Deputada Maria Victoria (PP).
Créditos: Patryck Madeira
A deputada estadual Maria Victoria (PP) celebrou a recente decisão do Ministério da Saúde de garantir o tratamento integral da dermatite atópica no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, oficializada em portarias publicadas na terça-feira (27), inclui novos medicamentos ao protocolo da rede pública: pomadas de tacrolimo (0,03% e 0,1%) e furoato de mometasona (0,1%), além do imunossupressor oral metotrexato.
Políticas Públicas no Paraná
Autora da lei 19.426/2018, que estabelece a Política Estadual para Diagnóstico Precoce e Tratamento da Dermatite Atópica, Maria Victoria destaca que o Paraná foi o primeiro estado a reconhecer a importância do enfrentamento da doença através de políticas públicas. “Essa condição compromete seriamente a qualidade de vida de crianças e adultos. O tratamento integral na rede pública vai beneficiar milhares de pessoas. É um grande avanço que merece ser comemorado,” afirmou.
Discussão sobre o Tratamento
Em setembro de 2023, a deputada organizou uma audiência pública com médicos e especialistas, incluindo representantes do Ministério da Saúde, para discutir o diagnóstico precoce e os tratamentos da dermatite atópica na rede pública. “Estudos indicam que cerca de 30% da população é afetada pela dermatite atópica. O acesso ao tratamento é fundamental, muitas famílias enfrentam dificuldades para custear os medicamentos,” acrescentou.
Legislação de Conscientização
A deputada também é autora da lei 453/2023, que institui o Dia de Conscientização sobre Dermatite Atópica, a ser celebrado em 23 de setembro.
Informações sobre a Dermatite Atópica
A dermatite atópica é uma doença genética, crônica e não contagiosa, caracterizada por intensa coceira e ressecamento da pele, especialmente nas dobras do corpo. A condição pode variar em intensidade e resposta ao tratamento, impactando diretamente o bem-estar dos pacientes.
Novos Medicamentos no SUS
Com a inclusão dos novos medicamentos, o SUS amplia o cuidado aos pacientes, oferecendo tratamento desde as fases iniciais até casos mais graves. O tacrolimo é indicado para áreas sensíveis e ajuda na recuperação da barreira cutânea, enquanto o furoato de mometasona é eficaz na regeneração da pele. O metotrexato é recomendado para quadros graves, especialmente em pacientes que não podem utilizar a ciclosporina, já disponível pelo SUS.
Como Acessar o Tratamento
O Ministério da Saúde orienta que pacientes procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação. Caso necessário, serão encaminhados a um especialista e terão acesso aos medicamentos conforme os critérios clínicos.
