Unespar abre inscrições para atendimentos musicoterapêuticos

A Universidade Estadual do Paraná (Unespar) abre inscrições para cadastro de reserva para atendimentos gratuitos de Musicoterapia, uma prática de saúde e bem-estar que utiliza a música no contexto clínico para tratamento, reabilitação e prevenção de doenças. As sessões serão realizadas ao longo deste primeiro semestre, de forma remota, com a frequência de uma ou duas vezes por semana, com duração de aproximadamente 50 minutos cada uma.

A iniciativa é destinada a pessoas de quaisquer localidades do território paranaense, para o preenchimento de possíveis vagas remanescentes. Os interessados não precisam de conhecimento musical nem de instrumentos, porém devem dispor de uma estrutura básica para as chamadas de vídeo com qualidade: Internet; computador ou dispositivos móveis, como smartphone ou tablet; e ambiente com privacidade e pouca interferência de ruídos. No caso de crianças, é necessária a presença de um adulto para acompanhar as sessões.

 

A professora Mariana Arruda, coordenadora do Curso de Musicoterapia da Unespar, reconhece essa atividade terapêutica como uma oportunidade para as pessoas se expressarem, principalmente neste cenário epidemiológico. “Mais do que nunca, precisamos ter um olhar atento para quem está ao nosso redor e contribuir para que as pessoas tenham qualidade de vida nesse período de pandemia. Com essa realidade do distanciamento social, as pessoas precisam organizar pensamentos, sentimentos e emoções”, afirma.

As sessões de musicoterapia são feitas a partir da execução de canções ou trechos musicais, com a finalidade de melhorar sintomas físicos e emocionais da pessoa participante. Entre outros aspectos, esse trabalho terapêutico também pode resgatar a memória, aliviar a ansiedade, estimular a comunicação, aliviar dores e reduzir o grau de estresse.

 

O projeto envolve cerca de 40 estudantes de terceiro e quarto ano, em caráter de estágio obrigatório, sob a orientação de seis professores musicoterapeutas. “O objetivo é colaborar para a criação de pactos coletivos de cuidado, por meio da oferta de um espaço de escuta e acolhimento, a partir de experiências mediadas pelo fazer musical”, ressalta a professora Andressa Dias Arndt, coordenadora de Estágio do Curso de Musicoterapia.

A ação conta com o apoio do Centro de Atendimento e Estudos em Musicoterapia (Caemt) da Unespar – laboratório integrado ao plano pedagógico da graduação em Musicoterapia, que promove atividades de ensino, extensão e pesquisa, com foco no desenvolvimento humano.

 

Graduação

Pioneiro no Brasil, o Curso de Musicoterapia da Unespar teve início em 1971, como uma especialização, passando a ser ofertado como Bacharelado no ano de 1983. As aulas são ministradas no Campus Curitiba II. Frequentemente, o curso oferece serviços musicoterapêuticos em escolas, hospitais, clínicas e instituições de longa permanência para idosos.

Na Unespar, o curso tem como concepção a formação de um profissional habilitado para o uso da música em atividades que ultrapassam os aspectos artístico-musicais. Para saber mais sobre essa graduação, clique aqui.

Serviço

Atendimentos musicoterapêuticos gratuitos, ofertados em modalidade remota

Inscrições: exclusivamente pela Internet (clique aqui e preencha o formulário online)

Período: até sexta-feira, 12 de março de 2021

Mais informações: clique aqui e consulte o edital.

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PUCPR recebe prêmio Recognition of Improvement da Quacquarelli Symonds

A Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) recebeu o prêmio de Recognition of Improvement (Reconhecimento de Melhoria, em tradução livre) da organização britânica Quacquarelli Symonds (QS), referência mundial em classificações universitárias. A PUCPR registrou crescimento no indicador nos últimos anos e atualmente se encontra no top 23% da América Latina.

Na edição 2023 do ranking, a PUCPR se colocou entre as 100 melhores instituições de Ensino Superior da América Latina. Entre 428 universidades analisadas pelo indicador, a PUCPR ficou na 98ª colocação, subindo 19 posições em comparação com o levantamento do ano passado.

O anúncio do ranking foi feito nesta quinta-feira (22), durante a conferência QS Higher Ed Summit: Americas 2022, realizada na Universidade de Vila Velha, no Espírito Santo. Para classificar as Universidades, a QS analisa critérios como citações em artigos científicos, quantidade de docentes com doutorado, publicações por escola/faculdade, rede de pesquisa internacional e impacto online, entre outras.

A PUCPR foi representada na premiação pela professora Paula Cristina Trevilatto, pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação da Universidade. Para Paula, mais do que ser referência em ensino e pesquisa, a maior conquista da instituição é ser reconhecida pela formação humana, empatia, acolhimento e impacto social.

“A PUCPR foca na melhoria contínua da experiência acadêmica porque a Universidade busca, constantemente, pela excelência. Estar entre as 100 melhores instituições da América Latina é reflexo do comprometimento de todos os professores, colaboradores e acadêmicos. O prestígio internacional acaba sendo uma consequência natural dessa dedicação”, afirma a professora.

O Brasil foi o país da América Latina com maior representação nesta última edição do QS World University Rankings, com 98 Universidades ranqueadas. Destas, 23 melhoraram sua posição em comparação com o levantamento do ano passado e quatro entraram na classificação pela primeira vez. Segundo a organização, o Ensino Superior brasileiro apresenta alto grau de estabilidade.

Memória, história e identidade: por que o Patrimônio Histórico-Cultural é responsabilidade também dos jovens

Certa vez, a historiadora Emília Viotti da Costa disse que “um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”. A frase parece refletir uma tragédia constante da sociedade brasileira, mimetizada em episódios como o do incêndio no Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ocorrido em 2018. Iniciativas voltadas ao Patrimônio Histórico são tentativas de incentivar a educação patrimonial e a preservação das riquezas materiais e imateriais da sociedade brasileira.

Quando se fala em patrimônio histórico, a imagem que chega imediatamente à mente é a das grandes e imponentes construções que fazem parte da paisagem de muitas cidades brasileiras, mas estão alheias à dinâmica da população em geral. No entanto, o próprio Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) atualizou a nomenclatura para patrimônio cultural, o que engloba um conjunto de bens materiais e imateriais. “Esse conjunto inclui tradições, expressões artísticas, rituais, práticas, conhecimentos, obras de arte e construtivas, sítios arqueológicos, espaços paisagísticos, núcleos históricos de determinadas cidades, entre outros”, explica o professor de História e coordenador do Núcleo de Evolução de Conteúdo do Sistema Positivo de Ensino, Norton Frehse Nicolazzi Jr.

De acordo com o especialista, o frequente abandono do patrimônio se deve, em parte, à falta de investimentos na conscientização das novas gerações, mas não apenas. “Na prática, a coletividade não se identifica com o patrimônio quando ele é definido e imposto por órgãos específicos do poder público, sem que haja um diálogo com a sociedade como um todo”, destaca. Para ele, é preciso aproximar o público em geral desse tipo de decisão. Atualmente, no Brasil, quem decide o que deve ou não ser preservado são as agências de fomento cultural (fundações, associações, sociedades culturais, instituições, etc.). “O objetivo é construir uma visão do passado do país, o que pode causar distorções enviesadas da realidade”, salienta.

Patrimônio é identidade

Faz parte do patrimônio cultural de determinada sociedade tudo o que tem importância para a constituição de sua identidade e memória. Por isso é tão relevante trabalhar para que esse patrimônio seja sempre preservado. Assim como afirma Emília Viotti da Costa em sua frase mais famosa, não é possível guardar a história se não há preocupação com a memória.

De acordo com o Iphan, “a Educação Patrimonial constitui-se de todos os processos educativos formais e não formais que têm como foco o patrimônio cultural, apropriado socialmente como recurso para a compreensão sócio-histórica das referências culturais em todas as suas manifestações, a fim de colaborar para seu reconhecimento, sua valorização e preservação”. O órgão ainda destaca a importância de que esse processo de educação seja uma “construção coletiva e democrática do conhecimento”, sempre por meio de uma participação das comunidades que produzem as referências culturais. “O patrimônio cultural pode abarcar tudo o que consideramos que traz contribuições relevantes para a constituição da identidade e da memória da nossa sociedade”, finaliza Nicolazzi.

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Sobre o Sistema Positivo de Ensino 

É o maior sistema voltado ao ensino particular no Brasil. Com um projeto sempre atual e inovador, ele oferece às escolas particulares diversos recursos que abrangem alunos, professores, gestores e também a família do aluno com conteúdo diferenciado. Para os estudantes, são ofertadas atividades integradas entre o livro didático e plataformas educacionais que o auxiliam na aprendizagem. Os professores recebem propostas de trabalho pedagógico focadas em diversos componentes, enquanto os gestores recebem recursos de apoio para a administração escolar, incluindo cursos e ferramentas que abordam temas voltados às áreas de pedagogia, marketing, finanças e questões jurídicas. A família participa do processo de aprendizagem do aluno recebendo conteúdo específico, que contempla revistas e webconferências voltadas à educação.