Paraná deve receber mais de 400 mil vacinas contra a Covid-19

O Paraná deve receber 413.880 doses de vacina contra a Covid-19 nos próximos dias. As informações são do 18º informe técnico da 20ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde. Segundo o documento, o Estado receberá 374.100 doses do imunizante AstraZeneca/Oxford/Fiocruz e 39.780 da vacina Comirnaty/Pfizer.

De acordo com a pasta, 229.100 doses da AstraZeneca devem ser aplicadas como segunda dose (D2) em pessoas de 60 a 64 anos e 65 a 69 anos seguindo a complementação do esquema vacinal iniciado na 13ª e 14ª pauta e 145 mil são direcionadas para a primeira dose (D1) do grupo de comorbidades e pessoas com deficiência. As da Pfizer são D1 para comorbidades, gestantes, puérperas e pessoas com deficiência.

A data de recebimento dos imunizantes ainda não foi confirmada, mas o Estado já prepara a logística de distribuição das doses. “Nossa prioridade é que as vacinas cheguem até a população no menor tempo possível. As equipes já estão definindo como será feita a separação destes imunizantes para envio as Regionais de Saúde”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Até o momento, 4.491.120 doses já foram enviadas pelo governo federal e com este novo envio o Estado irá somar 4.905.000 doses. Segundo o Vacinômetro, até a manhã desta segunda-feira (17) mais de 3,2 milhões de doses haviam sido aplicadas no Paraná, sendo 2.101.159 como D1 e 1.099.105 como D2.

“Pedimos a colaboração dos municípios para que vacinem de domingo a domingo, se possível em horários estendidos e que sigam as recomendações do Ministério da Saúde para aplicação e priorização dos grupos”, acrescentou Beto Preto.

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Média móvel de mortes pela Covid no Brasil é a menor desde abril do ano passado

O Brasil registrou 201 novas mortes pela covid-19 nesta quarta-feira, 13. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 318, o menor patamar desde 27 de abril do ano passado, quando o País tinha apenas um mês de pandemia declara e o indicador estava em 281.

Nesta quarta-feira, o número de novas infecções notificadas foi de 1.588, enquanto a média móvel de testes positivos na última semana foi de 11.318 por dia. No total, o Brasil tem 601.643 mortos e 21.596.739 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por EstadãoG1O GloboExtraFolha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 20,74 milhões de pessoas se recuperaram da covid desde o início da pandemia no País.

São Paulo registrou nove óbitos pela covid nas últimas 24 horas, enquanto o maior total veio de Goiás, com 33. Acre, Amapá, Ceará, Rondônia e Roraima não notificaram mortes pela pandemia no período.

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O Ministério da Saúde informou que foram registrados 7.852 novos casos e mais 176 mortes pela covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 21.597.949 pessoas infectadas e 601 574 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados.

Brasil ajudará países vizinhos após concluir vacinação, diz Guedes

Dentro de dois meses, o Brasil começará a ajudar países vizinhos a reforçar a imunização após concluir a vacinação da população adulta contra a covid-19, disse hoje (13) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo Guedes, a medida é necessária para reduzir a desigualdade na recuperação econômica no pós-pandemia.

“Temos preocupação com a recuperação desigual entre os países. Em dois meses, teremos nossa população toda vacinada e vamos começar a vacinar nossos vizinhos”, afirmou o ministro em evento da organização Atlantic Council, em Washington.

O ministro destacou que o Brasil já vacinou 93% da população adulta com a primeira dose e 60% com as duas doses ou dose única. De acordo com o ministro, o ritmo da imunização está garantindo “uma volta segura ao trabalho” no país.

Guedes disse que a importância da vacinação em massa foi um dos principais temas discutidos nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. Os encontros ocorrem nesta semana na capital norte-americana, com a presença de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais de diversos países.

Recuperação

O ministro disse que o desempenho da economia brasileira está surpreendendo, com o país recuperando-se em ritmo melhor que as economias avançadas em 2021. “Caímos menos e estamos crescendo mais rápido do que as economias avançadas. Vamos crescer 5,3% neste ano”, declarou.

Para Guedes, a ação do governo contribuiu para reduzir a queda da economia em 2020, com a criação do auxílio emergencial e do programa que preservou empregos em troca da redução de jornada ou da suspensão de contratos. “O programa de manutenção de empregos preservou 11 milhões de empregos. Além disso, 3 milhões de postos formais de trabalho foram criados desde a metade do ano passado.”

O ministro destacou que as mudanças climáticas estavam entre os principais tópicos das reuniões do FMI e do Banco Mundial. Segundo ele, todo o planeta está preocupado com a questão, que provoca catástrofes em alguns países e tem impacto sobre o preço da energia em outros lugares.

“Está chovendo muito pouco no Brasil, e preços da energia estão aumentando. Já na China, chove demais e o preço do carvão sobe”, concluiu o ministro.