PUCPR está entre as 35 universidades brasileiras no ranking das melhores do mundo

35 instituições de ensino superior brasileiras fazem parte da última edição do QS World University Rankings, que elenca as melhores universidades do mundo, e a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) está entre elas. Para elaborar a lista, são analisados critérios como reputação acadêmica e entre empregadores, produção e citações científicas, proporção entre professor e aluno e número de estudantes estrangeiros matriculados, entre outros. A PUCPR está na posição 1201ª-1400ª do ranking. 

“A busca pela excelência em nossa Universidade é constante e o prestígio internacional é reflexo do foco e investimento da instituição na melhoria contínua da experiência acadêmica. Nosso objetivo é ser referência em pesquisa científica, mas principalmente em formação humana, empatia e acolhimento. A PUCPR conta com o comprometimento de nossos professores e colaboradores, que com sua presença significativa fazem da educação seu sentido de vida. Formamos uma geração de “Gente Boa” e tornamos visível a tradição marista de que educar é uma obra de amor”, afirma o reitor da PUCPR, Irmão Rogério Renato Mateucci. 

Importante destacar que a edição mais recente de outro importante ranking universitário, o Times Higher Education Latin America University Rankings, classificou a PUCPR como a melhor instituição privada do Paraná e a segunda melhor do estado entre todas as públicas e privadas. Já no âmbito nacional, foi considerada uma das três melhores instituições privadas do país, ocupando o terceiro lugar, além de estar entre as 50 melhores da América Latina. 

A lista completa do QS World University Rankings pode ser acessada no link: https://www.topuniversities.com/university-rankings/world-university-rankings/2023

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Ensino básico presencial: importância do espaço escolar para a construção das oportunidades

A importância da educação para o desenvolvimento socioeconômico de um país é matéria de amplo conhecimento da sociedade. O recém publicado estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) deixa isso ainda mais claro ao concluir que, ao longo das próximas décadas, os brasileiros terão uma das maiores perdas de renda entre as grandes economias globais em razão do fechamento das escolas na pandemia. Se nada for feito para recuperar a falta de aprendizado completo, principalmente da população mais vulnerável, a renda média dessa população afetada pode sofrer uma redução de 9,1% ao longo da vida.

O fechamento das escolas, com a transferência do ensino para o sistema remoto, foi uma medida que o país precisou enfrentar para não sofrer danos sanitários maiores em decorrência da pandemia. Porém, principalmente para o ensino fundamental das populações mais pobres, houve deficiência na oferta da modalidade remota, ocasionada por diversos fatores, agravada pelo longo tempo em que as crianças se viram privadas de frequentar suas escolas, com profundos reflexos na aprendizagem desse estrato da população.

O espaço escolar é um ambiente privilegiado para o desenvolvimento dos estudantes, pois permite a interação aluno-professor, a convivência entre os colegas, a oportunidade de debate de ideias e tudo o que propicia a construção do sujeito, em sua perspectiva intelectual, e suas relações afetivas, sociais, emocionais e éticas. Parte dessa riqueza se perde no ambiente virtual, sem falar na grande parcela das famílias que não possui a necessária estrutura tecnológica – equipamentos e rede digital – para que seus filhos possam acompanhar as aulas e atividades.

Não é novidade que a inovação tecnológica deu um salto durante o período de aulas remotas, com instrumentos que auxiliam no processo educativo, mas as novas plataformas, apesar de continuarem relevantes em um cenário pós-pandêmico, devem ser consideradas complementares. Nada substitui a riqueza da convivência, principalmente no ensino fundamental, quando a escola é o elo da criança com a formação comunitária e suas relações interpessoais.

Precisamos ter consciência de que a educação básica vai muito além da função técnica, de repasse de conteúdo. Ela é rica pelo processo de aprendizagem não apenas das disciplinas curriculares, mas pela construção da cidadania, pelo compartilhamento de valores. A escola é um ambiente vivo e pulsa com as interações que o ensino presencial proporciona.

No caso das famílias mais vulneráveis, a escola tem mais um papel, que é o protetivo. Diante de uma realidade na qual persiste o abandono escolar, a violência doméstica e tantas outras situações de risco, a escola é um dos atores de uma rede de apoio que precisa existir e produzir relações de confiança que permitam o monitoramento desses casos. O contato e a atenção de cada um que vivencia o ambiente escolar pode quebrar correntes de violações aos direitos das crianças e adolescentes.

Assim, a retomada do ensino presencial deve ser encarada com um desafio maior, fortalecendo a qualidade da educação infantil e fundamental, recuperando o gap de aprendizagem resultante de um processo educativo deficiente nesse período, principalmente para as comunidades mais empobrecidas pela situação de pandemia. O quadro mostrado pelo FMI é de longo prazo e, por isso, pode ser revertido. Está claro que a educação permite perspectiva de aumento de renda, de futuro para essas famílias que sofrem, não somente pelo risco à saúde, mas pela segurança alimentar e outras condições mínimas de proteção social. E, para essa base, não apenas o poder público, como as instituições filantrópicas, terão papel relevante, dando oportunidade para que essas crianças se desenvolvam com qualidade. É a esperança delas que deve ser construída agora.

Sebrae promove a criação e o desenvolvimento de novos ambientes de inovação no Paraná

Com o objetivo de estimular o empreendedorismo, apoiar o desenvolvimento e a criação de novos ambientes de inovação no Paraná, o Sebrae promove o Programa Habitats PR de Inovação. Até o final deste ano, 27 ecossistemas irão participar de encontros com workshops e mentorias, ações que fazem parte da jornada de ambientes promotores de inovação que visam a capacitação e consolidação de startups e negócios inovadores. 

O programa é voltado para universidades, associações, prefeituras e empresas privadas que possuem espaços como hubs de inovação, parques tecnológicos, coworking, espaços makers, incubadoras e pré-incubados, além de aceleradoras e pré-aceleradoras. Nos últimos dois anos no Paraná, foram realizadas cerca de 2000 mil horas de capacitação e 700 workshops com a participação de 63 ecossistemas de inovação. 

“Vamos apoiar esses espaços para que o desenvolvimento ocorra de maneira mais estruturada e efetiva, para que empresas inovadoras ou de bases tecnológicas estimulem as regiões e o estado, com competitividade no mercado e maior valor agregado”, afirma o consultor do Sebrae Paraná, Michael Douglas Camilo.

Ao todo, o Paraná conta com mais de 100 habitats de inovação. Um deles é o Smart Space, realizado no Centro Universitário Cidade Verde (UniCV), em Maringá. Criado em 2021, o ambiente tem como foco criar pontes entre alunos e o mercado de trabalho por meio do fomento ao empreendedorismo. 

Em seu primeiro ano, foram realizadas 27 ações, dentre as quais o “Projeto Esperançar”, ação em que os alunos podem acompanhar um case fictício e participar de diversos workshops para auxiliar no desenvolvimento da ideia. Os projetos se mantêm em 2022 e a organização espera lançar novas ações durante o segundo semestre. 

“O Smart Space oportuniza aos nossos alunos a transformação da sua carreira por meio do surgimento de novas ideias de negócios. Maringá é um celeiro, e a parceria com o Sebrae oportuniza a conexão com outros espaços de inovação. Além disso, a parceria com a UniCV proporciona diversos caminhos de capacitação, desenvolvimento de novos projetos de ideação, bem como a de visitas técnicas aos nossos alunos e professores”, diz o reitor do UniCV, José Carlos Barbieri. 

Hoje, o espaço tem como intuito a geração de novas ideias para a solução de demandas atuais e podem participar alunos, ex-alunos e comunidade externa. O Smart Space ainda possui parceria com outros ambientes de inovação de Maringá e também com empresas que apoiam o desenvolvimento de projetos. 

Em 2022, o Programa Habitats PR de Inovação traz workshops individuais para cada habitat. Entre os temas estão a contextualização do habitat de inovação, modelo de negócios, processo de seleção de empreendedores, desenvolvimento do empreendimento, processo de graduação e relacionamento com graduadas, gerenciamento básico e plano de implementação. Por fim, após a realização dos workshops, a equipe do Sebrae irá acompanhar a implementação das ações propostas e realizar um encontro com participantes do ecossistema para apresentar os resultados. 

Iniciativas e instituições que integram a edição 2022 do programa

  • Associação Comercial e Empresarial de Foz do Iguaçu (Acifi) – Foz do Iguaçu;
  • Centro Universitário de União da Vitória (UniUv) – União da Vitória;
  • Centro Universitário UniFatecie e Prefeitura de Paranavaí – Paranavaí;
  • Clube da Robótica da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) – Ponta Grossa;
  • Faculdade Alfa (UniAlfa) – Umuarama;
  • Faculdade da Indústria – São José dos Pinhais;
  • Faculdade de Pinhais (FAPI) – Pinhais;
  • Funcional Contabilidade – Cascavel;
  • Fundação Educere, Prefeitura de Campo Mourão, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e Sicoob – Campo Mourão;
  • Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundetec) – Cascavel;
  • Instituto do Ecossistema de Inovação de Londrina – Londrina;
  • Instituto Federal do Paraná (IFPR) e Prefeitura de Colombo – Colombo;
  • IFPR – Arapongas;
  • IFPR – Palmas;
  • IFPR – Pitanga;
  • IFPR – União da Vitória;
  • Prefeitura de Cianorte – Cianorte;
  • Prefeitura de Ivaiporã – Ivaiporã;
  • Prefeitura de Jandaia do Sul – Jandaia do Sul;
  • Prefeitura de Japurá – Japurá;
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) – Curitiba;
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrail (Senai) – Toledo;
  • Universidade Positivo – Curitiba;
  • UTFPR – Curitiba;
  • UTFPR – Medianeira;
  • UTFPR – Ponta Grossa;
  • UTFPR – Toledo.

Destaque nacional

Em 2021, os ecossistemas de inovação paranaenses foram destaques no Prêmio Nacional de Inovação, evento realizado pelo Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entre os 44 finalistas, o Paraná teve nove representantes e recebeu cinco prêmios, com destaques nas categorias voltadas para pequenos negócios, ecossistemas de inovação, médias e grandes empresas, onde representantes do estado obtiveram a primeira colocação.

Os ganhadores foram o Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro do Paraná (PR), na categoria “Estágio Inicial” dos Ecossistemas de Inovação; a Oficina do Sorvete (Foz do Iguaçu), na “Inovação e Sustentabilidade” em Micro e Pequenas Empresas; a Tecnospeed (Maringá), na “Gestão da Inovação” em Médias Empresas; e o Grupo Boticário em “Inovação e Sustentabilidade” nas Grandes Empresas.