Quebra de barreiras: ASID Brasil promove ações de sensibilização durante Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência

Constrangimentos, preconceitos, falta de acessibilidade, poucas oportunidades no mercado de trabalho e perda de autonomia. Estas são apenas algumas barreiras que fazem parte do dia a dia de pessoas com deficiência no Brasil. Quebrá-las é imprescindível para construir uma sociedade inclusiva e acolhedora para todos. Em homenagem ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, a Ação Social para Igualdade das Diferenças (ASID Brasil) promoverá a Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência entre os dias 19 e 23 de setembro.

A iniciativa tem a finalidade de aumentar a conscientização sobre os empecilhos enfrentados por pessoas com deficiência através de uma campanha nas redes sociais com dados do Projeto Ponto de Partida, mapeamento realizado pela ASID para compreender essa realidade, e os programas desenvolvidos pela organização. O projeto foi criado em 2021 para descobrir as prioridades, necessidades e percepções de pessoas com deficiência em todo o país e apontar caminhos e soluções a fim de alcançar melhorias. Os dados compilados foram obtidos a partir de pesquisas pré-existentes, formulários on-line e encontros com quem tem deficiência, familiares, amigos e pessoas próximas à causa, como profissionais da área socioassistencial, da área de saúde e de educação.

 “A compreensão e a constante atualização sobre o contexto da pessoa com deficiência no Brasil e suas prioridades é fundamental para guiar nossas ações de impacto social. O fortalecimento de espaços de escuta permite que as soluções para os desafios citados sejam criados a partir e com a pessoa com deficiência, um passo essencial para a representatividade e a assertividade. Este é um primeiro passo da ASID Brasil e sabemos que ainda há muito para ser feito. Já estamos articulando novas estratégias e parcerias para que nossos eixos de pesquisas e disseminação de informações sejam impulsionados nos próximos anos”, ressalta Leonardo Mesquita, Analista de Inovações Sociais da ASID.

Educação

Estimativas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo Escolar e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em 2018, apontam que havia 12,5 milhões de pessoas com deficiência no país e 61% eram mulheres. Na população de 18 anos ou mais, 67,6% não possuíam instrução ou não completaram o Ensino Fundamental, um percentual muito superior aos 30,9% de pessoas sem deficiência com esse nível de escolaridade. Na mesma faixa etária, apenas 16,6% das pessoas com deficiência tinham Ensino Médio ou Superior completo contra 37,2% das pessoas sem deficiência. Devido a esses índices preocupantes, a ASID criou neste ano o Projeto Mais Educação: as diferenças que constroem. Com o  objetivo de fortalecer o papel das lideranças escolares e dos professores para fomentar a inclusão de pessoas com deficiência, o Mais Educação foi implementado no ensino regular em São Raimundo das Mangabeiras (MA).

Mercado de trabalho

Os números relacionados ao mercado de trabalho também revelam  muitos desafios.  A Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2020 registrou somente 495.784 pessoas com deficiência em trabalho formal de um total de 46 milhões de pessoas com vínculo empregatício. Segundo dados do Ministério da Cidadania (2020), dentre os 4,33 milhões de indivíduos com deficiência cadastrados no CadÚnico, somente 7% informaram exercer algum tipo de trabalho, sendo que três em cada quatro têm trabalhos informais. Para reverter esse quadro foi criado o Programa Empreenda, que oferece oficinas temáticas multidisciplinares, mentorias e acompanhamento para adaptação e inserção no mercado de trabalho e no empreendedorismo. 

Nos últimos três anos, a ASID realizou seis edições do Programa Empreenda em parceria com empresas, beneficiando 164 famílias de 34 cidades. Uma dessas edições foi realizada em parceria com a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da Cidade de São Paulo. Para 76% das pessoas formadas, o curso deu a confiança de que elas podem empreender e 52% indicaram que saíram do curso colocando em prática as ferramentas e os conteúdos que aprenderam. Com isso, ganharam uma fonte de renda e a oportunidade de traçar um novo rumo para suas vidas.

Capacitação e parceria com embaixadores

Outra ação durante a Semana Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência será o treinamento interno Inclusão e Diversidade no dia 21 de setembro, com histórico e contexto da pessoa com deficiência no Brasil e terminologias, tipos de deficiência e de acessibilidade, boas práticas inclusivas, capacitismo, eixos do desenvolvimento da pessoa com deficiência e caminhos e soluções a serem construídos pela ASID Brasil. No dia 30 de setembro, ocorrerá um encontro com a equipe da organização para debater os principais pontos abordados. O material será disponibilizado para novos membros da ASID no futuro. 

A organização também dará seus primeiros passos na parceria com embaixadores e convidará duas pessoas com deficiência para desempenharem esse papel. “Este é um grande passo para as novas estratégias de impacto da ASID. Nos últimos anos, iniciamos ações internas de diversidade para o time da ASID. O movimento de embaixadores complementa essas ações e será um pilar importante de representatividade e chancela de nosso impacto social. Queremos ampliar, nos próximos anos, o número de embaixadores e regiões representadas e, com esse grupo, criar novos espaços de discussão, metodologias e gerar conteúdos para fortalecer as pautas de diversidade e inclusão no país”, conclui Leonardo.

Sobre a ASID Brasil

A ASID é uma organização social voltada à construção de uma sociedade inclusiva por meio de projetos de responsabilidade social, como voluntariado, inclusão no mercado de trabalho e desenvolvimento de gestão de organizações parceiras. Com mais de dez anos de atividades, tem mais de 100 mil pessoas impactadas e mais de 7 mil voluntários. A ASID também possui reconhecimento a partir de prêmios nacionais e internacionais, como o Melhores ONGs Época e o United People Global. Mais informações, acesse www.asidbrasil.org.br

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Devemos ler para o bebê recém-nascido?

Desde a vida dentro da barriga da mãe, o bebê já consegue ouvir os sons externos do mundo que o cerca. Em uma pesquisa realizada com gestantes, os cientistas pediram que as mães lessem um texto para os bebês ainda no útero, durante seis semanas.

Após o parto, ao ouvirem novamente o mesmo trecho, o estudo demonstrou que os pequenos se acalmavam – diminuindo a frequência cardíaca – e acionaram a parte do cérebro relativa à memória, ou seja, a familiaridade com a cadência do texto, lido pela mãe, era capaz de influenciar o comportamento dos bebês.

Esse é um período de desenvolvimento cerebral intenso, em que os bebês já serão capazes de identificar os padrões rítmicos da leitura. Mas além do potencial de desenvolvimento cognitivo para as crianças, o que os especialistas defendem é que a leitura em voz alta para os recém-nascidos é uma ferramenta importante para criação do vínculo afetivo entre a criança e seus cuidadores, tão fundamental nesse estágio da vida.

Mas, para quem deseja saber o que a leitura fará ao cérebro dos bebês, vale destacar que ao ler para o recém-nascido, os pais também proporcionam à criança em desenvolvimento, por exemplo, o contato visual, promoção da linguagem, construção de vocabulário e habilidades emocionais e cognitivas importantes.

Além disso, a leitura em voz alta nos primeiros meses de vida promove a sensação de segurança ao bebê. A voz materna, ou paterna, é uma poderosa fonte de segurança.

Clássicos da poesia infanto-juvenil, escritos especialmente para as crianças, auxiliam a percepção do bebê por fornecerem padrões rítmicos estáveis e recorrentes. Além de captar a emoção de quem está lendo, por meio da expressão da voz, o bebê será exposto aos arranjos e musicalidade da literatura, que é diferente da comunicação verbal cotidiana.

Nos primeiros meses, a visão do bebê ainda não é totalmente desenvolvida. Por isso, a audição é uma forma de captar o mundo exterior. Aproveite para apresentar a ele poemas que você gosta, trechos de livros que esteja lendo ou alguma história da sua infância.

Mesmo os recém-nascidos já serão capazes de absorver rimas, assonâncias e aliterações contidas no texto. A leitura em voz alta promove, a longo prazo, o desenvolvimento da atenção, da memória e da retenção das crianças.

(*) CEO do Instituto NeuroSaber (www.neurosaber.com.br), Luciana Brites é autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie

App de transporte para público feminino cadastra motoristas em Curitiba

Criado há apenas cinco anos e em funcionamento em 135 cidades, o APP Lady Driver chega a Curitiba com a proposta de ter motoristas mulheres levando exclusivamente passageiras mulheres. Antes mesmo do início da operação, que deve acontecer na segunda quinzena de setembro, o aplicativo já está ativo, em busca de mulheres dispostas a trabalhar nessa modalidade. “Nossa proposta é oferecer uma alternativa de renda para as mulheres, com a segurança de saber quem elas vão transportar.

Mais do que um emprego, ser Lady Driver pode ser uma forma de aumentar a renda da família, permitir à mulher trabalhar em seus horários vagos ou até complementar a aposentadoria”, conta Juliana Carneiro, embaixadora da Lady Driver em Curitiba. Ela reforça que, além do serviço diferenciado, o Lady Driver também inclui, protege e empodera as motoristas e passageiras que fazem uso do aplicativo. “Somos muito mais do que só uma empresa. Somos uma plataforma que investe tanto na proteção, segurança das mulheres quanto no empreendedorismo feminino, sendo uma rede de apoio”, complementa.

O aplicativo oferece o serviçoondemand, no qual as passageiras acionam imediatamente a lady que estiver mais próxima para realizar a viagem. Ou podem, inclusive, agendar com antecedência a corrida para o dia e horário de preferência delas. As usuárias também têm a opção de se fidelizarem ao app e podem ter a sua motorista favorita com marcação prévia para viagens futuras.

Remuneração acima da media

Um dos diferenciais do aplicativo será o formato de remuneração. O pagamento começa a partir do momento em que a corrida é aceita e com o agendamento das viagens é possível otimizar o tempo sem ficar à procura de passageiras. Além disso, o sistema de remuneração permite que motoristas Lady Driver ganhem mais que os motoristas de outros aplicativos.

O cadastro é simples e rápido e só é permitido para mulheres, basta baixar o app que está disponível nas lojas de aplicativos para Android e IOS. Para ser motorista é preciso ter

·         Carteira de habilitação categoria B com EAR (Exerce Atividade Remunerada),

·         Celular Android,

·         Carro do ano 2013 ou superior, com 4 portas, 5 lugares e ar-condicionado.

Sobre a Lady Driver

A ideia de criar o aplicativo Lady Driver surgiu no ano de 2016, após Gabryella Corrêa sofrer assédio durante uma corrida em um aplicativo de transporte. “Diante da falta de se ter um serviço que atendesse às nossas necessidades, vi a oportunidade de criar para nós, mulheres, uma plataforma que zelasse nãosó pelo conforto e praticidade de locomoção, mas principalmente pela nossa segurança em um dos países que mais fazem mulheres vítimas de assédio no mundo”, explica a fundadora da marca.

Em março de 2017, o app foi lançado com 1,8 mil Ladies cadastradas. O sucesso foi tanto que atualmente, o Lady Driver cresceu 44x de tamanho e já atingiu a marca de mais de 80 mil motoristas parceiras. Daquele ano até o momento, foram 2 milhões de downloads e mais de oito milhões de corridas, e nenhum caso de violência no aplicativo, assédio ou agressão.

Hoje, a Lady Driver opera em 135 cidades do Brasil e está colocando em prática um plano de expansão para fechar 2022 com franquias em 220 cidades.