Reitor da UFPR pede apoio no financiamento de vacina paranaense contra a Covid-19

Reitor da UFPR, Prof. Dr. Ricardo Marcelo Fonseca, usou o grande expediente da sessão plenária para falar da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela instituição.

Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Paraná, na tarde desta terça-feira (4), o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professor Ricardo Marcelo Fonseca, falou aos deputados sobre a vacina contra a Covid-19 desenvolvida por pesquisadores da instituição, terceira pesquisa mais avançada da área no Brasil.

De forma remota, por proposição do deputado Tadeu Veneri (PT), Ricardo Fonseca afirmou que o imunizante, 100% paranaense, estará apto à avaliação da Anvisa em seis meses para os testes da fase clínica de pesquisa. Após este período, em oito meses a vacina poderá ser aplicada na população.

“Esta vacina, pronta em 2022 ou 2023, é relevante? Com base no que dizem os cientistas, precisamos de vacinas para os próximos anos, até 2024. Esta pandemia chegou para ficar por um bom tempo. Não temos ainda os resultados sobre a duração das vacinas aplicadas no Brasil e suas imunizações”, explicou o reitor.

“É plausível pensar que uma vacina precise ser aplicada anualmente, como a da gripe. Ter vacinas brasileiras é estratégico para não dependermos mais de laboratórios estrangeiros e para que tenhamos tecnologia que não dependa de outros países”, disse.

O reitor pediu o apoio da Assembleia Legislativa para a universidade angariar recursos na continuidade da pesquisa. “Precisamos de ajuda e temos conseguido apoio do Ministério de Tecnologia, através do CNPQ, no valor de R$ 230 mil e do Governo do Estado, com a Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com a Fundação Araucária e o TECPAR, no valor de R$ 1 milhão”, listou.

“São mais alguns meses de apoio para os testes, quando precisaremos efetivamente da associação ao Poder Público ou de uma grande farmacêutica como a universidade Oxford, que se aliou à AstraZeneca”, disse. “Só a ciência pode fazer contra a pandemia, nós precisamos de apoio para que tenhamos uma vacina genuinamente paranaense. Precisamos desta vacina, para esta pandemia e para outras doenças ainda não erradicadas em nosso estado”, afirmou o reitor.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB) reforçou o pedido do reitor da UFPR pela continuidade do projeto. “Que posamos ter sucesso. Esta contribuição servirá ao Paraná, ao Brasil e quem sabe a todo o mundo. Esta Casa sempre estará à disposição e aberta para discutir temas tão importantes como este”, afirmou.

Para o deputado Tadeu Veneri, “a pandemia não terá solução em prazos de meses. Teremos que ter a vacina por muito tempo e esta pesquisa talvez seja única no país. É importante que os paranaenses saibam o que as instituições estão fazendo”, disse.

Tecnologia – O reitor Ricardo Marcelo Fonseca explicou que a pesquisa paranaense é semelhante ao processo de combate a pragas utilizado no agronegócio. “Existem muitas formas de vacina e a tecnologia da UFPR é diferente, com o uso de uma proteína especifica por fixação de bactéria presencial que tem efeitos fundamentais no cultivo de milho e trigo para diminuir uso de agrotóxicos hidrogenados”.

“Deste uso no agronegócio tomamos por base o isolamento de um biopolímero não tóxico capaz de encapsular o vírus em torno de uma proteína para que o corpo humano ative os anticorpos da pessoa imunizada. É uma plataforma tecnológica muito viável e eficaz. Apresentará imunização igual ou superior a Oxford”, comparou.

“Esta é uma vacina de insumos nacionais, sem adjuvantes, que faz com que seja menos tóxica e com custos muito mais baixos. Ativam o sistema imune contra a doença. Por sua tecnologia é facilmente recombinável para novas variantes e inclusive para doenças que ainda não conseguimos curar como a dengue, chikungunya, zika e leishemaniose”, destacou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Curitiba vacinou 344.592 pessoas contra a covid-19

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba imunizou, até terça-feira (4/5), 344.592 pessoas com a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Até esta data foram vacinados: 273.084 idosos, 62.324 profissionais dos serviços de saúde da cidade (incluindo as equipes de vacinação), 5.989 moradores, funcionários e cuidadores de instituições de longa permanência, 3.122 trabalhadores das forças de segurança e 73 indígenas.

Segunda dose

Nesta quarta (5/5), Curitiba conclui a vacinação contra a covid-19 do grupo prioritário dos idosos, com a imunização das pessoas com 60 anos completos e as que completarão 60 anos no primeiro semestre, Além disso, haverá segunda dose da CoronaVac para idosos que já receberam a primeira aplicação há mais de 21 dias.

Em Curitiba, 195.502 pessoas receberam a segunda dose da vacina até terça-feira (4/5). A vacinação com a segunda dose está sendo feita nas instituições de longa permanência, em profissionais de saúde e idosos.

Vacinas

Até o momento, Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, repassadas pelo Governo do Paraná, 621.165 doses de vacinas, sendo 396.235 para primeira dose e 224.930 para segunda dose.

Nesse montante já estão contabilizados os 5% de reserva técnica.

Covid: Perguntas e respostas sobre a vacinação de gestantes e pessoas com comorbidades

Seguindo o Plano Estadual de Vacinação Contra a Covid-19, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades e deficiência permanente grave são parte do grupo prioritário de imunização. Estes públicos estão elencados logo após os idosos com mais de 60 anos, idosos institucionalizados, trabalhadores de saúde e indígenas e quilombolas.

O Paraná possui 1.328.677 pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, todos de 18 a 59 anos, segundo o levantamento nacional. O Estado também conta com 400.682 pessoas com deficiência permanente grave. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, foram incluídas nesta etapa as pessoas renais crônicas em terapia de substituição renal (diálise) e pessoas portadoras da síndrome de down.

A vacinação para esses grupos começará nesta semana, com a 16ª Pauta de Distribuição de vacinas do governo federal. Os primeiros imunizados receberão doses da Covishield, fabricada pela parceria entre Fiocruz/Oxford/AstraZeneca. A diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes, esclarece algumas questões sobre esta nova etapa de vacinação.

Quando começa efetivamente a vacinação contra a Covid-19 nestes grupos?

O Estado já recebeu a primeira remessa para estes grupos e está em processo de divisão para todas as Regionais de Saúde, que farão a distribuição para seus municípios de abrangência. Encerrada esta etapa de logística e transporte, a vacinação será imediata.

Quais são os critérios para vacinação contra a Covid-19 nestes grupos?

O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), definiu o processo de vacinação de pessoas com comorbidades em duas fases. Dependendo da chegada de doses de vacinas, os estados vão avançando etapas.

Na fase I serão vacinados, proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponível, pessoas com síndrome de down de 18 a 59 anos; pessoas com doença renal crônica em diálise, de 18 a 59 anos; gestantes e puérperas com comorbidades, com idade igual ou maior que de 18 anos; e pessoas com deficiência permanente grave, com BPC (Benefício de Prestação Continuada), de 18 a 59 anos.

Na fase II, proporcionalmente, de acordo com o quantitativo de doses disponível, as faixas de idade de 50 a 54 anos, 45 a 49 anos, 40 a 44 anos, 30 a 39 anos e 18 a 29 anos de pessoas com deficiência permanente grave; gestantes e puérperas independentemente de condições pré-existentes; e pessoas com comorbidades.

Quais doenças são consideradas “comorbidades” para a vacinação?

Diabetes, hipertensão, cardiopatias, pneumopatias, obesidade, anemia falciforme, portadores de HIV/Aids, asma, entre outras doenças crônicas.

A vacinação contra a Covid-19 será realizada por faixa etária nestes grupos?

Sim. A vacinação contra a Covid-19 está sendo realizada em pessoas acima de 18 anos porque as vacinas disponíveis até então (Coronavac, AstraZeneca e Pfizer) foram testadas no público adulto. Ainda não é recomendada a vacinação em menores de idade.

Quais documentos o público destes grupos deve apresentar para ter direito?

Os crônicos renais deverão ser vacinados diretamente nas clínicas em que essas pessoas realizam o tratamento de diálise. Portadores de síndrome de down também têm um cadastro no Paraná e as gestantes e puérperas, na sua maioria, são atendidas nas Unidades Básicas de Saúde e tem seu cadastro no pré-natal. Aqueles que por algum motivo não tiverem sido pré-cadastrados em programas relacionados à sua doença ou condição deverão apresentar documentação comprobatória, como, por exemplo, exames, receitas, recomendação e relatório médico etc. Paralelamente poderão ser utilizados os cadastros já existentes nas Unidades de Saúde em todo o Estado, para facilitar este processo na hora da pessoa receber a vacina.

A pessoa precisa obrigatoriamente levar comprovação de recomendação para vacinação contra a Covid-19?

Aqueles que não têm exame comprobatório em sistema público devem apresentar documentação médica.

Quem está no grupo de comorbidades e já teve Covid-19 tem de se vacinar?

Sim. Vale a regra geral. Quem já teve a doença dever ser vacinado 30 dias após o início dos sintomas.

Gestante corre risco tomando a vacina contra a Covid-19?

Todas podem tomar a vacina. A Secretaria de Saúde recomenda uma discussão sobre a questão com o médico para verificar se não há contraindicação de acordo com a condição específica. De modo geral o Programa Nacional de Imunizações (PNI) já enviou por escrito, por meio de Informe Técnico, garantia de que não há evidência de problema relacionado à imunização durante a gestação.

Existe um período indicado de gestação para vacinação contra a Covid-19?

Não há indicação de período gestacional. As grávidas estão autorizadas a receber a vacina independente do tempo de gravidez. Prioritariamente serão vacinadas grávidas com comorbidades e depois as demais.

Mulheres vacinadas contra a Covid-19 que amamentam imunizam automaticamente os bebês?

Não há evidência científica para afirmar isso.

Há contraindicações de vacinação contra a Covid-19 em gestações de risco?

É necessário avaliar qual é o risco da gestação. A Secretaria da Saúde ressalta que vale a pena a gestante discutir com o médico responsável pelo acompanhamento da sua gestação para saber se deve ou não tomar a vacina.

Puérperas podem continuar amamentando após a vacinação contra a Covid-19?

Sim. Não há contraindicação em relação à amamentação.

Esses grupos podem tomar qualquer vacina?

Não há contraindicação relacionada a qualquer imunizante disponibilizado no Brasil.