Hemepar lança nova versão de aplicativo para auxiliar na doação de sangue

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), em parceria com o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), lançou uma nova versão do Hemogram, aplicativo colaborativo para celular que promove e incentiva a doação de sangue. O app disponibiliza várias informações sobre os critérios para a doação, data para a próxima coleta e, ainda, direciona o usuário para o site de agendamento.

O app está disponível gratuitamente para usuários do sistema Android por meio da Play Store (veja aqui).

O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) em parceria com o Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), lançou uma nova versão do Hemogram, aplicativo colaborativo para celular que promove e incentiva a doação de sangue. – Curitiba, 15/07/2021 – Foto: Hemepar/App Hemogram

O secretário da Saúde, Beto Preto, afirma que o aplicativo é importante para facilitar a doação de forma rápida. “Precisamos criar e reinventar ferramentas para que as pessoas possam cada vez mais ajudar o próximo. Com a nova versão, o usuário tem nas mãos todas as informações para efetivar a doação de forma prática, além de receber notificações que lembram sobre a data agendada. E pode, ainda, traçar a rota até o local da doação”, disse.

De acordo com a diretora do Hemepar, Liana Andrade Labres de Souza, a expectativa é aproximar e fidelizar os doadores. “O aplicativo é um grande incentivo e contribui para o aumento das doações”, afirmou. “Importante lembrar que uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas. Por isso precisamos manter a rotina de doação, lembrar da importância de voltar e manter essa ação periodicamente”.

ESTOQUES 

Com a pandemia da Covid-19, as doações de sangue tiveram uma queda de cerca de 40%, o que impacta diretamente no atendimento aos 384 hospitais públicos, privados e filantrópicos do Paraná que recebem bolsas de sangue e dependem da hemorrede. “Lembramos que mesmo com a pandemia, as outras doenças não pararam, os traumas continuam acontecendo e transfusões continuam sendo necessárias”, enfatizou a diretora do Hemocentro.

 SEGURANÇA

O Hemepar adaptou todo o fluxo de atendimento para trazer segurança na prevenção da Covid-19 na hora da doação. O agendamento é online e o atendimento feito com oito pessoas a cada meia hora para evitar aglomerações, com utilização de álcool gel 70% e profissionais devidamente paramentados.

VACINADO PODE DOAR 

Pessoas imunizadas contra a Covid-19 podem fazer doações de sangue normalmente, desde que aguardem o período estipulado para cada tipo de vacina. A CoranoVac, da Sinovac/Butantan, estabelece um prazo de 48 horas após a aplicação para que o cidadão possa fazer doação de sangue. A AstraZeneca/Fiocruz, a Pfizer/Comirnaty/BioNtech e a Janssen pedem o intervalo de sete dias para a doação.

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Anvisa suspende autorização de importação da vacina Covaxin

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu cautelarmente a autorização excepcional e temporária para importação e distribuição da vacina Covaxin, usada contra a covid-19. A decisão foi tomada hoje (27), em Brasília, de forma unânime pela diretoria colegiada da agência. A solicitação de importação foi feita pelo Ministério da Saúde.

Em nota, a Anvisa informou que a decisão foi tomada após ter sido comunicada pela empresa indiana Bharat Biotech que “a Precisa Medicamentos não possui mais autorização para representar a Bharat, fabricante da vacina Covaxin no Brasil”. 

Segurança jurídica e técnica

Ainda segundo a agência, a medida prevalecerá até que “sobrevenham novas informações que permitam concluir pela segurança jurídica e técnica” da manutenção da deliberação que autorizou a importação.

Relator da matéria, o diretor Alex Machado Campos disse que a perda de legitimidade da Precisa Medicamentos para atuar junto à Anvisa pode influenciar no cumprimento dos requisitos e condicionantes da importação. 

“A decisão levou em conta ainda notícias de que documentos ilegítimos podem ter sido juntados ao processo de importação, o que pode impactar as conclusões quanto aos aspectos de qualidade, segurança e eficácia da vacina a ser utilizada na população nacional”, concluiu a Anvisa.

Covid: Brasil tem 60% da população imunizada com a primeira dose

Com a vacinação de mais de 96 milhões de brasileiros contra a covid-19 com, pelo menos, a primeira dose do imunizante, o número de casos e de óbitos pela doença caíram cerca de 40%, em um mês, de acordo com dados do LocalizaSUS, plataforma do Ministério da Saúde.

Os números consideram a média móvel de casos e mortes de 25 de junho a 25 de julho deste ano. No caso das mortes, a queda é de 42%: passou de uma média móvel de 1,92 mil para 1,17 mil, no período. O número de casos caiu para 42,77 mil na média móvel de domingo (25), o que representa redução de 40% em relação ao dia 25 de junho, segundo o Ministério da Saúde.

Vacinas

O Brasil ultrapassou a marca de 60% da população vacinada com, pelo menos, uma dose de vacina contra a covid-19. Nessa situação já são mais de 96,3 milhões de brasileiros, dos 160 milhões com mais de 18 anos. Apesar da boa marca de primeira dose, segundo dados do vacinômetro do Ministério da Saúde, o número de pessoas com ciclo de imunização completo, ou seja, que tomaram duas doses da vacina ou a dose única é de 37,9 milhões de pessoas. Para que as vacinas sejam de fato eficazes, as autoridades de saúde alertam que é necessário que as pessoas tomem as duas doses. “A medida reforça o sistema imunológico e reduz as chances de infecção grave, gravíssima e, principalmente, óbitos em decorrência da covid-19”, destaca o Ministério.

Ainda segundo balanço da pasta, das 164,4 milhões de doses enviadas para os estados, 81,5 milhões são da AstraZeneca/Oxford, 60,4 milhões são da CoronaVac/Sinovac, 17,8 milhões de Pfizer/BioNTech e 4,7 milhões da Janssen, imunizante de dose única. “Todas as vacinas estão devidamente testadas, são seguras e têm autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para serem aplicadas nos braços dos brasileiros”, destacou o Ministério.

Novas doses

Até o fim de 2021, a expectativa é de que mais de 600 milhões de doses de imunizantes contra o novo coronavírus, contratadas por meio de acordos com diferentes laboratórios, sejam entregues ao Programa Nacional de Imunizações. Somente para o mês de agosto, a previsão é de que a pasta receba, pelo menos, 63 milhões de doses.

Produção local

A partir de outubro, o Brasil deve entrar em uma nova fase em relação à vacinas contra a covid-19 com a entrega das primeiras doses 100% nacionais. É que o Brasil assinou um acordo de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) que permitirá a produção nacional do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina de covid-19. Atualmente, o Brasil só produz vacina com o IFA importado.