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Perita Brasileira Aponta Desafios e Avanços nos Direitos das Pessoas com Deficiência

No final de agosto, a perita do Comitê da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, Mara Gabrilli, participou da 33ª sessão do Comitê em Genebra. Durante o encontro, Gabrilli destacou a importância de priorizar as necessidades das pessoas com deficiência na elaboração de políticas públicas, reafirmando que “ninguém deve ser deixado para trás”.

Diálogo Internacional e Direitos Humanos

A senadora brasileira Mara Gabrilli teve um papel ativo nas discussões com representantes de diversas nações, incluindo a Coreia do Norte. Um dos temas abordados foram relatos de intervenções médicas realizadas em pessoas com deficiência sem seu consentimento. Gabrilli enfatizou que as pessoas com deficiência também são titulares de direitos humanos.

Além disso, a perita abordou os desafios enfrentados por essa população em situações de emergências climáticas, ressaltando que as comunidades vulneráveis, como as nas ilhas de Kiribati e Maldivas, são as mais afetadas em desastres naturais. Para Gabrilli, é essencial que os protocolos de emergência considerem a inclusão de todas as pessoas.

Tratado Global sobre Plásticos

Outro assunto relevante na sessão foi a negociação do Tratado Global sobre Plásticos. Gabrilli defendeu que as discussões devem contemplar todo o ciclo do plástico, desde a fabricação até o descarte, e incluir a justiça ambiental. Ela observou que o verdadeiro desenvolvimento ocorre quando se leva em conta as comunidades mais vulneráveis, que, muitas vezes, sofrem os impactos da poluição plástica de forma desproporcional.

Até 12 milhões de toneladas métricas de plástico entram no oceano todos os anos — o equivalente a um caminhão de lixo a cada minuto.

The Ocean Story/Vincent Kneefel

Até 12 milhões de toneladas métricas de plástico entram no oceano todos os anos — o equivalente a um caminhão de lixo a cada minuto.

Impacto da Experiência Internacional no Brasil

Mara Gabrilli destacou que a interação com países de realidades diversas fortalece sua atuação no Senado brasileiro. Eleita para o Comitê da ONU em junho de 2024, sua nova missão se estende até 2028, marcando sua segunda participação no órgão — a primeira foi em 2018.

Durante os encontros, Gabrilli se convenceu da necessidade de considerar as pessoas com deficiência como protagonistas e cidadãos de igual valor em todo o mundo. Para ela, tanto em seu trabalho no Senado quanto na ONU, seu objetivo é “lutar para que ninguém seja invisível”.

*Afonso Vilas Boas é estagiário da ONU News sob supervisão da redação.

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