USD: R$ -- EUR: R$ -- BTC: R$ -- BTC: USD --

Comissão Aprova Dedução de Gastos com Erradicação do Trabalho Infantil de Dívidas Estaduais

img20251202181905537 768x473.jpg

17/12/2025 – 10:55

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Deputada Maria do Rosário, relatora na CCJ

Aprovação de Projeto na Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei complementar que permitirá aos estados deduzirem de suas dívidas com a União os valores aplicados em ações de erradicação de problemas sociais, como o trabalho infantil e a exploração sexual.

Medidas Apoiadas pelo Projeto

O projeto contempla a dedução de despesas relacionadas a ações de combate às seguintes questões:

  • Trabalho infantil;
  • Explotação sexual;
  • Abuso sexual;
  • Tráfico de pessoas.

A proposta faz parte do PLP 187/15, de iniciativa da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), e já passou por modificações em comissões anteriores. A relatora na CCJ é a deputada Maria do Rosário (PT-RS), que enfatizou a importância de promover ações que garantam os direitos das crianças e adolescentes.

Regras para a Execução do Projeto

O texto aprovado estipula que o Poder Executivo deve definir quais ações poderão gerar o benefício. As deduções não poderão ultrapassar 3% do valor das parcelas mensais da dívida dos estados com a União. Além disso, os estados devem aplicar recursos equivalentes a pelo menos o dobro do valor deduzido.

Alterações Importantes na Proposta

A relatora, Maria do Rosário, fez uma alteração significativa ao excluir a obrigatoriedade de consulta aos Conselhos Tutelares para a implementação dos programas de erradicação do trabalho infantil. Ela argumentou que seria inconstitucional atribuir aos conselhos, que pertencem à administração municipal, competência sobre ações estaduais.

Próximos Passos no Processo Legislativo

A proposta, que tramita em regime de prioridade, ainda precisa ser analisada pelo Plenário da Câmara. Para se tornar lei, é necessária a aprovação tanto da Câmara quanto do Senado.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Roberto Seabra

Publicações recomendadas

Leia também