PM cumpre 14 mandados de prisão de envolvidos em roubos de cargas em Curitiba e Região

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) cumpriu nesta quarta-feira (28) 14 mandados de prisão (quatro de pessoas que já estão no sistema penitenciário), apreendeu cinco armas de fogo e outros materiais, como um bloqueador de sinal rastreador de veículo. Os resultados são da Operação Kemuri, deflagrada para desmantelar uma organização criminosa envolvida com roubos de cargas em Curitiba e nos municípios da Região Metropolitana. Também foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão.

Durante a operação foram presas mais duas pessoas que tinham mandados de prisão em aberto, que não fazem parte desta ação. Também foram apreendidos 16 celulares, três televisores, três HDs, cerca de R$ 5,1 mil em dinheiro e oito pés de maconha. Em um dos pontos abordados os policiais militares localizaram um bloqueador de sinal rastreador de veículo, utilizado nos roubos.

Segundo o subcomandante-geral da PM, coronel Rui Noé Barroso Torres, o batalhão estava desde agosto do ano passado reunindo informações sobre a atividade criminosa. A operação desta quarta complementa uma primeira edição da Operação Kemuri, de 2020.

“No andamento das investigações constatamos cerca de 20 roubos praticados por esse grupo”, afirmou. “Os levantamentos feitos apontavam que as ações ocorriam na Região Metropolitana de Curitiba, mas como as investigações prosseguem por parte da Polícia Judiciária podem ser constatados outros crimes e ramificações do grupo em outros municípios e até em outros estados”.

Ainda segundo o coronel, o grupo tinha preferência no roubo de cargas de cigarros e eletroeletrônicos, tanto que alguns objetos dessas categorias foram encontrados nos pontos de apreensão. “A escolha por esses produtos se dava pela possibilidade de comercialização no mercado ilegal e na rápida atuação de receptores”, acrescentou o coronel.

Um dos crimes recentes creditados ao grupo ocorreu na última semana. Nesta situação, foi recuperada uma carga de cigarros que tinha sido roubada no bairro Alto da Glória, em Curitiba. Quatro suspeitos foram encontrados com o produto em uma casa na cidade de Piraquara.

O coronel Barroso explicou que os suspeitos tinham diversas formas de abordagem às vítimas. “Utilizavam estratégias para que se tornassem alvos mais fáceis como, por exemplo, jogar óleo na pista, falso bloqueio, obstáculos na rodovia para o condutor reduzir a velocidade ou até parar. Também tivemos casos de abordagem a vítimas no estacionamento de postos de combustíveis”, destacou.

CONFRONTOS 

Durante o cumprimento dos mandados judiciais nesta manhã, em dois locais houve reação por parte dos suspeitos. A primeira ocorrência envolveu uma equipe do Choque no bairro Atuba, em Pinhais. “O suspeito reagiu à abordagem e disparou contra a equipe. No revide dos policiais ele foi ferido, sendo acionado o Siate, que constatou o óbito do cidadão”, explicou o comandante do Bope, major Marcio Antônio Machado Pereira.

Em outra abordagem, em Piraquara, também houve reação de um homem e uma mulher. “O homem estava com mandado de prisão expedido para cumprimento nesta operação e, quando as equipes chegaram ao local, ele reagiu e houve confronto. Nesta situação duas armas foram apreendidas”, acrescentou o major Machado.

RECONHECIMENTO 

O diretor-executivo da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar), Manoel Jorge dos Santos Neto, agradeceu a ação da Polícia Militar com a Operação Kemuri. Ele salientou que a malha rodoviária estadual é essencial para o desenvolvimento econômico do Estado e, por isso, a importância das ações da segurança pública.

“O transporte rodoviário de cargas do Paraná corresponde hoje a 19% de toda circulação da riqueza em nosso País e isso é algo impressionante associado aos valores econômicos obtidos. Estamos batendo recordes constantes de transporte de cargas, principalmente no caso de grãos para o Porto de Paranaguá”, disse.

Ele foi até o Quartel do Comando-Geral da PM para agradecer pela operação. “Não podemos deixar de contar com os serviços dos órgãos de segurança pública. Para nós é uma satisfação muito grande poder acompanhar todo o trabalho da Polícia Militar, que nos auxilia constantemente, principalmente na segurança de nossos motoristas que estão nas estradas”, afirmou.

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Ciclista que foi vítima de assédio tem bicicleta furtada no Paraná

Como se já não bastasse ter sido vítima de um caso de assédio, em Palmas, no interior do Paraná, a ciclista Andressa Lustosa ainda teve a bicicleta furtada nesta quinta-feira (30). Ela compartilhou a situação em seu perfil no Instagram.

“Apesar de tudo o que aconteceu ainda roubaram minha bicicleta”, escreveu a ciclista na publicação, além de pedir ajuda à população da cidade para encontrar a bicicleta.

Em outra postagem, Andressa afirma ter encontrado marcas de pegadas no vaso de flor da mãe e acredita que o furto tenha acontecido durante a madrugada. A bicicleta furtada é uma GTS Aro 26, de cor cinza.

O caso

A ciclista e estudante de direito Andressa Lustosa, de 25 anos, foi assediada enquanto andava de bicicleta. O momento foi capturado por câmeras de segurança e compartilhado por Andressa em suas redes sociais.

Reprodução

Nas imagens, a jovem anda de bicicleta por uma via quando o passageiro de um carro coloca o braço para fora e a apalpa. Ela se assusta e cai.

O carona e o motorista do carro envolvido no assédio estão presos preventivamente e ambos responderão pelos crimes de importunação sexual e lesão corporal qualificada.

Repercussão

Após o episódio, que teve repercussão nacional, Andressa ganhou mais de 100 mil seguidores nas redes sociais. O vídeo que mostra o momento em que o assédio aconteceu já tem mais de 5 milhões de visualizações.

O inquérito policial sobre o caso deve ser concluído amanhã (01) ou até o início da semana que vem.

Grupo furtava prédios comerciais de Curitiba com treinamento ao estilo La Casa de Papel, da Netflix

Assim como na série La Casa de Papel, exibida pela Netflix, um grupo muito preparado foi detido na manhã desta terça-feira (28), em Curitiba e região metropolitana de Curitiba.

O grupo é suspeito de pelo menos 13 furtos em prédios comerciais, no Paraná e em Santa Catarina.

Os integrantes tinham treinamento de escalada e rapel e usavam cordas e até uma serra elétrica para praticar os furtos. Um crime organizado como a série espanhola, criada por Álex Pina, sucesso na plataforma de streaming.

Se na série os assaltos planejados pelo Professor tinham como alvos a Casa da Moeda Real da Espanha e outro no Banco Central da Espanha, no Paraná e Santa Catarina os alvos eram edifícios comerciais.

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu na manhã desta terça 23 ordens judiciais, sendo10 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão.

“Essa quadrilha já age em Curitiba e região há mais de um ano e meio. Eles geralmente entram nesses prédios comerciais escalando. Nós apreendemos uma grande quantidade de materiais de escalada e rapel. Eles procuram subtrair celulares, computadores, notebooks, cartões corporativos, dinheiro”, disse o delegado Marcelo Magalhães, da Delegacia de Furtos e Roubos, em entrevista à Banda B.

Djalma Malaquias/ Banda B

Assim como na série, o grupo usava de artifícios para dificultar o serviço investigativo. Além de máscaras similares de La Casa de Papel, eles pintavam as câmeras de segurança com tinta em spray para que as imagens dos furtos não fossem registradas pelos equipamentos de segurança.

Na série da Netflix cada membro tem sua especialidade. No grupo que agia no Paraná e Santa Catarina não era diferente.

“Eles faziam um levantamento do lugares e estudam a melhor maneira para entrar nos locais. Temos a informações que dois deles trabalhavam com pintura de prédios e isso pode ter dado algum know-how para esses indivíduos praticarem esse tipo de furto”, explicou o delegado.

Segundo Magalhães, um dos locais em que grupo tentou cometer o furto era um escritório de uma deputada federal. No entanto, o assalto ao escritório da parlamentar foi frustrado.

Informações Banda B