O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou nesta quarta-feira (4) um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à pejotização nas relações de trabalho. A postura do procurador poderá influenciar a análise da legalidade desse formato de contratação, que envolve a formalização de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJ). Esta abordagem é frequentemente criticada por ser vista como uma forma de contornar a legislação trabalhista.
Mudanças na Análise de Contratos
Além de se manifestar a favor da pejotização, Gonet sugeriu que a Justiça comum seja a responsável por avaliar a validade dos contratos entre prestadores de serviços e empresas, especialmente em casos de possíveis fraudes que busquem evitar o cumprimento de direitos trabalhistas. Atualmente, as disputas sobre alegações de fraudes são direcionadas automaticamente à Justiça trabalhista.
Legalidade da Pejotização em Questão
A manifestação do procurador foi motivada por um processo no STF que discutirá a legalidade da pejotização. Essa prática tem sido amplamente debatida, com muitos argumentando que ela serve para fraudar garantias trabalhistas. Gonet, no entanto, destacou que o STF já havia validado a pejotização anteriormente, afirmando que sua mera existência não configura fraude trabalhista.
Defesa da Competência das Justiças
“O parecer é pelo reconhecimento da constitucionalidade da contratação por formas alternativas distintas da tradicional relação de emprego, bem como da competência da Justiça comum para decidir sobre a existência, a validade e a eficácia de contratos civis/comerciais de prestação de serviços”, declarou Gonet.
Situação Atual dos Processos
No ano passado, o ministro Gilmar Mendes, que é relator do caso, suspendeu todas as ações em tramitação no país relacionadas à pejotização. Os processos só poderão seguir em frente após a decisão do STF sobre a questão, cuja data de julgamento ainda não foi definida.
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