Sanepar prorroga prazo para renegociação de dívidas

A Sanepar tem uma boa notícia para quem tem débitos com a Companhia: o Programa de Recuperação de Crédito Cliente Particular (Reclip), que prevê o parcelamento em até 60 meses das dívidas dos clientes privados, foi prorrogado até o dia 30 de agosto. Além disso, poderão ser incluídas na negociação as dívidas até o mês de março de 2021.

Anteriormente, o Reclip incluía as contas referentes até dezembro de 2020. Nesta nova fase, poderão ser renegociados também os débitos dos meses de janeiro, fevereiro e março de 2021. O programa traz uma série de benefícios como a dispensa do valor de entrada, a retirada da multa de 2% e a redução da taxa de juros do parcelamento que caiu de 0,46% para 0,1% ao mês.

As vantagens para o cliente disposto a liquidar a sua dívida incluem também a facilidade de acesso ao programa que pode ser feito direto nas agências de atendimento presencial, de acordo com a programação de horário de cada regional, pelo site da Sanepar, pelo telefone 0800 200 0115, pelo e-mail das regionais e ainda por técnicos que farão as negociações presenciais em campo.

Depois de negociada a dívida, o parcelamento será incluído nas faturas subsequentes. A Sanepar destaca que não haverá pagamento em dinheiro em nenhuma das modalidades e antecipa o alerta para que nenhum cliente realize o pagamento em espécie. Todas as parcelas serão lançadas diretamente nas faturas conforme a negociação.

Outro diferencial previsto no programa é que não haverá exigência de parcela mínima. Independente do valor do débito, da categoria do cliente (residencial, comercial ou industrial), da sua faixa de consumo e do valor final da parcela após a negociação, a dívida poderá ser paga em até 60 meses.

Com a prorrogação, o prazo para aderir ao Reclip se estende até 30 de agosto e todos os clientes particulares, incluindo consumidores comerciais e industriais, poderão negociar suas dívidas.

O diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile, destaca a importância social dessa prorrogação do prazo e a inclusão das contas do primeiro trimestre. “Entendemos que o agravamento da crise do coronavírus trouxe a necessidade de ampliação do prazo. É uma ação que reflete a preocupação da nossa Companhia em ajudar os clientes em um momento tão sensível, o da pandemia, pelo qual estamos passando”, afirmou.

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Problemas no ferry-boat levam Guaratuba a decretar estado de calamidade pública

Os constantes problemas no ferry boat de Guaratuba, no Litoral do Paraná, levaram o município a decretar estado de calamidade pública nesta quarta-feira (14). Segundo a Prefeitura, no dia anterior ao decreto, uma balsa que fazia a travessia com o balneário Caiobá, em Matinhos, ficou à deriva.

Sobre a ocorrência, o prefeito da cidade, Roberto Justus, afirmou o serviço tem apresentado constantes problemas que oferecem riscos à integridade física dos usuários. Além disso, tem gerado atrasos na rotina de moradores e visitantes que vão à cidade.

“O decreto que acabo de assinar apenas formaliza uma situação que todos nós guaratubanos e as pessoas que frequentam a nossa cidade estamos constatando há várias semanas (…). Aquilo que em um primeiro momento poderia parecer apenas um dissabor em razão dos atrasos nas filas extrapola todos os limites (…)”, disse o prefeito em um pronunciamento nas redes sociais da Prefeitura, no fim da tarde de quarta (14).

O momento que a balsa ficou à deriva foi registrado por diversos internautas nas redes sociais. Segundo testemunhas, o ferry-boat ficou preso em um banco de areia. Há suspeitas que uma falha mecânica pode ter levado a situação.

O serviço, ainda na tarde de quarta, voltou a ficar normalizado após 40 minutos, de acordo com os usuários. A empresa que opera o serviço não se pronunciou sobre o caso.

Decreto

O município, a partir do momento que emitiu o decreto, exigiu que a dona da concessão para explorar a travessa na Baía de Guaratuba, apresente o alvará de funcionamento e atestados de vistorias das embarcações.

A medida, ainda de acordo com a Prefeitura, também permite a suspensão imediata do serviço prestado pela empresa.

Informações Banda B

Baleia jubarte é encontrada morta nesta terça-feira no Litoral

Uma baleia jubarte (Megaptera novaeangliae) foi encontrada morta em estado avançado de decomposição nesta terça-feira, 13 de julho, no balneário Shangrilá, em Pontal do Paraná. A comunidade local acionou a equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação de Mamíferos e Répteis Marinhos da UFPR (LEC) por volta das 8 horas da manhã, informando o encalhe do animal.

A equipe do LEC-UFPR, via Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS/UFPR), isolou a área, registrou o encalhe, avaliou a carcaça e coletou materiais biológicos e para a análise de saúde do animal.

A equipe de biólogos, médicos veterinários, e outros profissionais da área técnica conta também com o apoio da Prefeitura de Pontal do Paraná e Instituto Água e Terra (IAT) por meio da rede de encalhes de animais marinhos do Paraná. A rede atua em conformidade com o Protocolo de Atendimento a Encalhes de Animais Marinhos no Litoral do Paraná – PRAE (SEDEST/IAT/IBAMA), e com os protocolos nacionais da Rede Brasileira de atendimento a encalhe de mamíferos aquáticos/REMAB (CMA/ICMBIO).

Os pesquisadores vão investigar a causa da morte da baleia. Foto: Cesar Ramires/Prefeitura Pontal do Paraná.

A baleia é fêmea juvenil, com esqueleto completo, medindo 7 metros e, segundo informações prévias dos pesquisadores, não apresenta marcas de redes de pesca. Uma investigação completa em busca da informação da causa de morte do animal será realizada com auxílio de exames complementares laboratoriais.

Jubarte

As baleias jubartes da população do oceano Atlântico Sul vem ao Brasil anualmente para reprodução, mas passam o verão se alimentando na região Antártica. A principal área brasileira de reprodução é o litoral da Bahia, mas jubartes têm saindo avistadas com frequência na região sudeste e sul do Brasil.

No Paraná, desde o início do PMP-BS, já foram registrados encalhes de 14 baleias da mesma espécie, incluindo indivíduos adultos e jovens. Só nestes dois últimos meses, esta é a terceira baleia jubarte encalhada no litoral do Paraná.

O PMP-BS é realizado desde Laguna (SC) até Saquarema (RJ), sendo dividido em 15 trechos. O Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC/UFPR) é responsável por monitorar e avaliar os encalhes no Trecho 6, abrangendo os municípios de Guaratuba, Matinhos, Paranaguá, Pontal do Paraná e Guaraqueçaba (PR).

Vídeo:  Cesar Ramires/Prefeitura Pontal do Paraná.

Texto: LEC-UFPR.