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Teste Rápido Detecta Metanol e Aguarda Investimento para Salvar Vidas

O teste rápido e barato que detecta metanol e pode salvar vidas, mas que ainda espera investimento

Casos de Intoxicação por Metanol Aumentam em São Paulo; Pesquisa Inovadora Promete Auxílio no Combate

Em meio ao aumento das intoxicações por metanol em São Paulo, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma técnica inovadora que pode ajudar a identificar a presença dessa substância tóxica em bebidas alcoólicas. O método foi criado após o registro de 14 casos confirmados de intoxicação e duas mortes no estado.

Confirmação de Mortes e Investigação em Andamento

No último sábado (4), o governo paulista confirmou a morte de dois homens, de 46 e 54 anos, moradores da capital, em decorrência do consumo de bebidas contaminadas com metanol. A intoxicação por essa substância, que é imprópria para o consumo humano, afeta significativamente a saúde, podendo levar à cegueira ou à morte. Além dos 14 casos confirmados, há 148 sob investigação e sete mortes suspeitas.

Técnica Inovadora da Unesp

Pese à gravidade dos casos, uma pesquisa da Unesp, realizada no Instituto de Química, promete fornecer uma alternativa rápida e acessível para a detecção de metanol. A técnica, que leva menos de 30 minutos, utiliza reações químicas simples para identificar a presença da substância em diversos tipos de bebidas e combustíveis.

O método se destaca por ser mais barato e rápido em comparação à cromatografia gasosa tradicional, que pode custar até R$ 500 e requer laboratório especializado. O novo processo usa alterações de cor para indicar a quantidade de metanol, permitindo que a análise seja feita de forma visual.

Identificação de Concentrações Tóxicas

A coloração da solução resultante da análise varia de verde, indicando ausência de metanol, até azul-marinho, que sinaliza concentrações entre 50% e 100%. Essa classificação visual facilita a identificação rápida e poderia auxiliar no controle de bebidas potencialmente perigosas.

Especialistas Ressaltam Importância e Desafios

Consultores e especialistas apoiam a intenção de transformar a técnica em kits de baixo custo, que podem ser comercializados a cerca de R$ 10. No entanto, a implementação em larga escala enfrenta desafios relacionados a produção e precisão dos testes.

A professora Márcia Ângela Nori, da Universidade Estadual de Feira de Santana, enfatiza a importância de um kit eficaz e acessível para o controle do consumo de bebidas. Fabio Rodrigues, da USP, complementa que a viabilidade econômica e a eficácia do teste são fundamentais para o sucesso da técnica.

Tratamento e Medidas de Combate

Além da pesquisa em andamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a aquisição de 2,5 mil unidades do antídoto fomepizol para tratar intoxicações por metanol. O medicamento deve chegar ao Brasil na próxima semana, junto com 12 mil unidades de etanol farmacêutico, outra substância utilizada em tratamentos.

A soma dessas iniciativas representa um esforço conjunto para mitigar os riscos associados ao consumo de bebidas adulteradas e proteger a saúde da população. A expectativa é que a nova tecnologia da Unesp, aliada às novas aquisições de medicamentos, ajude no combate a esse grave problema de saúde pública.

Fonte/Imagem: G1

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