Covid: Perguntas e respostas sobre a vacinação de gestantes e pessoas com comorbidades

Seguindo o Plano Estadual de Vacinação Contra a Covid-19, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e deficiência permanente grave são parte do grupo prioritário de imunização. Estes públicos estão elencados logo após os idosos com mais de 60 anos, idosos institucionalizados, trabalhadores de saúde e indígenas e quilombolas.

O Paraná possui 1.328.677 pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, todos de 18 a 59 anos, segundo o levantamento nacional. O Estado também conta com 400.682 pessoas com deficiência permanente grave. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, foram incluídas nesta etapa as pessoas renais crônicas em terapia de substituição renal (diálise) e pessoas portadoras da síndrome de down.

A vacinação para esses grupos começará nesta semana, com a 16ª Pauta de Distribuição de vacinas do governo federal. Os primeiros imunizados receberão doses da Covishield, fabricada pela parceria entre Fiocruz/Oxford/AstraZeneca. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes, esclarece algumas questões sobre esta nova etapa de vacinação.

Quando começa efetivamente a vacinação contra a Covid-19 nestes grupos?

O Estado já recebeu a primeira remessa para estes grupos e está em processo de divisão para todas as Regionais de Saúde, que farão a distribuição para seus municípios de abrangência. Encerrada esta etapa de logística e transporte, a vacinação será imediata.

Quais são os critérios para vacinação contra a Covid-19 nestes grupos?

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), definiu o processo de vacinação de pessoas com comorbidades em duas fases. Dependendo da chegada de doses de vacinas, os estados vão avançando etapas.

Na fase I serão vacinados, proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponível, pessoas com síndrome de down de 18 a 59 anos; pessoas com doença renal crônica em diálise, de 18 a 59 anos; gestantes e puérperas com comorbidades, com idade igual ou maior que de 18 anos; e pessoas com deficiência permanente grave, com BPC (Benefício de Prestação Continuada), de 18 a 59 anos.

Na fase II, proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponível, as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos de pessoas com deficiência permanente grave; gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes; e pessoas com comorbidades.

Quais doenças são consideradas “comorbidades” para a vacinação?

Diabetes, hipertensão, cardiopatias, pneumopatias, obesidade, anemia falciforme, portadores de HIV/Aids, asma, entre outras doenças crônicas.

A vacinação contra a Covid-19 será realizada por faixa etária nestes grupos?

Sim. A vacinação contra a Covid-19 está sendo realizada em pessoas acima de 18 anos porque as vacinas disponíveis até então (Coronavac, AstraZeneca e Pfizer) foram testadas no público adulto. Ainda não é recomendada a vacinação em menores de idade.

Quais documentos o público destes grupos deve apresentar para ter direito?

Os crônicos renais deverão ser vacinados diretamente nas clínicas em que essas pessoas realizam o tratamento de diálise. Portadores de síndrome de down também têm um cadastro no Paraná e as gestantes e puérperas, na sua maioria, são atendidas nas Unidades Básicas de Saúde e tem seu cadastro no pré-natal. Aqueles que por algum motivo não tiverem sido pré-cadastrados em programas relacionados à sua doença ou condição deverão apresentar documentação comprobatória, como, por exemplo, exames, receitas, recomendação e relatório médico etc. Paralelamente poderão ser utilizados os cadastros já existentes nas Unidades de Saúde em todo o Estado, para facilitar este processo na hora da pessoa receber a vacina.

A pessoa precisa obrigatoriamente levar comprovação de recomendação para vacinação contra a Covid-19?

Aqueles que não têm exame comprobatório em sistema público devem apresentar documentação médica.

Quem está no grupo de comorbidades e já teve Covid-19 tem de se vacinar?

Sim. Vale a regra geral. Quem já teve a doença dever ser vacinado 30 dias após o início dos sintomas.

Gestante corre risco tomando a vacina contra a Covid-19?

Todas podem tomar a vacina. A Secretaria de Saúde recomenda uma discussão sobre a questão com o médico para verificar se não há contraindicação de acordo com a condição específica. De modo geral o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já enviou por escrito, por meio de Informe Técnico, garantia de que não há evidência de problema relacionado à imunização durante a gestação.

Existe um período indicado de gestação para vacinação contra a Covid-19?

Não há indicação de período gestacional. As grávidas estão autorizadas a receber a vacina independente do tempo de gravidez. Prioritariamente serão vacinadas grávidas com comorbidades e depois as demais.

Mulheres vacinadas contra a Covid-19 que amamentam imunizam automaticamente os bebês?

Não há evidência científica para afirmar isso.

Há contraindicações de vacinação contra a Covid-19 em gestações de risco?

É necessário avaliar qual é o risco da gestação. A Secretaria da Saúde ressalta que vale a pena a gestante discutir com o médico responsável pelo acompanhamento da sua gestação para saber se deve ou não tomar a vacina.

Puérperas podem continuar amamentando após a vacinação contra a Covid-19?

Sim. Não há contraindicação em relação à amamentação.

Esses grupos podem tomar qualquer vacina?

Não há contraindicação relacionada a qualquer imunizante disponibilizado no Brasil. 

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Como o aumento de casos de insuficiência renal e a pandemia de Covid-19 estão relacionados?

Durante a pandemia da Covid-19, houve um aumento de pacientes que desenvolveram insuficiência renal e que, agora, necessitam de hemodiálise. Segundo um estudo feito por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Escola Paulista de Medicina, em 2021, cerca de 36% dos pacientes, que apresentaram sintomas graves de Covid-19, desenvolvem lesão renal aguda (LRA). A causa não é bem esclarecida, mas parece ser multifatorial.

Dentro disso, a citotoxicidade do próprio vírus, microangiopatia trombótica e alterações sistêmicas hemodinâmicas são os principais fatores. Os termos são complexos, mas é de extrema importância o conhecimento sobre a comprovada relação causal da insuficiência renal com casos graves de Covid-19. A pandemia trouxe à tona temas que vão além do comprometimento pulmonar.

A doença é leve na maioria dos casos, mas, para alguns, pode ser multissistêmica, complexa e acometer qualquer órgão. Em geral, compromete quem já tem fatores de risco, mas há muitos casos conhecidos de quem necessita de hemodiálise ou mesmo de transplante renal sendo completamente hígidos previamente.

Entretanto, um estudo publicado no periódico Frontiers in Physiology no último ano mostrou que o fator principal que leva o novo coronavírus a afetar o sistema renal, é a interação do vírus com uma enzima chamada ‘conversora de angiotensina 2’, responsável por permitir que o vírus se replique no organismo.

Além disso, ela também regula a pressão arterial do corpo humano. Quando essa enzima entra em contato com o Sars-cov-2 pode ter o comprometimento do fluxo sanguíneo e da filtragem do sangue pelos rins, causando a insuficiência renal.

Uma vez identificado o quadro de insuficiência renal, é necessário o acompanhamento com dois especialistas: o médico nefrologista e o cirurgião vascular. O primeiro definirá qual a gravidade do quadro e a necessidade de se iniciar hemodiálise ou não. O vascular será aquele quem irá prover e preservar o acesso pelo qual a hemodiálise é realizada.

Pacientes com essas condições devem ser anualmente avaliados quanto a função renal e, em caso de qualquer alteração, como aumento da creatinina no sangue ou níveis de proteína elevados na urina, devem ser encaminhados ao médico nefrologista.

A forma mais segura, com menor risco de reinternações e, comprovadamente, de maior sobrevida a longo prazo, é através da fístula arteriovenosa. Ela consiste na comunicação de uma veia com uma artéria, em que torna possível, através de agulhas, a aspiração e devolução do sangue que será filtrado pela máquina de hemodiálise.

Esse é um tema que gera muitas dúvidas e medo aos pacientes. Por conta disso, o vascular precisa ser consultado, pois muitos paradigmas podem ser quebrados em relação ao acesso para hemodiálise. Nesse cenário, é preciso frisar que pacientes com fístulas arteriovenosas apresentam baixa taxa de infecção, diminuição no número de internações hospitalares e, consequentemente, menor taxa de mortalidade.

A insuficiência renal é uma doença silenciosa e, no Brasil, as principais causas são hipertensão crônica e diabetes. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) em 2019, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas tenham alguma condição renal no país. A maioria das pessoas que identifica a redução da função renal precocemente consegue parar ou mesmo reverter o quadro de piora da função dos rins e vive normalmente sem que um dia necessite de hemodiálise.

Sobre o Dr. Carlos André Pereira Vieira

É médico com 15 anos de experiência (2007). Graduação em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (2002-2007), fez residência médica em Cirurgia Geral pela Irmandade Santa Casa de São Paulo (2008-2010) e residência em Cirurgia Vascular no Hospital do Servidor Público Estadual (IAMSPE) 2010-2012. Possui Título de Especialista em Cirurgia Vascular, Endovascular e Ecodoppler pela SBACV e CBR desde 2013. Médico titular em cirurgia vascular no Hospital Paulistano de 2012 a 2019. Atualmente, é médico titular no principal hospital do Grupo DASA em São Paulo (Hospital Nove de Julho). Atua em consultório próprio na realização de exames e consultas na Av. Paulista, 91, conj. 307.

Unidade de Saúde Mãe Curitibana realiza oficina para gestantes

Unidade de Saúde Mãe Curitibana realiza oficina para gestantes.

Na próxima sexta-feira (5/8), a Unidade de Saúde Mãe Curitibana terá uma oficina para gestantes alusiva à 30ª Semana Mundial de Amamentação.

O evento, que começa a partir das 9h30, é aberto para todas as gestantes, independente da idade gestacional, e também para nutrizes (mães que estão amamentando).

De acordo com a supervisora do Distrito Sanitário da Regional Matriz, Gisele Jarek Túlio, na programação estão previstas palestras sobre amamentação, cuidados durante a gravidez para a mãe e o bebê e ergonomia da amamentação.

Mês do aleitamento materno

As futuras mamães também receberão orientação sobre como manter em dia a saúde bucal da mãe e do bebê e também será realizado um mamaço para incentivar o aleitamento. “Agosto é o mês do aleitamento materno no Brasil e também é o período em que comemoramos a semana mundial referente ao tema”, explicou Gisele.

A primeira vacina

O leite materno é considerado a primeira vacina que a criança recebe na vida, além de fortalecer o vínculo entre mãe e filho.

A Prefeitura incentiva o método pelo Programa Mama Nenê, mantido pelas secretarias da Saúde e Educação. Pelo programa, as mães têm nos CMEIs e CEIs um local reservado para amamentar os filhos ou retirar o leite.

Além dos espaços físicos e da orientação às famílias sobre a importância do aleitamento, o Mama Nenê oferta ações formativas para todos os profissionais envolvidos com o cuidado e atendimento às crianças.

Ergonomia da amamentação

A postura correta para amamentação também será tema do encontro. Manter a coluna sempre apoiada, preservando sua curvatura normal, além de ter sempre os pés no chão são algumas das dicas que serão citadas. 

“A posição correta para amamentar evita que este momento tão importante para a mãe e a criança seja desgastante além de prevenir eventuais lesões”, explicou Gisele.

Massagem para bebês

As mães também vão aprender a aplicar a shantala, uma técnica de massagem específica para bebês, trazida da Índia há mais de 40 anos.

Além de fortalecer os vínculos entre a mãe e o bebê, a shantala pode trazer vários benefícios para os pequenos, como a melhoria do sono, alívio das cólicas e além de servir para acalmar as crianças.

Serviço: Oficina para gestantes – 30ª Semana Mundial de Amamentação

Local: Unidade de Saúde Mãe Curitibana (Rua Jaime Reis, 331, São Francisco)

Data: 5/8

Horário: a partir das 9h30

Veja a matéria no site da Prefeitura de Curitiba

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