Aniversário da Itaipu terá Esquadrilha da Fumaça, homenagens e arte

Esquadrilha da Fumaça vai sobrevoar os céus da usina e de outros pontos de Foz do Iguaçu, nesta terça-feira (11), para celebrar os 47 anos da binacional.

Para comemorar os 47 anos de criação da Itaipu Binacional, a Esquadrilha da Fumaça foi convidada para um show inédito, sobrevoando a usina com manobras especiais e formando frases no céu, nesta terça-feira (11), às 15h30.

Em função da pandemia, não haverá solenidade e não será permitido assistir à apresentação ao vivo, para que não haja aglomerações. A demonstração será filmada e os empregados poderão assistir ao vídeo no JIE. O público externo também poderá ver o vídeo, nos perfis da Itaipu nas redes sociais e no canal da empresa no Youtube.

A apresentação na Itaipu foi uma bem-vinda coincidência de agenda. A Esquadrilha vai aproveitar um treinamento pré-agendado para homenagear a empresa pelo seu aniversário.

Durante o treinamento da Esquadrilha da Fumaça em Foz do Iguaçu, os pilotos também passarão sobre a Ponte da Amizade, as Cataratas do Iguaçu e o Marco das Três Fronteiras. Órgãos de controle do espaço aéreo paraguaio e argentino concederam autorizações especiais para que os aviões possam sobrevoar a região.

Fotos: Divulgação/Esquadrilha da Fumaça

“As pessoas que fazem da Itaipu a empresa que é, líder mundial de geração limpa e renovável e referência em diversos setores, merecem celebrar esses 47 anos de maneira muito especial”, afirma o diretor-geral brasileiro, general João Francisco Ferreira. “Que a Esquadrilha da Fumaça nos inspire a enfrentar e a superar os desafios que temos pela frente”, diz.

Aniversário
Os 47 anos da Itaipu Binacional serão completados na próxima segunda-feira (17). Em 17 de maio de 1974, brasileiros e paraguaios deram o passo definitivo para o início da construção da usina, constituindo a empresa binacional Itaipu, para gerenciar a obra e, futuramente, administrar o empreendimento hidrelétrico. Nas quatro décadas seguintes, a obra transformaria a região Oeste do Paraná e viria a contribuir para um novo perfil econômico, mais industrializado, do Brasil e do Paraguai.

Hoje, Itaipu continua desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento econômico e social das duas nações vizinhas. Mesmo com a expansão do parque gerador brasileiro, a usina ainda responde, hoje, por 11% do consumo de energia elétrica de todo o mercado nacional e aproximadamente 90% do paraguaio.

Apresentação do DGB
Na semana do aniversário da empresa, no dia 19 de maio, às 8h, todos os empregados estão convidados a assistir à primeira apresentação do novo diretor-geral brasileiro, João Francisco Ferreira, voltada ao público interno. Para evitar aglomerações, 100 pessoas acompanharão a fala presencialmente, no Cineteatro dos Barrageiros, e os demais assistirão via Webex. O link será enviado em breve.

Comemorando com arte
A Diretoria de Coordenação também preparou uma série de ações para comemorar o aniversário da Itaipu. O primeiro deles é um mural de grafite, pintado por um artista da região, que tem como tema a história da construção da usina, suas ações socioambientais e as obras estruturantes que estão sendo financiadas pela empresa. O mural deve ser apresentado ao público na semana do aniversário.

Os empregados também poderão curtir cinco exposições itinerantes que ficarão um mês em cada área da Itaipu, em sistema de rodízio. Parte do acervo do Ecomuseu vai integrar as mostras. E, por fim, será feito o lançamento do Catálogo Talentos da Itaipu, para divulgar o trabalho dos colegas que desenvolvem algum tipo de atividade artística. As datas dos eventos e mais informações serão divulgadas em breve.

Plantios
Mais adiante, a celebração continua com a retomada dos plantios de empregados que completam 15 anos de casa. No ano de 2020 os plantios não aconteceram em função das limitações impostas pela pandemia da covid-19, mas agora, com os devidos cuidados e distanciamento, a homenagem será retomada, com plantios dos “aniversariantes” do ano passado e também de 2021.

Também haverá dois jantares: um para o grupo de 2020 e outro para os homenageados de 2021, quando serão entregues certificados e lembranças. A previsão é que os plantios e os jantarem aconteçam no mês do junho, observando decretos e possíveis restrições. A Divisão de Relações Públicas entrará em contato com os homenageados para passar mais informações.

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Foz do Iguaçu, 107 anos: diretor de Itaipu reafirma compromisso da empresa com a cidade

Declaração foi dada durante ato solene de hasteamento da Bandeira do Brasil. Prefeito agradeceu o apoio e destacou importância da empresa para a cidade e seu povo.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira, reafirmou nesta quinta-feira, 10 de junho, aniversário de 107 anos de emancipação política de Foz do Iguaçu, o compromisso da empresa com a cidade, que é sede da usina. Há dois anos toda a diretoria de Itaipu se mudou para Foz e unificou seu centro de comando na cidade, com a transferência de empregados de outros escritórios da hidrelétrica para a fronteira.

O anúncio do diretor foi feito durante ato solene do hasteamento da bandeira do Brasil, na Avenida Brasil. Várias autoridades participaram da cerimônia, ciceroneada pelo prefeito de Foz do Iguaçu, Chico Brasileiro.

Foto: Emanuela dos Santos/Itaipu Binacional.

Na véspera de aniversário, anúncio de “pacote”

Na véspera do aniversário de Foz, na quarta-feira (9), Itaipu anunciou um novo pacote de ações e iniciativas que irão beneficiar cerca de 30 mil pessoas até o final do ano. O pacote inclui o início da duplicação dos 8,7 quilômetros da Rodovia das Cataratas, que deverá gerar empregos importantes para a atual fase da economia, e a entrega da revitalização do Gramadão da Vila A, em outubro, um ponto de encontro e lazer dos iguaçuenses.

Itaipu também informou a doação, em breve, de 20 mil cestas básicas para a população em situação vulnerável, e programou o início da capacitação de 2,2 mil profissionais de vários setores, especialmente do turismo, no programa Capacita Foz, parceria com o Polo Iguaçu, agora ampliado.

O turismo será beneficiado ainda com uma nova campanha de divulgação do Destino Iguaçu, que incluirá a captação de eventos e reafirmação da marca do setor.

Para o general Ferreira, “são iniciativas e ações que vão reforçar a transformação na economia local já impulsionada pelas obras estruturantes promovidas pela empresa, para fazer com que Foz do Iguaçu chegue ao fim deste ano pronta para a grande retomada do crescimento, que deve acontecer após o fim da pandemia da covid-19”.

Essas contrapartidas se resumem a dois aspectos principais: atendimento à população, com geração de empregos no momento desta crise econômica provocada pelas medidas restritivas, e criação de uma nova infraestrutura, que garantirá “uma nova guinada na economia de Foz do Iguaçu e região”.

No total, os investimentos de Itaipu em infraestrutura somam mais de R$ 2,5 bilhões, com geração de mais de 2,5 mil empregos. “É a continuação do trabalho da gestão anterior, do meu antecessor general Joaquim Silva e Luna, com olhar para o futuro, com base na realidade local, seguindo orientação do governo federal”, finaliza Ferreira.

O prefeito Chico Brasileiro reforçou o agradecimento ao diretor de Itaipu: “Queremos expressar nosso reconhecimento ao que representa a Itaipu para a cidade e para o nosso povo. Itaipu, com o aval dos governos federal e estadual, vem dando o apoio para transformar e edificar a nossa cidade, na dimensão verdadeira do seu crescimento.”

Itaipu conclui operação especial para elevar nível do Rio Paraná

Medida permitiu o escoamento de 125 mil toneladas da produção agrícola paraguaia, avaliada em US$ 45 milhões. Baixa no Rio Paraná é consequência da maior estiagem da história

Termina nesta segunda-feira (31) a operação especial da usina de Itaipu para elevar o nível do Rio Paraná e garantir a navegabilidade a jusante (abaixo) da barragem. A medida, com duração de 11 dias, foi necessária para permitir o escoamento de 125 mil toneladas da produção agrícola paraguaia (soja e derivados), avaliada em US$ 45 milhões e que estava parada havia mais de 50 dias devido à dificuldade de navegação.

A baixa do Rio Paraná é consequência de uma das piores estiagens da história, provocada pelo fenômeno La Niña. Para aumentar o nível do rio, a usina de Itaipu programou elevar a produção em mais 332 mil MWh, nos 11 dias. No total, a produção no período será de pouco mais de 2 milhões de MWh, 19% acima da média de produção dos dias anteriores. O vertedouro não foi aberto, portanto, não houve desperdício de água, a matéria-prima da Itaipu.

Rubens Fraulini | ITAIPU Binacional

O volume de água turbinada (que gerou energia), durante a operação especial, passou a ser de 7.191 m³/s, em média, um aumento de 22% em relação à média registrada no início do mês. Isso representa um volume total de 1.249 hm³ (hectômetros cúbicos) de água.

A ação de Itaipu, que começou no dia 21 de maio, fez com que o nível na confluência dos rios Paraná e Iguaçu subisse progressivamente, até cinco metros, alcançando a cota de 98 metros acima do nível do mar. Antes da operação, a cota estava em 92,5 metros acima do nível do mar – valor que deverá voltar a ser observado a partir desta terça-feira (1º de junho).

Apesar de facilitar a navegação em todo o Rio Paraná, o foco da operação especial foi o trecho abaixo da usina da Yacyretá (binacional argentino-paraguaia), a 480 km de distância da usina de Itaipu. Com mais água, Yacyretá também aumentou a defluência, viabilizando a transposição das barcaças pela eclusa e a elevação do nível a jusante em um metro, na altura do hidrômetro de Ituzaingó (município argentino).

Desta forma, na última quinta (27) e sexta-feira (28), as cargas com produtos paraguaios puderam seguir viagem e chegar com segurança aos portos de Buenos Aires e Montevideo.

Chancelarias

A operação especial na usina de Itaipu atendeu a um pedido feito pelo governo do Paraguai e foi negociada com as chancelarias do Brasil e da Argentina. Toda a operação foi coordenada pela Itaipu Binacional, Operador Nacional do Sistema (ONS) e Administración Nacional de Electricidad (Ande, estatal paraguaia).

Este foi o segundo ano consecutivo que a usina de Itaipu contribui para melhorar a navegabilidade do Rio Paraná e o escoamento da safra paraguaia aos mercados internacionais. No ano passado, a operação ocorreu duas vezes, permitindo a movimentação de 413 barcaças com quase 500 mil toneladas de matéria-prima e valor calculado em US$ 175 milhões.

Movimento de barcaça no Rio Paraná: Kiko Sierich/PTI

De acordo com informações publicadas pelo governo do Paraguai, o transporte fluvial é responsável por aproximadamente 80% do comércio exterior do país. Por ano, passam pela eclusa de Yacyretá aproximadamente 2,5 milhões de toneladas, praticamente 25% de toda a produção nacional.

30 milhões de MWh

O fim da operação especial para ajudar o Paraguai coincidiu a produção de 30 milhões de MWh pela usina de Itaipu em 2021. A marca foi alcançada no sábado (29). Esse montante, obtido em cinco meses, é superior ao que produziram, durante todo o ano de 2020, as duas maiores hidrelétricas 100% brasileiras: Tucuruí (29 milhões de MWh) e Belo Monte (29 milhões de MWh). E é o dobro da produção de Jirau no ano passado.

O diretor-geral brasileiro de Itaipu, general João Francisco Ferreira, lembra que o desempenho de Itaipu se mantém elevado mesmo com a hidrelétrica enfrentando, neste ano, a maior seca da história. Isso acontece porque a usina tem alcançado os melhores índices de produtividade da história, indicador que mede a relação entre a quantidade de energia gerada com o volume de água que passou pelas turbinas.

No primeiro trimestre de 2021, por exemplo, esse valor foi de 1,0785 megawatt médio por metro cúbico por segundo (MWmed/m³/s), superior ao alcançado no primeiro trimestre de 2020, quando Itaipu registrou o recorde de produtividade anual. A produtividade média do primeiro trimestre de 2020 foi de 1,0758 MWmed/m³/s.

“O foco da área técnica é aproveitar cada metro cúbico de água que chega à usina para gerar energia. Esse desafio se torna ainda maior no cenário atual de escassez de água. Apesar das dificuldades, nossas equipes binacionais têm respondido com garra. Estamos superando recordes e transformando em energia praticamente toda a água que chega ao reservatório”, afirmou o general João Francisco Ferreira.

O diretor-geral destacou o fato de Belo Monte e Tucuruí, assim como Itaipu, estarem no top 10 das maiores hidrelétricas do mundo. “E, em cinco meses, conseguimos superar a produção anual dessas duas usinas. Isso dá a dimensão da importância de Itaipu para a segurança energética de Brasil e Paraguai”, concluiu.

Os 30 milhões de MWh produzidos em 2021 pela usina de Itaipu seriam suficientes para abastecer o mundo inteiro com energia elétrica por 11 horas; o Brasil, por 22 dias; a cidade de São Paulo, por um ano e um mês; o Paraguai, por dois anos e um mês; o Estado do Paraná, por 11 meses e 14 dias; ou, por um ano, 51 cidades do porte de Foz do Iguaçu.