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Vereador propõe programa para tratamento de pessoas com obesidade grave em Curitiba

tratamento para obesidade grave em Curitiba

Um projeto de lei em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) propõe a criação do Programa Municipal de Assistência a Pacientes com Obesidade Grave. A iniciativa, apresentada pelo vereador Nori Seto (PP), prevê atendimento a moradores da capital inscritos no Sistema Único de Saúde (SUS) que tenham Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 40.

A proposta, em tramitação desde o dia 4 de abril, estabelece ações voltadas à reeducação alimentar, à prática de atividades físicas e ao tratamento medicamentoso. O objetivo é oferecer acompanhamento clínico e multiprofissional a pacientes com obesidade grave em Curitiba.

Projeto atende pacientes com IMC igual ou superior a 40

Pelo texto do projeto, poderão participar do programa moradores de Curitiba atendidos pelo SUS que apresentem IMC igual ou superior a 40, classificação associada à obesidade grau III.

O IMC é calculado pela divisão do peso pela altura ao quadrado. A partir do resultado, a pessoa pode ser classificada como abaixo do peso, peso normal, sobrepeso ou obesidade em diferentes graus.

A proposta também prevê uma exceção para pacientes com IMC igual ou superior a 35, desde que apresentem comorbidades graves associadas ao sobrepeso, comprovadas por laudo médico.

Obesidade é tratada como desafio de saúde pública

Na justificativa do projeto, Nori Seto afirma que a obesidade representa um desafio para os sistemas públicos de saúde. Segundo o vereador, trata-se de uma doença crônica, complexa e multifatorial, associada ao aumento do risco de enfermidades como diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares.

O parlamentar também destaca os impactos da obesidade na qualidade de vida da população e defende a criação de um modelo estruturado de atendimento para pacientes com obesidade grave.

Medicamentos análogos de GLP-1 estão previstos no tratamento

O projeto prevê o uso de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1 no tratamento dos pacientes atendidos pelo programa. O GLP-1 é um hormônio produzido pelo intestino em resposta à alimentação e atua na saciedade e no controle da glicose.

Medicamentos análogos ao GLP-1 reproduzem essa ação no organismo e são utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle da obesidade. Segundo a proposta, esses medicamentos poderão ser incorporados ao atendimento oferecido pelo programa municipal.

Pacientes teriam acompanhamento multiprofissional

A iniciativa prevê que os beneficiários recebam atendimento com uma equipe formada por diferentes profissionais de saúde, incluindo endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos.

O texto também prevê acompanhamento psiquiátrico nos casos em que forem identificados transtornos alimentares ou outras condições que exijam esse tipo de atendimento.

De acordo com o vereador, a adoção de um modelo clínico e multiprofissional pode reduzir a necessidade de intervenções cirúrgicas, diminuir internações hospitalares e otimizar o uso dos recursos do sistema de saúde.

Projeto ainda será analisado pelas comissões

O projeto de lei será discutido pelas comissões da Câmara Municipal de Curitiba antes de seguir para votação em plenário. Caso seja aprovado pelos vereadores e sancionado pelo prefeito, a lei entrará em vigor na data de sua publicação oficial.

Serviço

Projeto: Programa Municipal de Assistência a Pacientes com Obesidade Grave
Autor: vereador Nori Seto (PP)
Cidade: Curitiba
Público-alvo: moradores atendidos pelo SUS com IMC igual ou superior a 40, ou IMC a partir de 35 com comorbidades graves comprovadas
Situação: em tramitação na Câmara Municipal de Curitiba

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