Paranaense vence o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios em nível nacional

É do Paraná a vencedora da 16ª edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (PSMN). Uma das principais iniciativas de reconhecimento às mulheres que lideram empresas premiou nesta quarta-feira (23), em Brasília, a paranaense, de Colombo, região metropolitana de Curitiba, Maria Cristina Cavassin. Depois de ter vencido a etapa estadual – na categoria Microempreendedora Individual (MEI), ela foi a grande vencedora do concurso, disputando a premiação com finalistas do Brasil. O PSMN reuniu mais de 3 mil inscritas em todo o país, também nas categorias de Produtora Rural e Pequena Empresa.  
“É uma emoção muito grande, coração está acelerado. Uma conquista que representa todo o esforço das mulheres empreendedoras que, com garra e coragem, fazem acontecer dentro dos seus negócios. No momento da premiação passou um filme na minha cabeça, são muitas lembranças”, comemorou Maria. 
Proprietária do Spazio Cris, Maria destaca que o empreendimento oportunizou a ela conhecer o mundo do empreendedorismo. 
“Por muitos anos, fiz uma jornada dupla. Era professora e conciliava o trabalho no salão. Jamais abandonei o sonho de empreender e fui me aperfeiçoando, melhorando o atendimento aos clientes, os serviços oferecidos e me consolidando como empreendedora”, acrescentou Maria.  
Para quem está começando um negócio próprio, ela lembra que conhecimento e perseverança são essenciais. 
“O que posso dizer para as mulheres que estão empreendendo, ou que desejam, é que busquem se aperfeiçoar sempre e que nunca desistam. Empreender é realizar sonhos, é ser independente. O empreendedorismo mudou a minha vida e pode mudar a de todas vocês”, observou a ganhadora. 
Na etapa final, as candidatas foram avaliadas pelos jurados a partir da apresentação de um vídeo comentando a solução que oferecem ao mercado e suas trajetórias como empreendedoras. As avaliações tiveram ainda critérios como: grau de inovação, gestão de pessoas, práticas sustentáveis, relacionamento com os clientes, processos e operação, entre outros. 
A programação do evento contou com uma apresentação da cantora Ella Fernandes e as boas-vindas do presidente do Sebrae, Carlos Melles, além de palestras voltadas ao mundo do empreendedorismo. O PSMN promoveu ainda o lançamento dos gibis da Turma da Mônica “Donas da Rua do Empreendedorismo”, uma parceria entre o Sebrae e Maurício de Souza, além da participação de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho Administrativo do Magazine Luiza, que palestrou sobre “Mulheres em rede transformam o mundo”. 

Maria tem ajudado outras mulheres a empreenderem. Foto: Erivelton Viana 
Apoio às novas empreendedoras
Fundado em 1984, o salão de Maria nasceu a partir de um desejo familiar. 
“Minha mãe sempre dizia que eu precisava ter um salão porque tinha que arrumar as minhas irmãs. Foi assim que tudo começou na época, para atender um desejo dela”, conta Maria. 
Ao longo dos anos, o espaço também se consolidou como uma incubadora, onde é possível aprender as atividades de cabeleireira e manicure. 
“Ensinamos o passo a passo de cada profissão. Auxiliamos as mulheres que desejam empreender nessa área a aprenderem a profissão e montarem o seu próprio negócio. Me faz feliz poder ajudar”, destaca Maria. 
Referência
De acordo com a consultora do Sebrae/PR, Dianalu Caldato, responsável pela realização do PSMN no Paraná, a premiação vem para consolidar o empreendedorismo feminino. 
“O prêmio reflete a história, que não é apenas da Cris, mas de todas as mulheres que têm diversas jornadas de trabalho e lutam, diariamente, em busca do reconhecimento e do sonho de ter o negócio próprio. Empreender transforma vidas e esse exemplo é o que fica dela, de quem se reinventou. Para nós do Sebrae, incentivar mulheres como ela mostra que estamos no caminho certo”, pontua Dianalu.  
Prêmio
Este ano, o PSMN integrou a programação da Semana Global de Empreendedorismo (SGE), que teve como tema o empreendedorismo feminino. Antes da etapa nacional, elas participaram de etapas estaduais e regionais. Desde 2004, quando aconteceu a primeira edição, mais de 80 mil mulheres se inscreveram.  
Confira abaixo a lista de ganhadoras:
Microempreendedora Individual – MEI
1º Lugar: Maria Cristina Cavassin – Spazio Cris – PR
2º Lugar: Maria Ulhoa – Fuzilli – MG
3º Lugar: Sâmila Pinheiro – Dindin da Mila Gourmet – AM
Pequena Empresa
1º Lugar: Silvana Louro – Equal Moda Inclusiva – RJ
2º Lugar: Mareilde de Almeida – Saboaria Rondonia – RO
3º Lugar: Thaís Borges – Barulhinho Bom – AL
Produtora Rural
1º Lugar: Márcia Kafensztok – Primar Orgânica – RN
2º Lugar: Veronica Preuss – Kakao Blumenn Chocolate Artesanal – PA
3º Lugar: Maria Rosinete Effiting – Cabanha Gunther – SC

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Crea-PR fiscaliza obras de construção civil nos 399 municípios do Estado

A equipe de fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) contabilizou vistorias nos 399 municípios do Estado, em 2022. A novidade é que, graças ao cruzamento de dados e ao aprimoramento de processos internos, foi possível percorrer todas as cidades em oito meses. E com maior abrangência: de janeiro a agosto deste ano, foram fiscalizadas 9.130 obras públicas e privadas, 43,8% a mais do que em todo o ano de 2021, 6.350.

A gerente do Departamento de Fiscalização (Defis) do Crea-PR, engenheira ambiental Mariana Alice Maranhão, ressalta que o trabalho desenvolvido atende a um dos princípios da Resolução nº 1.134, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o de abrangência territorial.

“Conseguimos estar presentes nos 399 municípios do Paraná. Em muitos daqueles que não temos inspetorias, mais de uma vez. Com o cruzamento de nossos dados com os de Administrações Municipais e de portais de transparência dos municípios e do Tribunal de Contas do Estado, é possível identificar obras públicas e privadas que apresentam algum tipo de irregularidade”, explica Mariana.

Nos oito meses de fiscalização deste ano, foram registrados 5.567 processos. As principais irregularidades encontradas foram: a falta de Anotação de Responsabilidade técnica (ART), 2.743; o exercício ilegal da profissão, 1.439; e a falta de registro no Crea-PR por parte das empresas, 834.

No mesmo período, na Regional Curitiba, que abrange os municípios da região Leste do Paraná, as principais irregularidades identificadas foram: falta de ART (400); exercício ilegal da profissão – pessoa física (240), e falta de registro – pessoa jurídica (149). No total, foram 944 registros.

As fiscalizações de obras da construção civil não ficaram restritas à zona urbana das cidades. “Temos como verificar a existência de estruturas em construção no campo e cumprir uma das atividades-fim do Crea, que é a fiscalização, visando, ao final, minimizar riscos e proteger a sociedade”, comenta a gerente do Defis.

Mariana acrescenta que 60% das infrações são regularizadas antes que ocorra a autuação e que a comunidade pode contribuir, fazendo denúncias, que podem ser anônimas. “O trabalho de fiscalização não para. Continuamos monitorando novas obras públicas e privadas em andamento ou iniciando, no Estado.”

Canais de denúncias

O cidadão interessado em realizar uma denúncia junto ao Crea-PR pode baixar o aplicativo do Conselho, disponível no APP Store ou no Google Play. Outra alternativa é o site do Crea-PR, onde é possível acessar o menu Fiscalização e Denúncia On-line. Para denúncias de ética profissional, o canal específico é o site do Crea, em Formulários On-line. Para acompanhar como está o processo, é possível acessar o site www.crea-pr.org.br.

Fiscalização em obras de construção civil de janeiro a agosto de 2022 – 9.130

Apucarana – 731

Cascavel – 757

Curitiba – 1.650

Guarapuava – 1.441

Londrina – 1.171

Maringá – 1.407

Pato Branco – 926

Ponta Grossa – 1.047

Fiscalização em obras de construção civil em 2021 – 6.350

Apucarana – 388

Cascavel – 826

Curitiba – 1.363

Guarapuava – 873

Londrina – 539

Maringá – 1.210

Pato Branco – 504

Ponta Grossa – 647

Sobre o Crea-PR

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná, criado no ano de 1934, é uma autarquia responsável pela regulamentação e fiscalização dos profissionais das áreas das engenharias, agronomias e geociências. Além de regulamentar e fiscalizar, o Crea-PR também promove ações de orientação e valorização profissional por meio de termos de fomentos disponibilizados via Editais de Chamamento.

Descumprimento à Lei do Descanso triplica em 2022

Os sucessivos aumentos no preço do diesel e a alta da inflação, que encarece todos os demais custos do frete, têm levado cada vez mais caminhoneiros a esticar a jornada de trabalho para tentar aumentar a renda. Isso multiplicou o perigo nas estradas federais brasileiras, segundo se percebe pelas autuações por descumprimento da Lei do Descanso, que triplicaram no primeiro semestre deste ano. Estatísticas da PRF, fornecidas a pedido da Associação Mineira de Medicina do Tráfego (Ammetra), revelam que as autuações por excesso de jornada aumentaram 218% no primeiro semestre deste ano. Em 2022 foram 50.467 autuações, contra 15.825 de janeiro a junho de 2021.

A Lei do Descanso determina que o motorista pare de dirigir por 30 minutos a cada seis horas de trabalho. É proibido passar mais de cinco horas e meia ao volante sem interrupção. No caso do transporte de passageiros esse limite é reduzido para quatro horas. A lei também obriga que os motoristas tenham intervalos de 11 horas ininterruptas entre um dia e outro de trabalho.

Desrespeito às pausas para descanso aumenta risco de acidentes

Pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) revelou que há caminhoneiros que passam até 13 horas por dia ao volante, o que representa grande risco a todos os usuários das estradas. O diretor científico da Ammetra, Alysson Coimbra, acredita que o aumento deste tipo de infração está diretamente ligado a questões econômicas. “Em dois anos o diesel acumulou alta de quase 90%, em média. Sabemos que o gasto com combustível corresponde a até 35% dos custos com o transporte rodoviário de cargas no Brasil. Para conseguir um rendimento mínimo, os caminhoneiros estão tendo que trabalhar muito mais e isso impacta não só a saúde da categoria, mas coloca em risco a integridade física de todos os demais usuários das vias que circulam”, comenta.

Coimbra lembra que o alto custo de manutenção dos caminhões também contribui para que os motoristas desrespeitem a Lei do Descanso. “Os pneus são um dos insumos que mais oneram os motoristas, distribuídos entre os eixos dianteiro, truck e tração, possuem um rendimento de rodagem de 7.721km rodados, em média. Considerando que algumas composições como bitrem de 7 eixos, o custo total de substituição dos 26 pneus pode ultrapassar R$ 30 mil. Se adicionarmos a inflação a essa equação, veremos que o valor do auxílio caminhoneiro concedido pelo governo federal, somente até o mês de dezembro, está longe de representar um alívio para o problema do custeio dos insumos e do combustível. Para reduzirmos as ocorrências de trânsito na categoria, precisamos de políticas públicas intersetoriais que estão diametralmente opostas às praticadas atualmente”, afirma.

Impacto na saúde e no trânsito

Esse excesso de jornada também cobra um alto preço: o corpo não resiste ao excesso de trabalho e a saúde inevitavelmente é afetada. O estresse, falta de descanso, sedentarismo, solidão, os longos períodos sentado, e a alimentação irregular aumentam o risco de várias doenças fatais. “O uso de estimulantes e substâncias psicoativas para evitar o sono, comprometem sentidos cruciais para uma direção segura, além de causar dependência e elevação continua da dose para se obter efeitos cada vez menores. Falhas humanas causam 90% dos sinistros de trânsito. E os acidentes envolvendo veículos pesados são potencialmente mais letais que os que envolvem apenas carros de passeio”, afirma o especialista em Medicina do Tráfego.

Segundo Coimbra, a situação é extremamente preocupante, ainda mais com a recente aprovação de uma Medida Provisória do governo que, dentre outras deliberações, suspenderá a fiscalização de jornadas em alguns trechos de rodovias. “O sistema nacional de trânsito está exaurido devido às inúmeras intervenções político-eleitorais que enfrentou, está na hora de parar de jogar para a plateia e trabalhar com responsabilidade pela preservação do bem mais precioso que possuímos: nossas vidas”, completa o diretor da Ammetra.