Paraná alcança marca de 1 milhão de infectados pela Covid-19

Um ano e dois meses depois dos primeiros seis casos, em 12 de março de 2020, o Paraná alcançou a marca de 1 milhão de positivados para a doença. Os dados acumulados do monitoramento diário da doença mostram que o Estado soma 1.006.266 casos confirmados e 24.187 óbitos. 

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta sexta-feira (14) mais 9.338 casos confirmados e 145 mortes pela Covid-19. Os números são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam as notificações das últimas 24 horas.

Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (50), fevereiro (100), março (236), abril (260) e maio (8.641) de 2021, e dos seguintes meses de 2020: maio (2), junho (4), julho (1), agosto (1), setembro (3), outubro (5), novembro (13) e dezembro (22). 

INTERNADOS – O informe relata que 2.376 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 1.879 pacientes em leitos SUS (933 em UTI e 946 em enfermaria) e 497 em leitos da rede particular (276 em UTI e 221 em enfermaria).

Há outros 2.769 pacientes internados, sendo 1.003 em leitos UTI e 1.766 em enfermaria. Eles aguardam resultados de exames, estão nas redes pública e rede particular e são considerados casos suspeitos de infecção pelo Sars-CoV-2.

ÓBITOS – A Secretaria da Saúde informa a morte de mais 145 pacientes. São 63 mulheres e 82 homens, com idades que variam de 20 a 97 anos. Os óbitos ocorreram de 15 de janeiro a 13 de maio de 2021.

Os pacientes que foram a óbito residiam em Curitiba (12), São Mateus do Sul (9), Londrina (8), São José dos Pinhais (8), Campo Mourão (6), Morretes (6), Siqueira Campos (6), Guarapuava (5), Pinhais (5), Almirante Tamandaré (4), Maringá (4), Paranaguá (4), Toledo (4), Arapongas (3), Castro (3), Foz do Iguaçu (3), Campina Grande do Sul (2), Colombo (2), Francisco Beltrão (2), Jaguariaíva (2), Marilândia do Sul (2), Nova Esperança (2), Ponta Grossa (2), Reserva (2), Rolândia (2) e São João do Ivaí (2).

A Sesa registra ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Agudos do Sul, Alto Piquiri, Assis Chateaubriand, Balsa Nova, Bandeirantes, Barbosa Ferraz, Barracão, Bocaiúva do Sul, Cambara, Cascavel, Centenário do Sul, Guaíra, Itaperuçu, Ivaiporã, Jacarezinho, Jesuítas, Mandaguaçu, Marialva, Matinhos, Nova Esperança do Sudoeste, Palmas, Paranacity, Piraí do Sul, Prudentópolis, Salto do Itararé, Santa Mariana, Santa Mônica, São Jerônimo da Serra, São Pedro do Iguaçu, Saudade do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Telêmaco Borba, Turvo, Ubiratã e Umuarama.

FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 5.749 casos de residentes de fora, sendo que 143 pessoas foram a óbito.

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Governo renova decreto de medidas de enfrentamento à Covid-19 por mais 15 dias

O Governo do Estado renovou as orientações indicadas no último decreto sobre a pandemia por mais 15 dias no Paraná. A normativa foi assinada nesta quinta-feira (30) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior.

De acordo com o documento, podem ser realizados eventos em espaços abertos, para público exclusivamente sentado ou delimitado, com capacidade máxima de lotação de 60% do previsto para o local, desde que não exceda 5 mil pessoas. Em ambientes fechados, também com público exclusivamente sentado ou delimitado, a regra delimita capacidade máxima de lotação de 50% do previsto para o local, desde que não ultrapasse 2 mil pessoas.

Há exigência para que organizadores dos eventos exijam o comprovante de vacinação ou um teste negativo para Covid-19 dos participantes, com no máximo 48 horas de antecedência.

Permanece proibida a realização presencial dos eventos, de qualquer tipo, que possuam uma ou mais das seguintes características: em local fechado que não tenha sistema de climatização com renovação do ar e Plano de Manutenção, Operação e Controle atualizados; que demandem a permanência do público em pé durante sua realização; com duração superior a 6 horas; que não consigam garantir o controle de público no local ou que possam atrair presença de público superior àquele determinado nesta norma, como exposições e festivais; de caráter internacional; realizados em locais não autorizados para esse fim; e que não atendam os critérios previstos nesta legislação e demais normativas vigentes.

VACINAÇÃO – O cenário mais positivo da condição do Estado está atrelada ao avanço da vacinação no Paraná. Para dar seguimento à aplicação das doses no Paraná, o Ministério da Saúde enviará mais 176.670 vacinas contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech nesta semana. Serão 146.250 para dose reforço de trabalhadores da saúde que tenham tomado a segunda dose (D2) ou dose única (DU) até 31 de março e 30.420 para DR de idosos acima de 60 anos que tenham finalizado o esquema vacinal também até 31 de março.

Os imunizantes fazem parte da 55ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde, que deve incluir, ainda, 137.200 vacinas da AstraZeneca/Fiocruz para completar 100% da D2 da 30ª pauta e 59% de D2 da 31ª pauta. Ao todo, o Paraná receberá 313.870 vacinas. As doses ainda não têm data confirmada para envio, mas devem chegar ao Estado ainda nesta semana.

Até o momento, o Paraná já aplicou 13.348.280 vacinas contra a Covid-19, sendo 8.093.515 D1, 323.286 doses únicas (DU), 4.890.510 D2, 30.930 doses de reforço (DR) e 10.167 doses adicionais (DA) em imunossuprimidos.

CENÁRIO – De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Sesa nesta quinta-feira (30), o Paraná soma 1.505.437 casos e 38.879 óbitos pela Covid-19. 629 pacientes com diagnóstico confirmado de Covid-19 estão internados. São 493 em leitos SUS (303 em UTIs e 190 em clínicos/enfermarias) e 136 em leitos da rede particular (83 em UTIs e 53 em clínicos/enfermarias).

TCE-PR sugere às prefeituras busca ativa de quem não tomou 2ª dose da vacina

Por meio de seu Canal de Comunicação (Caco), o Tribunal de Contas do Estado encaminhou, nesta terça-feira (28 de setembro), ofício para os 399 municípios paranaenses com orientações relativas ao processo de imunização da população contra o novo coronavírus. O documento foi assinado pela Comissão de Acompanhamento dos Gastos Relacionados ao Enfrentamento à Covid-19 do TCE-PR.

A principal delas diz respeito à necessidade de as prefeituras adotarem a estratégia da busca ativa para completar o esquema vacinal daquelas pessoas que já deveriam ter tomado a segunda dose de um dos imunizantes que estão sendo utilizados no Brasil – com exceção daquele fabricado pela farmacêutica Janssen, aplicado em dose única.

Conforme o ofício, “o ciclo incompleto da vacinação, com a ausência ou aplicação tardia da segunda dose, implica em desperdício de recursos públicos, posto que não gera a proteção desejada ao mesmo tempo em que demanda gastos da administração estatal”.

Dessa forma, a procura ativa pelos faltosos é dever dos gestores, em obediência ao princípio da eficiência contido no artigo 37 da Constituição Federal e à necessidade da busca pelo bem geral da sociedade, expressa na já demonstrada contenção dos contágios possibilitada pela imunização do maior número possível de cidadãos.

Recomendações

Para tanto, os municípios precisam identificar e localizar aqueles que não completaram o esquema vacinal para, em seguida, contatá-los por telefone ou visitá-los em casa, por meio da figura do agente comunitário de saúde, visando orientá-los a respeito da importância individual e coletiva da aplicação da segunda dose dentro dos prazos estabelecidos por cada fabricante de vacina.

O TCE-PR também sugere que as administrações municipais monitorem se os servidores públicos de cada município estão se vacinando conforme o calendário estabelecido pelo Ministério da Saúde, tendo em vista a proximidade entre esses profissionais e os cidadãos atendidos pelos serviços oferecidos por parte das prefeituras.

Para estimular a imunização de seus servidores, os municípios podem adotar medidas como a restrição de acesso aos órgãos públicos para aqueles que, injustificadamente, se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19, além da imposição de medidas disciplinares, desde que previstas em lei, observando sempre o direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal – o que é amparado pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O órgão de controle recomenda ainda que as prefeituras promovam campanhas institucionais sobre o tema, ressaltando a importância da imunização completa, tanto de servidores quanto do público em geral, para conter a propagação do vírus, bem como destacando as cientificamente comprovadas efetividade e segurança dos imunizantes que estão sendo aplicados no país.

Finalmente, é ressaltado no documento encaminhado pela Corte que os gestores precisam assegurar a total transparência das ações implementadas, a fim de possibilitar a fiscalização pelas entidades competentes e o conhecimento e o monitoramento delas por parte da população.