Deep web: saiba como proteger os seus dados e os da sua empresa

A internet possibilitou uma série de facilidades para tarefas que antes eram desempenhadas presencialmente, como o pagamento de contas, a contratação de colaboradores, o agendamento de consultas, entre outras. Se a tecnologia contribuiu para facilitar o dia a dia nessas atividades, por outro lado mostrou que é necessário cuidado ao compartilhar certas informações na rede. Além das chances de ter dados pessoais e de empresas vazados na internet, outra preocupação é a venda desses dados na Deep web – sites que não aparecem nas páginas de buscas e que geralmente não são vigiados pelo governo. Pensando nisso, o Instituto DARYUS de Ensino Superior Paulista – IDESP, escola de negócios referência em continuidade de negócios e cibersegurança, aponta como se prevenir e o que fazer em caso de dados vazados.

De acordo com um levantamento feito pela Surfshark, o Brasil foi o sexto país mais atingido por vazamentos de dados no ano passado, foram 24,2 milhões de perfis de usuários com informações expostas por conta de ataques ou brechas em sistemas. “Na realidade, os vazamentos de dados ocorrem não só na deep web, mas também na surface (parte da internet que acessamos diariamente). Entre os principais vetores de disponibilização de informação na deep web estão vazamentos de dados ocasionados por ransomware, além de pessoas que caem em phishing, técnica usada para enganar usuários e conseguir informações confidenciais. Isso porque as empresas têm falhas que permitem essa extração de dados”, explica Thiago Bordini, coordenador e professor da pós em Cyber Threat Intelligence no Instituto DARYUS de Ensino Superior Paulista (IDESP).

Entre as informações que costumam ser vazadas nesse ambiente estão e-mails, senhas, CPFs, logins de acesso, dados cadastrais e de cartões de crédito. Em caso de ransomware, em que cibercriminosos podem exigir dinheiro de resgate para restabelecer o acesso aos dados, normalmente pode haver vazamento de documentos e e-mails sensíveis da instituição. Segundo o especialista, o golpe mais comum é o acesso indevido a plataformas. “São realizadas principalmente por meio de credenciais que vazaram. Com esses acessos é possível a extração de outros dados, tentativas de fraudes e até mesmo ataques direcionados, as possibilidades são infinitas”, destaca.

Como saber se meus dados foram vazados

Para empresas e organizações é possível contratar uma consultoria especializada para fazer esse monitoramento. Para pessoas físicas é indicado fazer buscas no Google ou contratar empresas como o Serasa, para monitorar o uso indevido do CPF. Além disso, a Axur disponibiliza um site chamado minhasenha.com.br <https://minhasenha.com/> , onde o usuário pode checar se a senha pessoal vazou na internet, por meio do e-mail. Sempre que houver um vazamento relacionado ao e-mail, o usuário recebe um alerta.

O que devo fazer após o vazamento de dados O ideal é pedir a remoção dos dados em casos de ambientes que possibilitem essa ação. Caso a informação esteja indexada no Google, por exemplo, é possível pedir para a empresa a desindexação daquele conteúdo. No caso de empresas, podem solicitar a remoção do conteúdo junto ao provedor que está hospedando o site. Já na deep web o ideal é acompanhar o uso desses dados e em casos de e-mails vazados, trocar as senhas e habilitar um segundo fator de autenticação. Além disso, não reutilizar aquela senha em outras plataformas.

Como proteger meus dados na rede

Sempre manter os computadores e programas atualizados, utilizar antivírus e ter atenção com páginas falsas e promoções em que é necessário o preenchimento de informações pessoais. Para empresas é necessário ter um monitoramento tanto interno quanto externo de especialistas em cyber security. “Uma boa política de cibersegurança, investimento em soluções de antivírus, a contratação de testes de intrusão, implementação de segundo fator de autenticação podem ajudar a minimizar bastante os vazamentos. No caso de empresas, a conscientização do público interno é sempre muito útil, além de um treinamento recorrente”, finaliza Bordini.

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Dilemas da era digital: entenda os novos paradigmas do direito do consumidor com o avanço do e-commerce

A crise econômica causada pelo coronavírus gerou desemprego, busca por preços mais baixos, queda em vários setores e inflação. No entanto, o cenário causado pela Covid-19 se tornou terreno fértil para outros negócios, foi o caso do e-commerce, que se viu no centro das atenções do setor varejista.

Com o isolamento social, as vendas on-line ganharam ainda mais força e junto com essa força toda, surgiu novos paradigmas do direito do consumidor.

Segundo a advogada e escritora Rossana Fisciletti, autora da obra premiada “A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor”, publicada pela Literare Books International, o amplo acesso à internet modificou as formas de ofertar produtos e serviços e materializou o crescimento do e-commerce. “O Direito Digital é um marco importantíssimo para a estruturação e continuidade dos institutos jurídicos, que a todo momento devem se amoldar, tendo em vista as transformações ocorridas na era da sociedade de rede”, esclarece.

O consumidor do futuro, especificamente o brasileiro, vem modificando os hábitos de consumo. “A legislação protetiva do consumidor é adequada e se aplica aos mais diversos cenários de consumo, mas algumas alterações podem se tornar necessárias para contemplar questões específicas da era digital”, diz Rossana.

O livro “A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor” traz uma reflexão sobre as novas diretrizes do Direito do Consumidor no Brasil, observando as transformações propostas pela geração Y, como a personalização de produtos, lojas autônomas, sistemas de manufatura avançada e fábricas inteligentes.

SOBRE A AUTORA

Rossana Fisciletti – Possui Pós-doutorado em New Technologies and Law pela Mediterranea International Centre for Human Rights Research (Dipartimento DiGiES – Università “Mediterranea” di Reggio Calabria) e em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Rio de Janeiro/Brasil. É Doutora em Direito (UVA), Mestre em Direito Econômico (UGF) e Especialista em gestão da educação a distância (UFF). Professora da graduação e pós-graduação dos Cursos de Direito e Sistemas de Informação na Universidade Estácio de Sá. É Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Global Law Comparative: Governnance, Innovation and Sustentability (GGINNS), onde coordena o Observatório de Direito Digital. Advogada. Palestrante. A pesquisa produzida nesta obra contou com o apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Brasil (CAPES) – Código de Financiamento 001.

Ficha técnica

A quarta revolução industrial e os novos paradigmas do direito do consumidor

Autora: Rossana Fisciletti

Editora: Literare Books International

Formato: 14 x 21 cm – 1ª edição –192 páginas – 2021 – Preço de capa sugerido: R$ 44,90

Categoria: Não ficção

ISBN do físico: 9786559221523

ISBN digital: 9786559221530

Loja Literare: https://bit.ly/loja-aquartarevolucao

Amazon: https://amzn.to/3noMaJz

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À venda nas principais livrarias físicas e plataformas digitais

Semana do motorista: no Paraná, tecnologia facilita encontro de vagas

Dirigir é muito prazeroso. Seja no campo, na cidade, na estrada, quem realmente aprecia a rotina, sente alegria até em momentos mais complexos. Mas, há situações que nem mesmo os motoristas mais habilidosos, pacientes ou apaixonados aceitam pacificamente.

É o caso, por exemplo, da procura por vagas nos estacionamentos públicos. Em algumas cidades, as opções para fugir à cansativa rotina de “caçar” um lugar ao sol podem ser as garagens privativas. No entanto, nem sempre há vagas nestes espaços ou nem sempre eles são acessíveis.

Encontrar uma vaga vai além: o estacionamento de uma cidade é importante para os negócios do comércio em geral. Segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC/Brasil), ele é, inclusive, decisivo para o setor: pesquisa do órgão aponta que 52% da população já deixou de fazer compra por não ter onde estacionar.

A tecnologia pode ajudar a tornar mais democrático o uso do trânsito e das vagas para veículos; também, colaborar com a rotina dos motoristas, especialmente aqueles que têm no trânsito sua rotina de trabalho.

No Paraná, uma dessas soluções digitais é o Estar Digital, Tecnologia que já tem mais de seis anos, administrada pela empresa Cidatec e desenhada para atender e resolver as dores do setor. “Embora o trânsito seja de todos, o uso do modelo organiza e torna mais democrático o acesso aos espaços, facilitando a vida dos motoristas”, afirma Adriano Krzyuy, representante da empresa.

A dinâmica é simples e acessível a alguns cliques do próprio celular: basta baixar o app no telefone, fazer o cadastro da placa e CPF e gerenciar os créditos por uso/tempo do espaço. O Estar Digital é do Paraná e já está valendo em seis cidades do estado.

A instalação do Estar Digital em uma cidade abarca algumas funcionalidades específicas, como Viaturas com OCR (Reconhecimento Ótico de Caracteres); Fiscalização via Smartphone para Agentes; Georreferenciamento das Áreas de Estacionamento; Pontos de Venda (PDV); Totem de Autoatendimento; Smart Parkings; Painel de Indicadores de Desempenho; Integração com Segurança Pública, Bancária e Detran; e Gestão Operacional e Financeira. “Além disso, todo os dados de fiscalização estão integrados com a Política Militar do Paraná”, completa Adriano.

Mobilidade urbana

A organização do trânsito vai ao encontro da Política Nacional de Mobilidade Urbana. A Lei n° 12.587/12, que trata sobre o assunto, é fruto de uma das maiores preocupações da atualidade: o número cada vez maior de veículos automotores de uso individual e os problemas relacionados à mobilidade urbana. Entre outros pontos, o documento incentiva a criação de ciclovias e estacionamentos para bicicletas, bem como a regulamentação do trânsito. A regra vale para cidades com população superior aos 20 mil moradores.