Soldados da Unifil Atacados por Forças de Defesa de Israel no Líbano
Na última terça-feira (2), a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) reportou que seus soldados foram alvos de ataques realizados pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) próximos à sua sede. A situação ocorre em um contexto de crescente tensão na região, envolvendo diversos incidentes entre as tropas da ONU e forças israelenses.
Detalhes do Incidente
Segundo comunicado da Unifil, os soldados estavam desobstruindo estradas nas proximidades de sua base quando unidades das FDI lançaram granadas a partir de drones. Conforme informado, uma das granadas caiu em uma área de 20 metros e outras três em um raio de aproximadamente 100 metros dos efetivos da ONU e seus veículos.
“Os drones foram observados retornando ao sul da Linha Azul, na fronteira com Israel”, revelou a Unifil.
Histórico de Conflitos
Este ataque não é um caso isolado. Desde sua implantação no Líbano na década de 1970, a missão de paz daONU tem enfrentado diversos incidentes. No último ano, houve uma série de confrontos entre os soldados da Unifil e as tropas israelenses. Em um episódio em outubro de 2024, três bases da Unifil foram atacadas, resultando em ferimentos para dois soldados. Atualmente, 12 brasileiros integram a força de paz na região.
Até o momento, as FDI não se pronunciaram oficialmente sobre o incidente. No entanto, o exército israelense confirmou que realizou novos bombardeios em território libanês, apesar de um cessar-fogo previamente anunciado pelos Estados Unidos em novembro do ano passado. De acordo com fontes militares, os ataques tiveram como alvo posições do Hezbollah, resultando na morte de um membro do grupo.
Incertezas no Líbano
Os recentes ataques, que quebram a trégua entre Israel e Hezbollah, ocorrem em um cenário de incertezas políticas e sociais no Líbano. Em agosto, o governo libanês atendeu a um pedido dos EUA e iniciou um processo de desarmamento de grupos locais. Essa medida, parte do cessar-fogo, enfrenta resistência de organizações como o Hezbollah.
Sheik Naim Qassem, secretário-geral do Hezbollah, declarou que o grupo não se desarmará, argumentando que a entrega de armas prejudicaria a capacidade de defesa dos libaneses contra possíveis ataques israelenses.
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