Parceria com Itaipu prevê investimentos de cerca de R$50 milhões em segurança pública no Paraná

Considerado importante polo econômico e agroindustrial pela localização estratégica e pela fronteira com Argentina e Paraguai, e divisa com os estados do Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, os quais são rotineiramente utilizados pelo crime organizado, o Oeste paranaense está ganhando um reforço na estrutura de Segurança Pública. A conquista se dá com apoio da Itaipu Binacional e pode envolver investimentos de cerca de R$ 50 milhões.

O objetivo é ampliar as atividades voltadas tanto à atuação preventiva contra a criminalidade quanto o suporte para os profissionais que trabalham com investigações e execução penal. O principal foco da parceria é construir melhores estruturas para os profissionais e para o cidadão.

Estão em tratativas projetos de construção, reformas e ampliações de unidades das instituições vinculadas à Secretaria, além da aquisição de veículos especializados para fortalecer a atuação do Corpo de Bombeiros. “Temos uma parceria excelente com Itaipu. Esses projetos fortalecerão a proteção da sociedade”, disse o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Segundo o diretor-geral brasileiro da Binacional, João Francisco Ferreira, a segurança pública é fundamental para o desenvolvimento regional e, por isso, continuará tendo o apoio da Itaipu. “Temos vários convênios firmados com os órgãos de segurança estaduais, mas também com as Forças Armadas, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. Já colhemos bons resultados com o aumento da segurança em nossa região. Por isso, a intenção é continuar mantendo os apoios dentro de nossa possibilidade. Seguimos juntos nessa batalha para consolidar a segurança pública”, afirmou.

Parceria e trabalho integrado são alguns dos principais pontos destacados pelo secretário de Segurança Pública, Romulo Marinho Soares. “O diálogo é fundamental para os ajustes dos projetos que estão nascendo em Foz do Iguaçu e região. Por isso, é preciso entender a realidade dos locais onde estão sendo aplicadas as obras e é necessário estar sempre presente para verificar o andamento para que as ações não parem”, acrescentou.

PROJETOS 

O aporte financeiro da Itaipu tira do papel projetos e obras relacionadas à Segurança Pública no Oeste e, a médio e longo prazos, mudará o cenário da região. Dos cerca de R$ 50 milhões previstos com a parceria, cerca de R$ 22 milhões devem ser aplicados na construção de uma Companhia do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) em Guaíra, na modalidade concorrência pública, prevista para junho. O local permitirá maior flexibilidade das equipes policiais para combater o crime organizado com operações, prisões e apreensões.

Outro ponto tratado com atenção é o fortalecimento de ações integradas entre as instituições da Secretaria da Segurança Pública em busca de melhores resultados. Além de fomentar operações e atividades conjuntas, será criado um Centro Integrado das Polícias em Foz para facilitar o atendimento ao cidadão em um mesmo lugar e permitir ações otimizadas pelas equipes policiais. O investimento da Itaipu nesta obra, após aprovação dos projetos, deverá ser em torno de R$ 2,6 milhões. Os projetos foram doados e estão em fase de aprovação pela Prefeitura de Foz do Iguaçu.

A Segurança Pública e a Itaipu, preocupadas em buscar meios para otimizar o andamento dos projetos e canalizar recursos, conta com parcerias com outras entidades, como é o caso da Associação dos Funcionários e Amigos da Polícia Civil de Foz do Iguaçu (AFAPC). Neste sentido, estão em andamento as tratativas para viabilizar a construção da Delegacia da Mulher e do Instituto de Identificação em Foz do Iguaçu. O terreno onde ficarão as unidades fica na região Central da cidade, já foi doado pela prefeitura e vai favorecer o atendimento à população. A obra, que terá investimento de aproximadamente R$ 1,7 milhão, está em fase de validação dos projetos.

Ampliações e reformas das unidades já existentes também estão em pauta. A Base Náutica de Entre Rios do Oeste, ponto estratégico para as operações da Polícia Militar no Rio Paraná, receberá investimentos para a reforma do espaço assim que houver a assinatura de convênio entre a Itaipu e o Governo do Estado, mesma condição da reforma de 20 delegacias da Polícia Civil da região, que objetiva melhorar as condições de trabalho dos policiais e, consequentemente, proporcionar um atendimento mais adequado ao cidadão. A reforma das unidades da Polícia Civil e da Base Naútica receberão investimento de cerca de R$ 3 milhões.

Na área de execução penal, a Secretaria está trabalhando juntamente com a Itaipu Binacional para que um convênio seja estabelecido a fim de proporcionar melhorias às unidades penais da região. A previsão é que o acerto entre as instituições possibilite cerca de R$ 2,8 milhões para a reforma e reparo de instalações do Depen.

VIATURAS 

Além de obras, a parceria vai possibilitar a renovação de parte da frota de veículos do Corpo de Bombeiros. A Secretaria já concluiu o plano de trabalho para aquisição de caminhões Auto Bomba Tanque e Resgate (ABTRs) e o documento está em análise na Itaipu para a celebração do convênio, com previsão de investimentos de aproximadamente R$ 5 milhões. As viaturas vão melhorar a efetividade dos bombeiros no atendimento de ocorrências nos municípios lindeiros da região Oeste.

PROPOSTAS 

Outros pautas em análise são a reforma do Colégio da Polícia Militar de Foz do Iguaçu, o antigo Bartolomeu Mitre. Análises preliminares apontam que a reforma custará aproximadamente R$ 3,8 milhões, mas ainda depende da elaboração de projetos para que o tema avance.

Ainda está em análise uma proposta de aquisição de um avião Airtractor de Combate a Incêndio Florestais para o Corpo de Bombeiros, que possibilitaria resultados mais efetivos nas operações em incêndios de maiores proporções. O investimento para compra da aeronave seria de aproximadamente R$ 12 milhões.

OUTROS PROJETOS 

A Itaipu também desenvolve outros dois projetos que incrementam a segurança regional no Paraná: o Muralha Inteligente, em parceira com a Receita Federal e o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), no valor de R$ 18,8 milhões, e o Centro Integrado de Operações de Fronteira (Ciof), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o PTI, no valor de R$ 2,4 milhões.

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Consórcio finaliza concretagem das duas torres principais da Ponte da Integração

Conclusão marca o fim da fase de concretagem de grandes volumes da obra, que tem recursos da Itaipu Binacional. Índice de execução da nova ponte já está em 73%

O consórcio responsável pela construção da Ponte da Integração Brasil-Paraguai, que ligará Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco (Alto Paraná), vai concluir nesta sexta-feira (26) a concretagem do mastro principal na margem paraguaia, que terá 184 metros de altura, da fundação ao topo. No lado brasileiro, o mastro principal já está pronto, com 190 metros, equivalente a um prédio de 63 andares. Com isso, as obras da nova ponte alcançam mais de 73% de execução e investimentos de aproximadamente R$ 170 milhões, conforme o último boletim técnico divulgado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR). Os recursos são da margem brasileira de Itaipu Binacional.

Os dois mastros principais, que têm formato de “Y” invertido, são as maiores estruturas de sustentação da Ponte da Integração, compostas também por apoios intermediários. A conclusão desta etapa marca o fim da fase de concretagem de grandes volumes da obra. No total, serão usados na construção 38 mil metros cúbico de concreto.

“A partir de agora, os volumes de concreto serão menores e a obra vai ganhar um ritmo mais contínuo, passa a ser um processo de quebra-cabeça”, explicou a engenheira civil Pamela Mocelini, supervisora de execução.

Na última quarta-feira (24), na margem brasileira, foi posicionada a quinta aduela metálica no vão-livre da ponte. Cada segmento (que vai compor a base da futura pista de rolamento) tem 11,9 metros de comprimento, 20 metros de largura e de 50 a 60 toneladas de peso. No lado paraguaio, já foram instaladas três aduelas.

Após a instalação do segmento, ainda é feito o processo de solda das emendas (uma aduela a outra), instalação das lajes pré-moldadas, concretagem de interligação das emendas e, para finalizar o estaiamento da unidade.

Crédito: Rubens Fraulini | Itaipu Binacional

Somente depois da execução dessas etapas é que uma nova aduela é posicionada no vão-livre. Esse processo ocorre simultaneamente nas margens brasileira e paraguaia. Quando a ponte estiver concluída, serão 36 aduelas (18 do lado brasileiro e 18 do lado paraguaio) e uma aduela de fechamento (central).

Como vai ser

A Ponte da Integração, construída sobre o Rio Paraná, terá 760 metros de extensão e vão-livre de 470 metros, o maior da América do Sul. A obra é uma iniciativa do governo federal, com gestão do governo do Estado Paraná e execução do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) e recursos da Itaipu Binacional. No total, serão investidos R$ 323 milhões no projeto. A previsão é que a obra esteja pronta até setembro de 2022.

Perimetral

Neste mês de novembro, as obras da Perimetral Leste alcançaram 5,08% de execução, com investimentos de aproximadamente R$ 5,28 milhões. A perimetral terá 15 quilômetros de extensão e vai ligar a Ponte da Integração e a nova aduana argentina às rodovias BR-469 (Rodovia das Cataratas) e BR-277 (saída para Cascavel e Curitiba),

No período, de acordo com boletim técnico do DER-PR, foram instaladas 76 estacas-raiz (de um total de 88) no viaduto da Avenida General Meira e outras 78 (de um total de 90) no viaduto da BR-469. Também avançaram as obras no viaduto da Ponte Tancredo Neves e começaram os serviços de terraplanagem na nova aduana argentina, com o lançamento, espalhamento e compactação de camadas.

Investimentos de Itaipu

A Ponte da Integração e a Perimetral Leste integram o rol de obras estruturantes financiadas na região Oeste do Paraná pela margem brasileira da Itaipu – que incluem a duplicação da pista do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (já concluída), a duplicação da Rodovia das Cataratas (em fase de licitação), a revitalização do sistema de transmissão de Furnas, entre outras. A soma dos investimentos da empresa na região chega a R$ 2,5 bilhões.

Itaipu recebe o selo de Empresa Amiga da Mata Atlântica

Entrega foi feita durante o encontro anual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, que comemora 30 anos da RBMA e 50 do MAB. Selo tem validade de um ano e já havia sido concedido à Itaipu em 2018

A Itaipu Binacional recebeu, nesta noite de terça-feira (23), o selo de Empresa Amiga da Mata Atlântica, um reconhecimento à contribuição à restauração do Bioma Mata Atlântica. A empresa participa, ao longo desta semana, do encontro anual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), em Fortaleza (CE) e com transmissão ao vivo pelo canal Cine Biosfera, no YouTube, dos principais eventos e debates.

A entrega do selo (que tem validade de um ano e que já havia sido entregue à Itaipu em 2018) ocorreu durante a sessão solene que marcou os 30 anos da RBMA e 50 do programa O Homem e a Biosfera (MAB, em inglês), da Unesco. A empresa foi representada pelo diretor de Coordenação, general Luiz Felipe Carbonell, e o superintendente de gestão ambiental, Ariel Scheffer da Silva.

O evento contou com a participação de representantes do Conselho Nacional da RBMA, Unesco, Global Wildlife Conservation, Governo do Ceará e Federação das Indústrias do Estado do Ceará. Na ocasião, também foram entregues os troféus do Prêmio Muriqui 2021, reconhecendo importantes contribuições à causa ambiental em diversas categorias.

O presidente do Conselho Nacional da RBMA, Clayton Lino, destacou a importância do programa MAB no contexto internacional. São 727 Reservas da Biosfera em 131 países. “Trata-se de uma rede espetacular de lugares privilegiados pela natureza, mas que também coloca a questão do trabalho, a relação do homem com o uso da água, do solo, os valores culturais e étnicos. É um programa muito inovador”, afirmou.

Em seu discurso como participante da mesa de autoridades, o general Carbonell apresentou as ações que Itaipu desenvolveu desde a época da construção da usina, e que permitiram a formação de mais de 100 mil hectares de áreas protegidas no Brasil e no Paraguai, com destaque para o plantio de 24 milhões de árvores somente na margem brasileira. Além disso, a Itaipu foi responsável por 30% da regeração da Mata Atlântica observada no estado do Paraná entre os anos de 1985 e 2015.

“Itaipu produz energia limpa e renovável com base em um ciclo virtuoso da natureza. As ações da empresa são voltadas ao correto manejo do solo, a recuperação e a manutenção das florestas, a segurança hídrica, e o emprego dos princípios de desenvolvimento sustentável, lastrados em uma ampla rede de educação ambiental”, afirmou o diretor, enfatizando a importância da participação das comunidades, associações e setores produtivos no diagnóstico e execução das ações.

Já o superintendente de gestão ambiental, Ariel Scheffer da Silva, abordou o sistema inovador que permitiu a constituição da primeira Unidade de Gestão Descentralizada (UGD) da Reserva da Biosfera no mundo. A UGD RBMA Itaipu soma cerca de 860 mil hectares de áreas em 29 municípios, e conta com a participação de 10 instituições governamentais e 10 não-governamentais em seu Fórum Consultivo de Apoio à UGD.

“Para a Itaipu, a sustentabilidade da geração de energia no longo prazo tem a ver com segurança hídrica e com a vida útil do reservatório. E essa vida útil tem a ver com os ecossistemas, com sedimentos, com uso do solo e de como cuidamos da natureza no território. E é um trabalho feito em parceria e tendo como referência os 17 ODS da Agenda 2030. Tudo isso foi muito importante para que pudéssemos constituir essa UGD”, disse o superintendente.

A programação do evento segue ao longo da semana com a participação de Ariel Scheffer e do engenheiro florestal e coordenador da UGD, Luis Cesar Rodrigues da Silva, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD), no seminário internacional “A RBMA e a agenda global de sustentabilidade”. “O evento é uma oportunidade para se conhecer boas práticas implementadas em outros locais, com potencial para replicação na área de influência da Itaipu”, afirmou Luís César.