Prefeitura começa produção de acessório que dá mais conforto no uso de máscaras

O FabLab do Cajuru começou a produzir em impressoras 3D, nesta terça-feira (19/5), extensores de máscaras faciais que serão doados a servidores da saúde, do resgate social e da Defesa Social de Curitiba. A invenção, que tem regulagem, prende os elásticos das máscaras aliviando a pressão sobre as orelhas dos profissionais, que precisam passar longas horas do dia com o equipamento de proteção individual (EPI) contra a covid-19.

O extensor feito no espaço de prototipagem da Prefeitura, na Rua da Cidadania do Cajuru, é uma evolução de dois outros dispositivos já desenvolvidos na capital.

“A partir de um trabalho de modelagem digital, chegamos a uma versão que combina o melhor das duas invenções anteriores, tanto em conforto como em rapidez de impressão 3D”, conta Cleverson Fuzetti, gestor do FabLab.

Os estudantes curitibanos Jhony Minetto Araújo e João Pedro de Ribas Nunes, de 16 anos, são os responsáveis pela criação de um dos extensores que deram origem à versão do FabLab. Eles se basearam em uma invenção do adolescente canadense Quinn Callander, de 13 anos, e já produziram e doaram 3,5 mil itens para hospitais e postos de saúde do município. “Agora, também vamos fabricar o extensor desenhado pelo FabLab”, afirma Jhony, que dedica boa parte do seu dia à fabricação do pequeno dispositivo em sua própria impressora 3D.

O extensor do FabLab também é uma evolução de uma peça desenhada por Márcio Hauagge Salatiel, fundador da startup curitibana Maha 3D, que oferece soluções técnicas em impressão digital. Desde março, o empresário também é voluntário na equipe que está produzindo máscaras-escudo no FabLab. “Começamos fazendo os ajustes para tornar mais simples a fabricação da máscara e, no mês passado, iniciamos também a modelagem digital de um protótipo de extensor. Chegamos a fazer alguns protótipos”, lembra ele.

“O FabLab tem essa missão de mobilizar as pessoas e empresas para o compartilhamento e desenvolvimento de produtos a partir de uma modelagem digital”, frisa Fuzetti.

Na  terça-feira (19/5), os primeiros extensores feitos no FabLab foram entregues para profissionais de saúde que estão fazendo a vacinação contra a gripe na Rua da Cidadania do Cajuru. A enfermeira Carmen Lúcia Ferreira, que atua no Posto de Saúde do bairro, testou o dispositivo e aprovou. “É uma ótima ideia, pois torna o uso da máscara muito mais confortável. Dependendo da máscara, a gente acaba com dor de cabeça usamos por muitas horas”, garante ela.

Além do extensor, também já são feitos no FabLab máscaras-escudos por impressão 3D e corte a laser, bem como protetores de acrílico para os setores de atendimento dos 39 Centros de Referência da Assistência Social (Cras) do município.

Linha de produção

Diariamente, o FabLab vai fabricar 130 extensores, que vão sair das 25 impressoras 3D que já produzem máscaras-escudo. As pequenas peças são de plástico, feitas em camadas de impressão. O filamento de plástico passa pela impressão 3D, esfria e solidifica no formato programado.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, lembra que é preciso um grande volume de matéria-prima de fabricação dos dispositivos no FabLab. “Pedimos que empresas do Vale do Pinhão e a população nos ajudem doando insumos, como as chapas PET, elástico e os filamentos para as impressoras 3D”,  reforça ela.

Bolsonaro diz que vetará ‘Fundão’ na íntegra se for impedido de cortar ‘excesso’

 O presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai vetar o fundo eleitoral, o “Fundão”, na íntegra caso seja impedido de cortar o que exceder a lei de 2017 de reajuste ao projeto. De acordo com o chefe do Executivo, a ordem dada por ele foi vetar tudo o que extrapolar aquilo previsto em 2017, uma vez que não quer gerar atritos com a Câmara dos Deputados ou o Senado. “Mas vamos supor que não seja possível porque está em um artigo só, então vete tudo”, declarou Bolsonaro à Rádio Capital Notícia – Cuiabá/MT, na manhã desta terça-feira (17)

O chefe do Executivo voltou a declarar que “temos que cumprir a lei” e, não pode vetar ou sancionar “qualquer coisa sem responsabilidade”. “Se eu sancionar o que não devo ou vetar o que não posso, estou em curso em crime de responsabilidade”, afirmou.

Apesar da justificativa utilizada por Bolsonaro, não há obrigação por parte da Presidência da República de reajuste mínimo do chamado “Fundão” pela inflação. Se o presidente confirmar o veto à regra aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o valor ficará em aberto.

Segundo determina e legislação, o governo e os parlamentares deverão estabelecer o gasto com as campanhas no ano que vem de acordo com o seguinte cálculo: usar o valor dos impostos arrecadados com o fim da propaganda partidária, calculado em R$ 803 milhões no ano que vem, mais um porcentual não definido da reserva destinada às emendas parlamentares de bancada, cuja somatória deve chegar a R$ 8 bilhões no próximo ano.

Glória Menezes tem alta após internação por covid-19

A atriz Glória Menezes, de 86 anos, teve alta nesta segunda-feira (16), após internação para tratamento contra covid-19. Ela estava internada desde o dia 6 de agosto no Hospital Albert Einstein, na capital paulista.

No período em que ficou no hospital, a atriz teve sintomas leves e realizou tratamento em um quarto. Já seu marido, o ator Tarcísio Meira, que morreu na última quinta-feira (12) vítima de covid-19, chegou a ser internado em unidade de terapia intensiva (UTI).

Tarcísio Meira tinha 85 anos e estava internado, também desde 6 de agosto, devido a complicações da covid-19. O ator recebeu muitas premiações importantes ao longo da carreira e teve grande reconhecimento do público, sendo um dos atores mais conhecidos do Brasil. Ele se casou com Glória Menezes em 1962.