No Inverno, viroses podem ser confundidas com gripes ou até com Covid-19

Desde o início do outono e durante o inverno, a procura por atendimento médico aumentou. Entre os sintomas manifestados pelos pacientes, estão tosse seca ou com catarro, espirros, coriza, dor de cabeça, congestão nasal, dor de garganta, febre e dificuldade para respirar. Apesar dos sintomas serem comuns entre os pacientes, as causas para eles são diversas. Inúmeras viroses podem ser confundidas com gripes ou até com a Covid-19. De acordo com o boletim Infogripe, da Fiocruz, de 06 de julho de 2022, houve um crescimento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas seis semanas. Para detectar com precisão o problema, identificar o agente causador da infecção e poder contar com um diagnóstico correto, testes de laboratório são aliados dos médicos e pacientes. 

Marta Fragoso, infectologista do Hospital VITA, de Curitiba (PR), explica que, como as etiologias são variadas, podendo ser a influenza (gripe), rinovírus (resfriado), vírus sincicial respiratório (bronquiolite), Sars-CoV-2 (Covid-19), além de algumas bactérias como o pneumococo (pneumonia) e meningococo (meningites), há necessidade de exames clínicos e laboratoriais para o diagnóstico e tratamentos corretos. “Os exames como hemograma, Raio-X de tórax, pesquisa em secreção respiratória dos diversos agentes etiológicos por meio de painel molecular e rigoroso exame físico são fundamentais para o bom desfecho clínico”, explica. 

O ID8 – Inovação em Diagnóstico é um laboratório focado no diagnóstico molecular com entrega rápida. Oferece resultados em poucas horas depois do recebimento da amostra e faz isso de domingo a domingo. Por meio dos diagnósticos, os pacientes passam a contar com a oportunidade de ter acesso a um tratamento mais direcionado contra a doença, facilitando o trabalho da equipe médica e tornando os tratamentos mais assertivos e qualificados.

Rodrigo Faitta Chitolina, supervisor de laboratório e responsável técnico do ID8, reforça que a rapidez na detecção das doenças é fundamental para o médico ter a chance de mudar para um melhor desfecho clínico as infecções respiratórias, além de diminuir a transmissão das doenças. “Também é importante ressaltarmos, que estamos sujeitos não apenas a vírus causadores de infecções respiratórias, mas também a vírus, bactérias e patógenos em geral, causadores de outras enfermidades, muitas vezes, de difícil diagnóstico quando avaliado apenas a parte clínica. Nesse cenário, o ID8 trabalha com exames em formatos de painéis moleculares, nos quais, a partir de uma única amostra, é possível fazer o diagnóstico de mais de um patógeno, com o grande diferencial que todos os laudos são liberados com no máximo 24 horas após recebimento no laboratório”, explica.

Os painéis respiratórios moleculares do ID8 Diagnóstico detectam, além do SARS-CoV-2, diversos vírus associados a doenças respiratórias. Um dos que têm causado grande preocupação, tanto devido a síndromes respiratórias, e mais recentemente, devido a casos de hepatite aguda grave, é o adenovírus. Todos podem ser simultaneamente detectados, a partir de uma única amostra, por meio dos exames de Painéis Respiratórios do ID8 Diagnóstico. “A rapidez na detecção é fundamental para o médico ter a chance de mudar para um melhor desfecho clínico as infecções respiratórias, além de diminuir a transmissão das doenças. Outro ponto importante a ser ressaltado é de que o conhecimento de quais os patógenos que acometem o paciente permitem, além de uma melhora no manejo clínico”, complementa a Dra Lisandra Maba, Business Partner em Processos Laboratoriais e Assessoria Científica.

Importância da prevenção

Marta Fragoso, infectologista do Hospital VITA, pontua que a prevenção ainda é o melhor remédio. Para isso, algumas dicas precisam ser sempre levadas em conta: 

– Higienização das mãos frequentemente com água e sabão ou com álcool 70%, principalmente após tocar qualquer superfície;

– Evitar tocar os olhos, nariz e boca antes de higienizar as mãos;

– Utilizar máscara em ambientes fechados, em ambientes de assistência à saúde e se estiver com sintomas de doenças respiratórias;

– Manter os ambientes arejados;

– Completar o esquema vacinal para todas as doenças com vacinas disponíveis;

– Cumprir o isolamento recomendado para as doenças respiratórias.

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esquisa indica que pacientes com alinhadores transparentes têm melhor saúde bucal, em comparação com quem usa braquetes

Um estudo publicado pela National Library of Medicine apresentou o impacto na saúde bucal de pacientes em tratamento com alinhadores ortodônticos transparentes em comparação aos aparelhos fixos. Segundo a análise, os pacientes que utilizam alinhador apresentaram um nível menor de acúmulo de placa e menor profundidade de sondagem, em relação a quem usa braquetes. 

Além disso, o estudo verificou que a presença de algumas bactérias, como S.mutans, foi inferior em pessoas que fazem tratamento com os alinhadores. Dessa forma, o estudo mostra que, após um curto período de tratamento ortodôntico, é possível verificar que pacientes com alinhadores transparentes têm uma melhor saúde bucal. Para a cirurgiã-dentista e especialista da ClearCorrect, Caroline Aranalde , o alinhador facilita a escovação, melhorando significativamente a saúde da boca. “Os braquetes dificultam a higienização dos dentes. Consequentemente, há maior tendência de doenças bucais, além de facilitar a entrada de bactérias”, explica. 

Ainda de acordo com a dentista, o paciente que utiliza braquetes precisa estar ainda mais atento com a saúde bucal, justamente por conta desse possível acúmulo de bactérias. “A indicação é higienizar os dentes sempre após se alimentar, utilizar fio dental e ir ao dentista frequentemente, tanto para quem utiliza aparelho fixo quanto para pacientes de alinhadores transparentes”, orienta. Mas quem utiliza braquetes precisa redobrar a atenção na escovação. “O procedimento com braquetes dificulta a escovação e pode levar a um maior acúmulo de placas. Dessa forma, os pacientes devem cuidar ainda mais para evitar cáries e outras doenças bucais”, conclui Caroline. 

Alinhadores transparentes e impacto na saúde bucal

Praticidade, melhor aparência e facilidade na escovação foram alguns dos motivos que levaram a estudante Lana Schroeder, de 16 anos, a optar pelo alinhador transparente. Ela já havia utilizado o aparelho fixo por dois anos. Porém, pela demora do tratamento e pela estética, Lana preferiu tirar os braquetes e alinhar os dentes com outro procedimento. “O braquete machucava e projetava muito os meus lábios, então troquei para os alinhadores pela praticidade, por ser quase imperceptível e no meu caso, mais previsível para a correção dos dentes”, comenta. 

A estudante afirma que, além de facilitar a escovação, o tratamento com os alinhadores da ClearCorrect não machuca os lábios como os braquetes, deixa os dentes alinhados em menos tempo, e também a dor é menor do que a causada pelo aparelho fixo. “A limpeza é bem melhor, pois os alinhadores podem ser retirados a qualquer momento, como se não houvesse aparelho algum”, destaca Lana.

Conscientização sobre a importância do leite materno fez crescer o número de crianças amamentadas no Brasil

No mês de agosto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove a campanha em prol do incentivo à amamentação. O leite materno é considerado um dos alimentos mais saudáveis do mundo e, segundo a OMS e o Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef), salva cerca de 6 milhões de vidas todos os anos, por meio da amamentação.

Segundo o Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019) o Brasil melhorou os índices de amamentação nos últimos 34 anos. Os números subiram de 2,9% para 45,7%, isso significa que quase metade das crianças brasileiras são amamentadas até 1 ano e 4 meses. No entanto, muitas mulheres possuem dificuldade na hora de amamentar. E este cenário é percebido já nas maternidades, quando acontecem as primeiras tentativas de introduzir o leite materno para o recém-nascido.

Para a técnica de enfermagem Maria Iranete, que atua no Hospital Santa Cruz/Rede D’Or auxiliando mulheres nas primeiras amamentações após o parto, é preciso mais orientação. “Antes de proporcionar esse apoio específico, muitas mães relatavam dificuldades para que o bebê aceitasse a alimentação. Entendendo que essa é uma fase que demanda técnica, tempo e paciência, o hospital disponibilizou o apoio para que os primeiros dias de interação entre mãe e filho sejam tranquilos e de aprendizado”, comenta.

De acordo com a OMS o aleitamento materno reduz em 13% o risco de morte nos primeiros anos de vida. “A amamentação é essencial para o desenvolvimento e saúde do bebê, já que colabora para a formação do sistema imunológico e oferece a quantidade necessária de nutrientes para cada fase de seu crescimento. Sabendo disso, incentivamos medidas para estimular o aleitamento materno desde o primeiro momento de vida do bebê”, destaca o pediatra do Hospital Santa Cruz/Rede D’Or, Ênio Luís Torricillas.

A recomendação é que os bebês de até seis meses sejam alimentados exclusivamente pelo leite materno e até os dois anos em conjunto com outros alimentos. Maria esclarece que a amamentação logo nos primeiros meses de vida é muito importante para a saúde do bebê. “Por meio da amamentação, o recém-nascido recebe anticorpos com o colostro [primeiro leite produzido pela mãe], considerado uma vacina natural e que também auxilia na coordenação orofacial do bebê, devido à sucção do seio materno”, conta.

Para as mães que estão se aproximando do parto, a técnica de enfermagem compartilhou dicas para auxiliá-la nesta fase que gera tantas incertezas. “O primeiro passo para amamentar o bebê é se posicionar confortavelmente. Prepare um local em que possa sentar e segurar o bebê da maneira correta: com o recém-nascido alinhado, sem estar virado ou dobrado, o que pode causar desconforto. O bebe deve ser acomodado de frente para a mama, com o nariz apontando para o mamilo, e o queixo encostando no peito”, descreve.

Durante a amamentação, o conselho da especialista é massagear as mamas. “Essa prática facilita a pega do bebê e também ajuda a evitar lesões ou fissuras mamilares”, ressalta.  Em relação aos seios da mãe, Maria orienta passar um pouco do próprio leite nos mamilos, para mantê-los hidratados.

Quando o assunto é a dieta materna, também surgem muitas dúvidas. “Durante a amamentação, não se deve ingerir bebidas alcoólicas, temperos industrializados e condimentos muito fortes. A alimentação saudável é sempre a melhor dica. Neste período, também é preciso ter uma grande ingestão de água para manter a produção de leite”, aconselha.

A técnica de enfermagem ainda lembra que é muito importante verificar se há a produção de leite na quantidade necessária e se o bebê está fazendo a pega correta. “É preciso tranquilidade e paciência. A amamentação é um ato de dedicação e o bebê evolui a cada mamada”, finaliza.

Sobre o Hospital Santa Cruz

Fundado em 1966, o Hospital Santa Cruz está localizado no bairro Batel, em Curitiba (PR), e, desde junho de 2020, é unidade integrante da Rede D’Or São Luiz – maior rede de hospitais privados do país com atuação no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Maranhão, Bahia, Sergipe e Paraná. O Hospital Santa Cruz é considerado um centro de alta complexidade no atendimento das áreas de Oncologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Neurologia, Ortopedia, Pronto-Atendimento e Maternidade. Com estrutura e equipe multidisciplinares, equipamentos de última geração e um moderno centro cirúrgico, oferece cuidado de alta qualidade centrado no paciente, segurança assistencial e humanização do atendimento. É reconhecido com o selo de Acreditação com Excelência Nível III, entregue pela ONA, sendo a instituição acreditada nesta categoria por mais tempo no Estado. Mais informações em www.hospitalsantacruz.com <http://www.hospitalsantacruz.com/> .

Sobre a Rede D’Or São Luiz

Fundada em 1977, a Rede D’Or São Luiz é a maior rede privada de cuidados integrados em saúde do Brasil. O grupo conta atualmente com 69 hospitais e marca presença em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Sergipe, Ceará e Bahia. São cerca de 9 mil leitos operacionais, 60 mil colaboradores e 87 mil médicos credenciados, que realizaram aproximadamente de 2,7 milhões de atendimentos de emergência, 256 mil cirurgias, 39,8 mil partos e 523 mil internações nos últimos 12 meses.