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Paraná apresenta plano para avançar em biogás, biometano, SAF e hidrogênio renovável

Roadmap da Transição Energética reúne prioridades para os próximos 20 anos e será encaminhado à presidência da COP30

Um documento elaborado no âmbito da Assembleia Legislativa do Paraná reúne potencialidades, desafios e prioridades para ampliar a participação do Estado na produção de energias e combustíveis renováveis nas próximas duas décadas.

O Roadmap da Transição Energética no Paraná foi apresentado nesta segunda-feira (10), durante sessão da Assembleia Legislativa, pela deputada estadual Maria Victoria (PP), coordenadora da Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis.

Entre as cadeias abordadas pelo estudo estão biogás, biometano, hidrogênio renovável, combustível sustentável de aviação (SAF), biodiesel e etanol de milho.

Segundo a parlamentar, o documento será encaminhado ao presidente da COP30, André Aranha Corrêa do Lago, como contribuição do Paraná aos debates sobre transição energética e economia de baixo carbono.

O que está no Roadmap da Transição Energética do Paraná

O documento estabelece uma visão para os próximos 20 anos e aponta diferentes setores relacionados à produção de energia e combustíveis renováveis no Paraná.

Uma das oportunidades destacadas é o aproveitamento de resíduos provenientes da produção agropecuária, da agroindústria e do saneamento para a produção de biogás e biometano.

A proposta é utilizar materiais atualmente tratados como resíduos como matéria-prima para geração de energia, fertilizantes e outras atividades econômicas relacionadas à economia circular.

“O que antes era passivo ambiental pode se transformar em energia limpa, fertilizantes e novas oportunidades de negócios. É a economia circular na prática”, afirmou Maria Victoria.

Hidrogênio renovável aparece entre áreas estratégicas

O hidrogênio renovável também aparece no Roadmap como uma das áreas consideradas estratégicas para as próximas décadas.

A Assembleia Legislativa começou a discutir uma legislação estadual relacionada ao tema em 2023, a partir de proposta apresentada por Maria Victoria.

Segundo a deputada, características como a matriz elétrica renovável e a disponibilidade de biomassa e biogás poderiam favorecer o desenvolvimento dessa cadeia produtiva no Paraná.

“Estamos falando da possibilidade de desenvolver uma nova indústria, atrair bilhões em investimentos, estimular inovação tecnológica e gerar empregos qualificados”, declarou.

A estimativa de investimentos mencionada pela parlamentar não é detalhada no material divulgado sobre o Roadmap.

Documento será enviado à presidência da COP30

O estudo foi elaborado pela Frente Parlamentar do Hidrogênio Renovável e Biocombustíveis e, segundo as informações divulgadas, contou com participação de parlamentares, pesquisadores, universidades, representantes do setor produtivo, órgãos públicos e instituições relacionadas às energias renováveis.

O documento será encaminhado a André Aranha Corrêa do Lago, presidente da COP30.

Ao apresentar o Roadmap, Maria Victoria afirmou que a transição energética deve ser tratada também como uma estratégia econômica e industrial.

“Quem liderar essa transformação vai atrair investimentos, desenvolver novas cadeias produtivas, criar empregos qualificados e conquistar competitividade internacional”, disse.

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