Saúde divulga cronograma de 2ª dose da Astrazeneca para idosos

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba divulga cronograma para aplicação da segunda dose da vacina para idosos de 85 a 81 anos que foram imunizados com a AstraZeneca.

O cronograma de reforço começa na próxima quinta-feira (27) por escalonamento de idade, iniciando pelos idosos de 85 anos completos que tenham sido vacinados com a primeira dose de Astrazeneca – parte do grupo de 85 anos foi imunizado com Coronavac, esses já receberam a segunda dose.

Idosos que tenham recebido a primeira dose da vacina Astrazeneca fora do cronograma oficial deverão atentar para o intervalo entre a primeira e a segunda dose, que deve ser de 90 dias para a segunda aplicação. 

Quem recebeu a carteirinha com a sugestão de data para a segunda dose pode optar por ela, caso esteja diferente do cronograma. Mas a Secretaria Municipal da Saúde orienta para que dê preferência ao cronograma.

“O cronograma por escalonamento de idade é a forma de distribuir o fluxo, para evitar filas e aglomerações e, também garantir o intervalo adequado entre as doses”, explica a superintendente de Gestão da SMS, Flávia Quadros.

Drive-thru no Barigui

A partir de quinta-feira (27), para os idosos com dificuldade de locomoção, haverá a opção de um ponto de vacinação no sistema drive-thru, no Pavilhão da Cura do Parque Barigui. Pessoas com boa mobilidade poderão buscar a imunização nos outros 18 pontos da cidade.

“O drive-thru servirá para a aplicação apenas de segunda dose e somente para aqueles idosos que não conseguem se locomover”, esclarece a superintendente.

Quem não recebeu ou perdeu a carteirinha, pode consultar a data da aplicação e o laboratório da vacina na plataforma Saúde Já, pelo site www.saudeja.curitiba.pr.gov.br ou pelo aplicativo do celular (que pode ser baixado nas lojas virtuais para Android e iOS).

Orientações para a segunda dose

Para receber a nova dose é necessário que os familiares dos idosos incluídos nesta etapa os levem a um dos pontos de vacinação contra a covid-19. 

Caso o idoso tenha tomado a vacina da campanha contra a gripe, é preciso respeitar o intervalo mínimo de 14 dias entre as duas vacinas. 

No dia da vacinação contra a covid, o idoso deve apresentar um documento de identificação com foto, CPF e a carteirinha recebida na primeira aplicação.

Os idosos acamados receberão a segunda dose nas suas residências dentro do prazo estabelecida para a segunda aplicação.

Cronograma da segunda dose para idosos

•    85 anos completos: quinta-feira, 27 de maio
•    84 anos completos: sexta-feira, 28 de maio
•    83 anos completos: segunda-feira, 31 de maio
•    82 anos completos: terça-feira, 1º de junho
•    81 anos completos: quarta-feira, 2 de junho

Locais da vacinação

Pontos fixos
Das 8h às 17h, de segunda a sexta-feira

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)
2 – US Ouvidor Pardinho
Rua 24 de Maio, 807 – Praça Ouvidor Pardinho
3 – Centro de Referência, esportes e atividade física
Rua  Augusto de Mari, 2.150 – Guaíra
4 – US Salvador Allende
Rua Celeste Tortato Gabardo, 1.712 – Sítio Cercado
5 – US Parigot de Souza
Rua João Eloy de Souza, 111 – Sítio Cercado
6 – US Vila Diana
Rua René Descartes, 537 – Abranches
7 – US Fernando de Noronha
Rua João Mequetti, 389 – Santa Cândida
8 – Centro de Esporte e Lazer Avelino Vieira
Rua Guilherme Ihlenfeldt, 233 – Bacacheri
9 – US Jardim Paranaense
Rua Pedro Nabosne, 57 – Alto Boqueirão
10 – US Visitação
Rua Dr. Bley Zornig, 3136 – Boqueirão
11 – US Camargo
Rua Pedro Violani, 364 – Cajuru
12 – US Uberaba
Rua Cap. Leônidas Marques, 1392 – Uberaba
13 – Clube da Gente CIC
Rua Hilda Cadilhe de Oliveira
14 – US Vila Feliz
Rua Pedro Gusso, 866 – Novo Mundo
15  – US Aurora
Rua Theofhilo Mansur, 500 – Novo Mundo
16 – US Pinheiros
Rua Joanna Emma Dalpozzo Zardo, 370 – Santa Felicidade
17 – Rua da Cidadania do Tatuquara
Rua Olivardo Konoroski Bueno, s/n
18 – Rua da Cidadania do Fazendinha
Rua Carlos Klemtz, 1.700

Drive-thru (idosos com dificuldade de locomoção)
Das 8h30 às 16h30, de segunda a sexta-feira

1 – Pavilhão da Cura
Parque Barigui (entrada somente pela BR-277)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fiocruz: cai média de idade de mortes e de casos de covid-19

A idade média dos casos e das mortes de covid-19 apresentou uma queda quando se compara a semana epidemiológica (SE) 1 (3 a 9 de janeiro) e a 27 (3 a 10 de julho) de 2021, segundo o Boletim Observatório Covid-19, publicado hoje (22) pela  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nos dados mais recentes, a média de idade das internações está em 53 anos, contra 62,5 na SE 1; as médias de óbitos foram 73 e 65 nas semanas epidemiológicas 1 e 27, respectivamente.

Os dados foram obtidos a partir do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SivepGripe)  e, segundo os especialistas, apontam para uma nova fase da epidemia no país. “Convém ressaltar que houve uma inflexão na tendência de declínio. Para os casos, a média de idade das internações já chegou a 52,1 anos. Para os óbitos, a inflexão é mais evidente: a média da idade atingiu 59,4 anos”, disseram os especialistas.

Em comparação com a semana epidemiológica 23 (6 a 12 de junho), houve um aumento de internações entre idosos, que esteve em 27,2% na semana epidemiológica  23 e na 27 subiu para 31,8%. Os dados indicam que na semana epidemiológica 23 foi registrada a menor porcentagem de idosos no número de óbitos (44,8%). Na SE 27, esse percentual subiu para 58,2%. Os dados mostram também redução de internações em leitos de terapia intensiva na faixa etária de 50 a 59 anos e uma interrupção no aumento na faixa de 40 a 49 anos na comparação entre as duas semanas epidemiológicas.

Duas últimas SE

Nas últimas duas semanas epidemiológicas, a trajetória descendente no número de casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) desacelerou. Segundo os cientistas do Observatório Covid 19, nas últimas duas semanas epidemiológicas, o aumento recente ou o registro de estabilidade em alguns estados sugere um quadro a ser monitorado. Nesse período foi registrada uma queda tanto no número de casos novos (-2,1%), quanto no de óbitos (-2,6%), tendência sustentada desde a análise das semanas anteriores. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%.

Os pesquisadores destacaram a importância do avanço da campanha de imunização para a  melhora nos números da pandemia. “O avanço da vacinação no Brasil tem ocorrido de forma mais lenta do que a desejável. Ainda assim, a melhoria do quadro pandêmico no país é uma consequência direta do aumento no número de imunizados”, disseram os especialistas.

Estados

Não houve aumento das taxas de incidência ou mortalidade em nenhum estado. Houve uma redução expressiva no número de casos de covid-19 no Rio Grande do Norte, em Rondônia e em Alagoas e uma redução no número de óbitos expressiva no Piauí, no Acre, no Pará e em Sergipe. 

As maiores taxas de incidência de covid-19 no período das últimas duas semanas foram observadas nos estados de Roraima, de Mato Grosso e de Santa Catarina. Paraná, Mato Grosso e São Paulo apresentam as maiores taxas de mortalidade. As maiores taxas de letalidade foram registradas no Rio de Janeiro (5,7%), São Paulo (3,4%), Amazonas (3,4%) e Pernambuco (3,1%).

Para os especialistas, as altas taxas de letalidade “revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnósticos, da triagem de infectados e seus contatos, identificação de grupos vulneráveis, bem como a incapacidade de se identificar e tratar adequadamente os casos graves de covid-19”.

Campanha “Vacina UFPR” chega a mais de mil doações individuais; saiba como contribuir

A campanha “Vacina UFPR” mobiliza a sociedade para a captação de recursos e o financiamento de uma vacina 100% nacional e de baixo custo contra a Covid-19 e outras doenças. 

Em 20 dias, já foram arrecadados R$ 83.323,48 em 1005 doações individuais. No mesmo período, o site vacina.ufpr.br já teve mais de 8 mil acessos e os posts nas redes sociais da UFPR já alcançaram quase 400 mil pessoas, com 3600 compartilhamentos. 

A divulgação da campanha estimulou outros tipos de engajamento. Por sugestão de uma amiga, a fotógrafa e influenciadora digital Patrícia Miguez compartilhou um vídeo para incentivar as doações. Apenas nas redes da UFPR, o material já foi visto por mais de 132 mil pessoas.

Ela aceitou o desafio por entender que a vacina pode servir para outras doenças e ajudar pessoas no Brasil e em outras partes do mundo, no futuro.  “É uma questão de ajudar a comunidade científica e o nosso país como um todo. A vacina é uma arma muito importante. Caso você não possa ajudar, marque as pessoas nas suas redes e espalhe. Quanto mais gente tiver essa informação, mais gente pode doar e ajudar a UFPR a desenvolver a vacina. Vai ser uma bênção ter uma opção barata, nacional e com multipropósito”, relata Patrícia.  

As contribuições para a campanha “Vacina UFPR” permitirão aos pesquisadores avançar com as fases de testes em animais até o final do ano, o que credenciará o pedido à Anvisa para os testes em humanos. 

Com as doações, será possível também aprimorar a infraestrutura física e laboratorial, buscar a transferência de tecnologia para produção em escala industrial e o desenvolvimento de imunizantes.

Sobre a capacidade de produção 100% nacional, o reitor da UFPR, Ricardo Marcelo Fonseca, destaca: “É muito importante para a soberania do país que tenhamos uma vacina sem a dependência de importação de insumos. Esta luta por uma vacina nacional reforça a importância da ciência e da universidade pública, que se mostraram imprescindíveis durante essa pandemia”. 

O superintendente de parcerias e inovação da UFPR, Helton José Alves, ressalta a economia para os cofres públicos que o imunizante da UFPR poderá trazer. “Para cada real economizado por dose da vacina, estamos falando de milhões de reais, o que torna mais interessante essa plataforma, para a Covid-19 e outras patologias”, revelou Alves em entrevista ao programa “Volume UFPR”, da Rádio UniFM. 

O professor Emanuel Maltempi de Souza, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da Vacina UFPR, em reportagem da Agência Escola de Comunicação Pública da UFPR, explica que o projeto foi concebido pensando no retorno à sociedade dos conhecimentos produzidos na universidade. “Se continuarmos tendo sucesso no desenvolvimento e testagem da Vacina UFPR, estou convencido que o país terá condições de produzir as doses necessárias para todos os brasileiros”. 

Para alcançar esses objetivos, os custos estão estimados em R$ 76 milhões de reais. Por isso, a campanha aceita doações de qualquer valor, por depósito, transferência bancária para a conta da campanha ou usando chave Pix. 

No site vacina.ufpr.brestão disponíveis os relatórios de acompanhamento dos recursos captados para o desenvolvimento da vacina e notícias sobre o avanço das pesquisas. 

A conta bancária para as doações é exclusiva do Programa de Imunizantes da UFPR, gerida pela Fundação da Universidade Federal do Paraná – FUNPAR. Todas as doações de pessoas físicas e/ou jurídicas são destinadas exclusivamente à continuidade da pesquisa e desenvolvimento da vacina  e não são dedutíveis do Imposto de Renda. 

Os valores captados pela campanha se somam aos financiamentos já obtidos via Rede Vírus, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), a recursos próprios da UFPR e aos do Governo do Estado do Paraná, que chegam a R$ 1,3 milhão.  

Além disso, o Tribunal de Contas do Estado transferiu R$ 18 milhões ao Governo do Estado, que serão destinados à estrutura de laboratórios para a Vacina UFPR. O poder executivo deve repassar esse valor à universidade por meio de um acordo que será celebrado em breve.