O Dia das Mães, comemorado no segundo domingo de maio no Brasil, é uma data emblemática, associada simbolicamente às flores, especialmente as rosas. Em 2023, o estado do Paraná se destacou no cultivo deste tipo de flor, com a colheita de 265,8 mil dúzias em dez municípios, refletindo um crescimento no setor de floricultura.
Mercado de Floricultura em Ascensão
O engenheiro agrônomo Paulo Andrade, em um Boletim de Conjuntura Agropecuária do Departamento de Economia Rural (Deral), destaca que, embora a floricultura ainda não esteja amplamente desenvolvida no Paraná, há um aquecimento do mercado, alinhando-se com as demandas do Brasil. O relatório semanal analisa as culturas agrícolas e, neste contexto, as rosas têm ganhado destaque nas vésperas do Dia das Mães.
Em termos financeiros, o setor de floricultura no Paraná gerou R$ 249,6 milhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em 2023, representando um aumento de 15,2% em comparação aos R$ 216,7 milhões do ano anterior. Os gramados e plantas ornamentais perenes lideram a produção, com 72,1% de participação.
Produção e Desempenho das Rosas
As flores como orquídeas, crisântemos e roseiras constituem 16,1% da produção de floricultura no estado, com as rosas representando 1,8% do total da floricultura e 8,6% das flores cultivadas. Em 2023, a comercialização de roseiras ocorreu em dez municípios, resultando em uma renda bruta de R$ 4,5 milhões.
A região de Maringá é referência na produção de rosas, respondendo por 66,2% da coleta estadual. Marialva destaca-se como o principal produtor, com 100 mil dúzias e uma receita de R$ 1,7 milhão, ou 37,6% do total. Campo Mourão, com o município de Araruna, soma 30,1% da produção ao cultivar 80 mil dúzias.
Variações na Produção Nos Últimos Anos
Nos últimos dez anos, a produção de rosas para corte no estado apresentou variações. Em 2014, foram cortadas 340,1 mil dúzias, enquanto o último balanço aponta uma coleta de 265,5 mil dúzias, o que representa uma redução de 21,8%. O ápice ocorreu em 2017, com 950,1 mil dúzias, enquanto 2021, durante a pandemia, viu uma queda para 168,5 mil dúzias.
O VBP real mantêm-se estável na última década, com uma leve baixa de 0,5%. Na floricultura ampla, o VBP cresceu 8,1% de R$ 230,87 milhões para R$ 249,65 milhões neste mesmo período.
Outras Culturas em Destaque no Paraná
Sorgo-Vassoura
A produção do sorgo-vassoura (Sorghum bicolor) também é relevante, ainda que tenha diminuído nos últimos anos. A cultura ocupa 2,1 mil hectares em 162 municípios, gerando 4,7 mil toneladas em 2024, com um VBP de R$ 69,7 milhões. As regiões de Maringá, Toledo, Londrina e Jacarezinho concentraram 74,1% da produção.
Soja
As exportações brasileiras do complexo soja, que inclui grão, farelo e óleo, somaram 27,87 milhões de toneladas no primeiro trimestre de 2025, um leve aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. O Paraná exportou 3,37 milhões de toneladas, apresentando uma queda de 18,7%, refletindo uma menor demanda da China, que representa 63% do total exportado pelo estado.
Feijão
A colheita da segunda safra de feijão alcançou 22% da área plantada, resultando em mais de 120 mil toneladas em abril. Apesar dos problemas de produtividade, especialmente do feijão preto, os preços caíram, com os produtores recebendo em média R$ 140,20 por saca, o que representa uma queda de 16% em relação ao mês anterior.
Leite
Com a chegada do frio, os preços dos lácteos no Paraná subiram. Em abril, os produtores receberam R$ 2,87 por litro de leite, aumento de 2,3% em relação ao mês anterior, resultando em uma alta de 20% nos últimos 12 meses. O leite longa vida, principal produto do setor, teve um aumento de 4,5% em média, custando R$ 5,27.
Suínos
O estado registrou 28.320 empregos formais em frigoríficos de abate de suínos até 31 de dezembro de 2024, um aumento de 2,1% em relação ao ano anterior. Paraná apresentou o maior crescimento absoluto no número de vínculos formais na criação de suínos, com 5.431 empregos, mostrando um aumento de 3,7% em comparação ao ano anterior.
Ovos e Frangos
O preço do ovo tipo grande subiu para R$ 179,82 por caixa de 30 dúzias em abril, um aumento significativo de 28,5% em relação a janeiro. O preço do frango vivo também subiu, atingindo R$ 5,07/kg, refletindo um aumento de 13,7%. No atacado, o preço do frango resfriado manteve-se estável, enquanto no varejo houve variações em preços de cortes específicos.
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