Rafael Lopes “Ragulo” é a grande revelação nas eleições municipais

Rafael Lopes “Ragulo”, candidato a vereador de Curitiba pelo Partido Progressistas, está realizando uma campanha limpa e sem o famoso fundo eleitoral. Segundo ele, todos os candidatos deveriam abdicar deste dinheiro público para a campanha política, ainda mais no meio de uma pandemia, onde o investimento em Saúde pode poupar muitas vidas.


Incentivado pelo ícone do rádio e deputado estadual, Luiz Carlos Martins, o candidato se lançou pela primeira vez neste pleito com o objetivo de devolver tudo que a cidade lhe deu. Uma forma de agradecimento, porque veio de Jacarezinho, Norte Pioneiro do Paraná, e há mais de 20 anos vem construindo a sua vida na capital. “Não nasci em Curitiba, mas Curitiba nasceu em meu coração”, diz Ragulo.


Nas últimas semanas de caminhadas pelos bairros, encontrou milhares de pessoas apoiando sua candidatura e se identificando com seu jeito simples e humilde de ouvir as demandas e anotar cada sugestão de melhorias para a cidade. Rafael é daquelas pessoas que sabe escutar e de “boa prosa”. No Tatuquara pôde mostrar a sua força, onde reuniu dezenas de voluntários que apresentaram sua candidatura a diversos moradores da região. Uma “legião amarela” que tomou as ruas.

Imagem: Divulgação


Ragulo segue nestes últimos dias de campanha percorrendo as ruas de Curitiba, levando sua proposta de renovar a política municipal por meio de planos coerentes para a cidade e atendimento direto das demandas do povo. “Estou aqui a disposição da nossa gente. Quero ser um porta voz das comunidades, levando cada demanda à Câmara Municipal e fiscalizando de forma atuante o Poder Executivo. Meu mandato terá participação direta da população”.

ELEIÇÕES 2020

Devido a pandemia, os horários da votação serão diferenciados. Das 7h às 17h. E para pessoas com 60 anos ou mais, o horário entre 7h e 10h é preferencial. O primeiro turno das Eleições 2020 acontece no dia 15 de novembro de 2020 e, onde houver segundo turno, no dia 29 de novembro de 2020.

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Eleitor já pode pedir autorização para votar em trânsito

Começa hoje (18) o prazo para quem estará em trânsito, no dia da votação, informar à Justiça Eleitoral local, fora do seu domicílio eleitoral, onde votará.

O voto em trânsito é permitido somente para eleitores que estão com o título regularizado e estejam, no dia do pleito, em municípios com eleitorado acima de 100 mil pessoas. O prazo final é até 18 de agosto.

Quem estiver fora de seu estado poderá votar somente para presidente da República. Já o eleitor fora de sua cidade, mas em outro município no mesmo estado, poderá votar para todos os cargos em disputa.

Essa modalidade de voto não vale para urnas eletrônicas instaladas no exterior, porém, o eleitor brasileiro que mora fora do país, mas estará no Brasil no período de eleições poderá solicitar o voto em trânsito.

O primeiro turno será realizado no dia 2 de outubro, quando os eleitores vão às urnas para eleger o presidente da República, governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Um eventual segundo turno para a disputa presidencial e aos governos estaduais será em 30 de outubro.

Justiça suspende sessão que cassou mandato de Renato Freitas por quebra de decoro

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) anunciou nesta terça-feira (05) a suspensão da sessão da Câmara Municipal de Curitiba (CMC) que cassou o mandato do vereador Renato Freitas (PT) por quebra de decoro parlamentar.

O vereador Renato Freitas foi acusado de invadir Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no último mês de fevereiro, durante uma manifestação em homenagem ao congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, espancado até a morte, aos 24 anos, no Rio de Janeiro (RJ); e em memória de Durval Teófilo Filho, de 38 anos, morto pelo vizinho, um sargento da Marinha, por ter sido confundido com um assaltante enquanto chegava do trabalho, também na capital fluminense.

Suspensão

O documento desta terça-feira, que suspendeu a sessão, foi assinado pela desembargadora Maria Aparecida Blanco de Lima. Conforme a decisão, ela determinou o cancelamento dos efeitos das sessões dos dias 21 e 22 de junho, onde foi votada a cassação do vereador. A desembargadora concordou com a alegação da defesa do parlamentar e afirmou que Freitas e seu advogado não foram intimados para a sessão na Câmara Municipal, o que aponta um desrespeito ao devido processo legal e ao direito de defesa.

A sessão que retirou o mandato do vereador foi decidida por 25 votos favoráveis à cassação e cinco contrários. Ontem (04), a Câmara Municipal havia empossado como vereadora a então suplente Ana Júlia Ribeiro, do PT. Com a suspensão da sessões, Renato deve reassumir o cargo.

“A defesa sempre confiou na Justiça do Paraná, posto que, conforme até mesmo alertado antes da realização da malfadada sessão, havia grave ilegalidade em convocá-la com tamanho açodamento e precipitação. Essa atitude, ao lado de várias outras que foram presenciadas durante esse processo, revela que a condição do vereador – negro e de origem humilde – parecem ser mais decisivas para o desenrolar do processo do que os atos que o vereador cometeu”, comentou advogado de Freitas, Guilherme Gonçalves.