Em um avanço significativo para a saúde pública, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e a biofarmacêutica chinesa Sinovac se reuniram nesta terça-feira (25) em Curitiba, um dia após firmar um contrato com o Ministério da Saúde. O objetivo é iniciar a produção conjunta de vacinas contra a raiva humana e varicela para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Acordo de Parceria
O contrato, assinado na segunda-feira (24), integra o Programa de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), permitindo acesso a produtos estratégicos para o SUS. A cerimônia de assinatura ocorreu em São Paulo e contou com a presença de autoridades, incluindo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.
Produção das Vacinas
O Tecpar será responsável pelo fornecimento exclusivo das vacinas antirrábica humana e varicela no Brasil. A produção da vacina contra varicela também contará com a colaboração da multinacional brasileira Eurofarma. De acordo com Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar, essa parceria representa um marco no fortalecimento do sistema de saúde pública brasileiro.
Planejamento Inicial
A reunião de trabalho teve como foco a integração das equipes brasileiras e chinesas, com início das discussões sobre prazos e o plano de trabalho a ser submetido ao Ministério da Saúde no início do próximo ano. Dimas Covas, cientista-chefe da Sinovac, destacou a importância desse projeto, enfatizando a necessidade de suprir a falta de vacinas no mercado.
Infraestrutura em Maringá
As duas vacinas serão produzidas na cidade de Maringá, no Noroeste do Paraná. A construção da infraestrutura do Parque Tecnológico Industrial da Saúde do Tecpar na localidade já atingiu 50% de conclusão, com previsão de finalização até 2026.
Entendendo o Programa de PDP
O Programa de PDP é uma política pública que visa a transferência de tecnologia de laboratórios privados para instituições públicas, possibilitando a fabricação de medicamentos em território nacional. O Ministério da Saúde atua como regulador e comprador, enquanto o laboratório público e seus parceiros privados são responsáveis pelo fornecimento inicial dos medicamentos.
O processo se divide em diversas fases, que incluem desenvolvimento, absorção de tecnologia e capacitação. Após a transferência de tecnologia, que pode durar até dez anos, o Ministério da Saúde avalia a efetividade do processo e passa a adquirir diretamente do laboratório público envolvido.
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