteração de notas. Elas já haviam sido alteradas, porém não foram computadas. Nesse contexto, não procede a alegação dos Autores de que a alteração da classificação ocorreu ‘pela mudança de notas da prova discursiva, que detém um grau de subjetividade’. Não houve mudança de notas da prova de produção de texto. As notas já haviam sido revisadas e apuradas, porém houve falha operacional quanto à divulgação das notas corretas depois de analisados e deferidos os recursos. Acerca da questão da subjetividade, tem razão a UFPR ao alegar que “não há qualquer incerteza acerca das notas obtidas nas provas de produção de texto. A natureza do erro foi operacional, técnica, falha ocorrida na área da informática (e não no âmbito da correção das provas)” (grifos originais). Dessa forma, claramente poderia a UFPR corrigir o equívoco sem que isso implicasse ofensa a direito dos Autores de ser considerados aprovados, porquanto alterado o resultado em virtude de um fato não considerado anteriormente, fato este revestido de legalidade, imparcialidade e impessoalidade. Essa atuação da Administração Pública está baseada no poder dever de rever seus atos quando eivados de ilegalidade. Não se poderia, a pretexto de prestigiar a segurança jurídica e o princípio da proteção da confiança, perpetuar uma ilegalidade. Assim, detectada a falha operacional, era obrigação da UFPR corrigir o equívoco. Embora a retificação do resultado implique dissabores aos Autores, nenhuma ilegalidade ou equívoco pode gerar direito adquirido, mesmo porque havia prejudicados com o resultado equivocado sem as devidas correções. Ressalvam-se, no entanto, eventuais danos morais, não discutidos nesse momento.”.

Finalmente, concluindo seu raciocínio e fechando sua decisão, asseverou a magistrada “Portanto, considerando tais fundamentos, concluo que não há falar em probabilidade da existência de qualquer direito dos Autores às pretensões deduzidas, neste juízo sumário, próprio das medidas de urgência, pois me convenço nesse momento inicial que a UFPR exerceu o seu poder dever de autotuela e agiu com amparo legal ao atuar do modo como atuou, tendo observado os princípios da legalidade, publicidade, impessoalidade e moralidade. No que tange ao requisito do perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, à míngua da existência do primeiro requisito, não se pode deferir a tutela de urgência tão somente com base no aludido pressuposto”. Ao final, como anteriormente esclarecido, indeferiu a concessão da tutela antecipada na forma como requerida.

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Hard Rock Cafe Curitiba lança menu especial com drinks para o verão

O menu Summer Hits tem 10 drinks com preços entre R$ 29,90 e R$ 34,90

O verão chegou e com ele o menu especial do Hard Rock para a temporada mais quente do ano, o Summer Hits, com 10 drinks especiais, preços de R$ 29,90 a R$ 34,90 cada e válido até o final de fevereiro. A carta é assinada pelo bartender Flávio Canuto Silva, responsável pelo setor, e nesta edição também conta com o drink autoral A Sun For Each One, de Camila Peixoto. A Sun For Each One é uma delícia refrescante com Jack Daniels, St. Germain, Simple Syrup, purê de manga, limão siciliano, tabasco e angostura.

A seleção foi pensada para todos os gostos, em um mix com uísque, tequila, campari, espumante, entre outros. Destaque para o Aperol Spritz, com Aperol, espumante prosecco, água com gás e laranja, o Watermelon Mojito com melancia, hortelã, monin melancia, suco de limão, Bacardi Carta Blanca e água com gás e o refrescante Red Dragon Gin Tonic, com pitaya syrup, suco de limão, London Dry Gin e água tônica.

Divulgação

 Além dos novos drinks, quem for até o Hard Rock Cafe Curitiba também vai poder aproveitar o melhor do pop rock todos os dias a partir das 19h. A banda Kill The Sheep sobe ao palco nas segundas, seguido de Amazing Aerosmith na terça, Anne Glober na quarta, República Pine na quinta, Jukeboxx na sexta, Old Roosters no sábado e Dr. Smith no domingo, todas tocando no palco térreo. No espaço 3rd Floor a programação segue com a banda Sonora na quarta e Czar Rock na quinta. Kcomq na sexta, CrackerJack no sábado e Hotel Hell aos domingos. 

“Temos também música ao vivo na sexta, sábado e domingo durante o brunch, o almoço e o happy hour. E quem vier pode escolher uma mesa com vista privilegiada do bairro Batel, em um espaço super arejado e perfeito para aproveitar inclusive com crianças”, conta Fernando Barros, diretor de marketing da casa. 

O Hard Rock Cafe Curitiba funciona seguindo todos os protocolos de combate ao coronavírus sinalizados pelos órgãos de saúde. A casa abre de segunda a quinta-feira das 11h30 às 24h, sexta das 11h30 à 1h, sábado das 9h à 1h e domingo das 9h às 24h. Informações e reservas pelas redes sociais https://www.instagram.com/hrccuritiba/ e https://www.facebook.com/hrccuritiba

CWB Hall recebe show do grupo hardcore Dead Fish em março

Grande expoente do hardcore nacional, a banda Dead Fish retorna a Curitiba em março, para um show no CWB Hall no dia 25 de março (sexta-feira). A apresentação faz parte da turnê 30 + 1, que celebra as mais de três décadas do lendário grupo na estrada. Durante sua trajetória, Curitiba sempre foi uma constante na rota do grupo capixaba.

Os ingressos para a única apresentação do Dead Fish na cidade estão a venda pela plataforma Bilheto, com valores a partir de 50 reais e possibilidade de parcelamento em até 12x.

A nova turnê do Dead Fish celebra os trinta anos de carreira com um repertório especial com o melhor do que a banda criou neste período. O último álbum de inéditas foi o aclamado Ponto Cego, de 2019, um registro com forte teor lírico, que faz um recorte da situação política, econômica e social do Brasil. No ano seguinte disponibilizaram Lado Bets, nas plataformas digitais, reunindo músicas raras lançadas durante a carreira mas que nunca haviam saído no streaming.

Histórico

O Dead Fish surgiu em 1991 na cidade de Vitória, no Espírito Santo. Após muitos shows e algumas demos, chegaram ao primeiro álbum, Sirva-se, que vendeu mais de dez mil cópias em um ano. Em 2004 lançam pela DeckDisc Zero e Um, com mais de trinta mil discos comercializados  no primeiro ano. Outros grandes momentos foram os DVDs MTV apresenta Dead Fish (2004), Dead Fish 20 anos (2012) e XXV Ao Vivo Em SP (2017).

Com uma sólida discografia e uma integridade musical inabalável, o Dead Fish passou por diversos momentos durante sua caminhada, porém sempre entregando grandes álbuns e shows repletos de energia e conscientização, que os alçaram ao hall das mais importantes de rock do Brasil. A formação atual do Dead Fish conta com Rodrigo Lima (voz), Ric Mastria (guitarra), Igor Tsurumaki (baixo) e Marcão (bateria).

Serviço
Dead Fish em Curitiba
Data: 25 de março de 2022 (sexta-feira)
Local: CWB Hall
Endereço: Rua Dr. Claudino dos Santos, 72 – Largo da Ordem
Horário: 20h (abertura da casa), 21h (show)
Classificação etária: 16 anos

Ingressos

1º lote – promocional

Inteira R$$100

Solidário R$55*

Meia R$50**

2º lote – promocional

Inteira R$$120

Solidário R$65*

Meia R$60**

3º lote

Inteira R$$140

Solidário R$75*

Meia R$70**

4º lote

Inteira R$$160

Solidário R$85*

Meia R$80**

* Solidário: limitados e válidos somente com a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do show.

** Meia-entrada: para estudantes são válidas somente as seguintes carteiras de identificação estudantil: ANPG, UNE, UBE’s, DCE’s e demais especificadas na LEI FEDERAL Nº 12.933. Não será aceita NENHUMA outra forma de identificação que não as oficializadas na lei.

Pontos de venda

Online (com taxa de conveniência)

https://www.bilheto.com.br/evento/569/Dead_Fish (em até 12x no cartão)

PONTO DE VENDA SEM TAXA:

ESPAÇO CARMELA

(Dinheiro, Débito e Crédito à vista)

Rua Dr. Claudino dos Santos, 72 – São Francisco  – Curitiba/PR

Todos os dias à partir das 11h

PONTO DE VENDA COM TAXA:

HAND MADE

(Dinheiro, Débito e Crédito à vista)

Rua Desembargador Westphalen, 1186 – Rebouças  – Curitiba/PR

Seg. à Sex. das 10h às 18h, sábados das 10h às 14h

LETS ROCK

(Dinheiro, Débito e Crédito à vista)

(Galeria Pinheiro) Praça Tiradentes, 106. Lojas 03 e 04 – Centro – Curitiba/PR

Seg. à Sex. das 9h às 19h, sábados das 9h às 15h00

JOHN BULL CURITIBA

(Débito e Crédito à vista)

Rua Mateus Leme, 2204 – Centro Cívico – Curitiba/PR

Seg. à Sex. das 9h às 19h, sábados das 9h às 14h30

* A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora dos pontos de venda anunciados

** Será proibida a entrada de câmeras fotográficas/filmadoras profissionais e semiprofissionais.

Informações: www.abstratti.com e (41) 99833-2328