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Pai de argentina ré por injúria racial no RJ é alvo de investigação

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O Ministério Público de Santiago del Estero iniciou uma investigação contra Mariano Páez, pai da advogada argentina Agostina Páez, após a divulgação de um vídeo em que ele simula comportamentos de macaco em um bar. O inquérito foi aberto pela procuradora Victoria Ledesma, diante da repercussão das imagens nas redes sociais.

Na gravação, realizada em um bar na região central da cidade, Mariano imita gestos que sua filha fez no Brasil, situação que resultou em um processo por injúria racial contra funcionários de um estabelecimento carioca. O empresário afirma ter pago a fiança, de R$ 97 mil, que possibilitou o retorno de Agostina à Argentina após sua prisão no Rio de Janeiro.

“Asco do Estado. Sou empresário, milionário e agiota. E narco,” declara Mariano no vídeo.

A apuração busca verificar se houve práticas criminosas relacionadas ao conteúdo do vídeo.

Defesa e alegações de manipulação

Em entrevista, Mariano Páez sugeriu que o vídeo poderia ter sido alterado por inteligência artificial, e disse ter sofrido uma tentativa de extorsão. Ele confirmou sua presença no bar, mas negou envolvimento em atividades ilegais. Após o ocorrido, Agostina se posicionou nas redes sociais, negando qualquer relação com o episódio e ressaltando que não pode ser responsabilizada pelas ações do pai.

“Reconheci meus erros e enfrentei as consequências. Estou focada em me reconstruir,” afirmou a advogada.

Contexto do caso

Em janeiro, Agostina foi filmada fazendo gestos racistas em um bar no Rio de Janeiro, após uma discussão sobre um erro na conta. A Justiça determinou a apreensão de seu passaporte e o uso de tornozeleira eletrônica. Ela foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, e seu pedido de prisão preventiva foi aceito, mas posteriormente revogado.

Após a polêmica, Agostina pediu desculpas publicamente por suas ações.

Matéria completa em: https://www.metropoles.com/mundo/pai-argentina-racismo-alvo-investigacao

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