Prefeito garante a renovação da frota do transporte coletivo de Curitiba

A Prefeitura de Curitiba e o Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) assinaram nesta terça-feira (14/11) um termo de ajuste, para a renovação da frota de transporte coletivo do município e o reequilíbrio econômico e financeiro do contrato entre ambas as partes. O ajuste vai permitir a compra de veículos e acabar com uma disputa judicial, que impedia a modernização do transporte há 4 anos.

O termo de renovação da frota coloca fim a 23 ações judiciais das empresas contra a URBS que tramitavam na Justiça desde 2013, sob a justificativa de desequilíbrio financeiro do contrato, o que impedia a renovação. Com o fim desse questionamento judicial, serão adquiridos o mínimo de 150 novos ônibus por ano até 2020, num total de 450 veículos.

“É uma medida de virtude a construção desse termo de ajuste para acabar com a disputa judicial que impede a modernização do transporte coletivo, reequilibrando a relação com os consórcios de empresas. A judicialização não faz bem ao serviço público e faz mal à população”, disse o prefeito Rafael Greca.

Os primeiros novos ônibus serão 25 biarticulados que entrarão em operação em março de 2018. Os outros 125 ônibus serão entregues ao longo do próximo ano, conforme modelo e linhas a serem definidas pela URBS com os gestores dos consórcios. O termo seguirá para avaliação e homologação da Justiça.

Melhoria dos serviços

Para o presidente do Setransp, Maurício Gulin, o termo de ajuste é o primeiro passo para a melhoria dos serviços do transporte público. “O diálogo que nos faz olhar para frente, construindo medidas mutuamente e não mais de forma unilateral. Curitiba voltará a ser referência em transporte público para o mundo”, disse.

Também participaram do evento a primeira-dama Margarita Sansone, o presidente da Urbs, Ogeny Pedro Maia Neto; a procuradora-geral do município, Vanessa Volpi; a diretora de Urbanização da Urbs, Denise Vilela e o secretário do Governo Municipal, Luiz Fernando Jamur

Reequilíbrio

Atualmente, a frota de Curitiba em circulação é de 1.282 ônibus (frota operante). Existe ainda a frota reserva, totalizando 1.637 veículos. Desde 2013 não há renovação de ônibus, o que provocou um acúmulo de veículos vencidos, que poderia chegar a 660 ônibus da frota operante em 2020. Com o termo de ajuste, o prefeito Rafael Greca estanca o sucateamento e garante a renovação de quase 70% desse total (660 ônibus), ao longo de sua gestão.

O compromisso da renovação gradual foi assumido dentro da realidade financeira suportada pelo Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), para onde vão as receitas (passagens) do transporte e que remunera os pagamentos do sistema. Atualmente o FUC conta com saldo de R$ 42 milhões.

O reequilíbrio do FUC começou no início da gestão do prefeito Rafael Greca. Em 16 de janeiro de 2017 o saldo do FUC era negativo (R$ 5.737.845,40). O reajuste da tarifa de ônibus, em 6 de fevereiro de 2017, foi necessário para esse reequilíbrio, tanto para renovar a frota como para pagar em dia o serviço de operação do transporte coletivo e acabar com as paralisações constantes no sistema.

A URBS ressalta que o transporte coletivo de Curitiba não conta com subsídios, sendo a única fonte de receita a tarifa paga pelos passageiros. “Devemos ter muita cautela e pés no chão para não onerar o sistema. No entanto, se for viável e dentro da sustentabilidade do FUC, no decorrer do tempo até podemos pensar além dos 150 ônibus por ano”, afirma o presidente da URBS, Ogeny Pedro Maia Neto.

A aquisição da frota é feita diretamente pelas empresas com os fabricantes de chassis e carrocerias. O investimento é amortizado pela URBS no prazo de 10 anos, para os ônibus convencionais e 12, no caso dos biarticulados. No fim da vida útil essa frota é revertida ao município, que poderá leiloar os ônibus.

Ajuste

O termo de ajuste é entre Prefeitura, por meio da URBS, e Setransp. Nele, a URBS aceita ser facilitadora do acesso ao crédito pelas empresas para o financiamento dos novos veículos. No caso, a URBS poderá bloquear o pagamento às empresas e transferir o dinheiro aos credores do financiamento.  No termo de ajuste, que será homologado pela Justiça, serão retiradas 23 ações, com exceção daquelas movidas pelas empresas metropolitanas, que não fazem parte do contrato com a URBS (Urbanização de Curitiba S/A) e as da empresa Expresso Azul.

 

Fonte: Prefeitura de Curitiba (Agência de Notícias)

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Vai soltar fogos de artifício em Curitiba? Saiba o que é permitido na cidade

Apenas efeitos visuais, sem estampido. Esse deve ser o cenário das festas de fim de ano em Curitiba, pelo segundo ano consecutivo de vigência da lei que proíbe o uso de fogos de artifício com efeitos sonoros na cidade. O consumidor que estiver pensando em adquirir o material para as comemorações, deve estar atento. 

Podem ser usados na capital paranaense fogos de artifício com efeitos de cores, os ditos luminosos, que produzem efeitos visuais sem tiro (fogos de vista, sem estampido). 

“É importante lembrar que a comercialização de fogos com efeito de tiro não é proibida. As lojas fazem a sua parte orientando o consumidor, que deve estar consciente na hora da compra”, explica o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marcos Traad. 

A orientação por parte do comércio é uma exigência do mais recente decreto que regulamenta a norma. Ações de fiscalização do município vem acontecendo neste caráter informativo, informa a diretora de Pesquisa e Monitoramento da Secretaria do Meio Ambiente, Erica Mielke. 

“As lojas receberam cartazes com as informações para que o consumidor não fique em dúvida”, reforça. Também é necessário que o estabelecimento mantenha o cadastro dos compradores, informando o tipo de produto adquirido, data, local e horário previsto da soltura. 

Esforço conjunto

Além de distribuir os folhetos informativos, manter a legislação visível e orientar o consumidor, a Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifício do Paraná (Aincofapar) criou selos que diferenciam os dois tipos de fogos para facilitar a identificação na prateleira. O verde está presente nos produtos com uso liberado em Curitiba e o vermelho, nos que não podem ser soltos na cidade.

O presidente da entidade, Rodolpho Aymoré Junior, conta que o projeto é piloto e que os selos estão disponíveis aos associados. Ainda de acordo com ele, a Aincofapar tem uma lista para orientar a identificação, conforme a legislação municipal. “É uma espécie de homologação dos ‘fogos ecológicos’ que possuem uma frequência sonora menor e atendem aos requisitos da legislação”, comenta.

Para o consumidor que está na dúvida, Aymoré explica que os fogos sem estampido mantêm a beleza e a plasticidade, sem prejuízo nenhum ao evento. “Com a vantagem de poderem ser utilizados em qualquer cidade do Brasil”, acrescenta e alerta, ainda, para que a compra seja feita, sempre, por maiores de 18 anos, em lojas devidamente autorizadas.

O que diz a lei

As multas para o cidadão que fizer a soltura ou manuseio dos fogos proibidos variam de R$ 400 a R$ 100 mil, conforme a gravidade da infração. O comércio que não cumprir as normas de orientação e cadastro pode ter o alvará cassado.

Selos desenvolvidos para os produtos para facilitar a venda e orientar os consumidores sobre a legislação municipal. Curitiba, 06/12/2021. Foto: Levy Ferreira/SMCS.

A demanda é, principalmente, da proteção animal, mas também beneficia crianças, especialmente aquelas com Transtorno do Espectro Autista, e os idosos, que também sofrem com os barulhos dos fogos.

A lei foi uma proposta da Câmara Municipal, ainda em 2019, com a motivação, em especial, de proteger animais domésticos, a fauna silvestre, bebês e pessoas portadoras de transtornos do espectro autista. Quem flagrar a soltura de fogos com barulho na cidade, deve fazer a denúncia pela Central 156. 

Veja o cronograma da dose de reforço da vacina contra a covid

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) divulga o cronograma da aplicação da dose de reforço da vacina anticovid. Deverão ser atendidas quase 78 mil pessoas que receberam a segunda dose entre 7 e 23 de julho (programação abaixo).

Com o novo cronograma, Curitiba antecipa a dose de reforço em até dez dias para os novos convocados. A decisão segue uma recomendação do Comitê de Técnica e Ética Médica da Secretaria Municipal da Saúde, que considerou a disponibilidade atual de doses em estoques, a chegada de uma nova variante de preocupação aos país (ômicron), além da proximidade das comemorações de festas de fim de ano e viagens.

“A dose de reforço ajuda a manter o sistema imunológico ativo contra a covid-19, o que é fundamental neste momento, considerando a chegada da nova variante e as festas e viagens do fim do ano. Como atualmente temos essas doses em estoque, tomamos a decisão de adiantar o reforço alguns dias para que nossa população fique mais protegida”, afirma a secretária municipal da saúde de Curitiba, Márcia Huçulak.

Os convocados para receber a dose de reforço nesta semana receberam uma mensagem pelo aplicativo Saúde Já até a sexta-feira passada (3/12), avisando que estão elegíveis para retornar aos pontos de vacinação.

Quem não puder comparecer no dia da convocação ou quem está com a dose de reforço em atraso pode buscar os pontos de vacinação, de segunda a sexta-feira. A Saúde tem mantido a repescagem contínua para primeira dose, segunda dose e dose de reforço.

Confirme os endereços

Os locais de vacinação podem sofrer alterações de acordo com o público estimado para receber vacina a cada dia. Antes de procurar uma unidade, confira as que farão a aplicação no site Imuniza Já.

Janssen

Pessoas vacinadas com imunizantes da farmacêutica Janssen ainda não poderão tomar a dose de reforço neste momento. A indicação atual do Ministério da Saúde é que estas pessoas recebam uma outra dose do mesmo imunizante num período entre dois a seis meses após a primeira aplicação. O município ainda aguarda o recebimento de doses para esta convocação.

Orientação para receber a dose de reforço

Para receber a dose de reforço, basta procurar um dos pontos de vacinação da cidade, das 8h às 17h, levar um documento de identificação com foto e CPF.

Quem pode receber a dose de reforço na próxima semana

– Segunda-feira, 6 de dezembro: todos com 18 anos ou mais vacinados com a segunda dose até 14 de julho;
– Terça-feira, 7 de dezembro: todos com 18 anos ou mais vacinados com a segunda dose até 17 de julho;
– Quarta-feira, 8 de dezembro: todos com 18 anos ou mais vacinados com a segunda dose até 20 de julho;
– Quinta-feira, 9 de dezembro: todos com 18 anos ou mais vacinados com a segunda dose até 21 de julho;
– Sexta-feira, 10 de dezembro: todos com 18 anos ou mais vacinados com a segunda dose até 23 de julho.

Outros grupos e repescagens

Os pontos de vacinação também seguem aplicando nos dias úteis:

Primeira dose
– Primeira dose para pessoas com 12 anos completos ou mais;

Segunda dose
– Segunda dose agendada;
– Repescagem de segunda dose de pessoas anteriormente convocadas;

Dose de reforço
– Dose de reforço agendada;
– Repescagem de dose de reforço de pessoas anteriormente convocadas.