Expectativa de Resposta dos EUA sobre Tarifas ao Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou que os Estados Unidos devem apresentar uma resposta à proposta brasileira de redução das tarifas de 50% sobre produtos nacionais, impostas durante o governo de Donald Trump. A expectativa é que a comunicação ocorra já nesta sexta-feira (14 de novembro).
Discussões em Washington
A declaração de Vieira ocorreu após um encontro com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Washington. O chanceler destacou que Rubio afirmou estar analisando a proposta brasileira com atenção e que Washington está disposto a avançar rapidamente nas questões bilaterais.
“O Secretário de Estado disse que estão examinando com toda a atenção e o tempo necessários, e que querem resolver rapidamente as questões bilaterais com o Brasil e que a resposta virá muito proximamente, amanhã ou na próxima semana”, declarou Vieira.
Propostas e Expectativas de Acordo
Vieira confirmou que uma proposta geral sobre as tarifas foi enviada aos EUA, embora os detalhes não tenham sido revelados. O chanceler mencionou que não foram discutidas questões específicas, como a taxação sobre o café.
Ele expressou a esperança de que um acordo inicial possa ser fechado até o início de dezembro, o que serviria como base para futuras negociações. A próxima etapa, segundo Vieira, depende da reação dos Estados Unidos. “Temos que esperar que eles reajam”, afirmou.
Impacto das Tarifas de Trump
- As tarifas de 50% entraram em vigor em 1º de agosto e são adicionais a sobretaxas existentes sobre setores como aço e alumínio.
- Desde o início de sua administração, Donald Trump tem utilizado tarifas como um instrumento de pressão sobre os países do Brics, incluindo o Brasil.
- Recentemente, Trump reforçou a possibilidade de endurecer as barreiras comerciais, alegando que o Brasil não estaria colaborando conforme esperado.
- Em abril, o Brasil já havia enfrentado um aumento inicial de tarifas de 10% sobre seus produtos.
O Itamaraty, em conjunto com o Departamento de Estado americano, busca estabelecer primeiramente um acordo provisório, que funcionará como base para futuras negociações. Vieira estima que esse processo pode levar de dois a três meses. Além disso, houve indícios de que o governo dos EUA deseja encerrar as disputas existentes e manter uma boa relação com o governo brasileiro sob a liderança de Lula.
