Oito erros que as empresas cometem ao lidar com informações

Do endereço ao CPF, da data de nascimento aos hábitos financeiros, os dados pessoais estão hoje nos registros das mais diversas empresas. Para além dos serviços e/ou produtos que as companhias comercializam, essas informações são também ativos muito valiosos. Por isso, os dados são tão visados por criminosos e é papel da empresa que os coleta garantir que eles não sejam roubados ou adulterados. Um projeto de segurança sólido precisa atuar em duas frentes: proteger o usuário de ameaças, garantindo integridade e confidencialidade e, ao mesmo tempo, maximizar o retorno de investimentos e gerar novas oportunidades.

Para a diretora de Tecnologia e Operações da Tecnobank, Adriana Saluceste, informação é um dos pontos mais delicados das operações da empresa, que trabalha com o sistema financeiro. “Mantemos uma política de atualização constante de sistemas operacionais e de firmware, com o intuito de mitigar possíveis explorações de vulnerabilidades. Práticas de desenvolvimento seguro são adotadas para evitar brechas que possibilitam vazamento de dados ou indisponibilidade dos sistemas”, explica. Mas como reduzir as chances de que um ataque hacker invada o banco de dados? A especialista enumera oito pontos que precisam de atenção redobrada.

      1. Dados necessários 

Quais são os dados realmente necessários para o funcionamento da empresa? Coletar mais dados que o necessário implica em proteger um número muito mais amplo de informações sensíveis. Entenda quais dados são necessários e quais são dispensáveis – e, então, colete apenas os essenciais.

  1. Acesso aos dados

Para garantir segurança, é fundamental restringir o acesso aos dados àquelas pessoas que realmente necessitam deles. Adriana afirma que isso pode ser feito de forma individual ou estabelecendo níveis de acesso de acordo com requisitos de cada usuário.

       3. Exija senhas seguras e fatores múltiplos de autenticação

Senhas fortes, com menos chances de serem copiadas ou adivinhadas são uma camada extra de proteção de dados. O mesmo serve para fatores de autenticação. Quanto mais etapas, melhor. “Além de autenticar com senha, você pode exigir uma pergunta de segurança, um código que vá para o celular do usuário, um token. A gente usa recursos dessa natureza para garantir que o conteúdo esteja disponível, mas mantenha a confidencialidade da informação”, afirma a diretora da Tecnobank. 

  1. Negligência com a informação pública

Dados públicos também precisam ser protegidos. Muitas vezes, as companhias se preocupam com as informações internas e confidenciais, mas não dão a mesma atenção à informação pública por considerar que ela não representa risco de danos. Uma informação adulterada, no entanto, pode causar constrangimento e prejuízo à imagem de uma empresa ou mesmo causar a perda de clientes por desinformação ou falha de comunicação.

  1. Atualização de sistemas operacionais

“Hackers ‘trabalham’ buscando vulnerabilidades nos sistemas e, a cada novo sistema operacional ou software que é lançado, eles estudam possíveis brechas deixadas pelos desenvolvedores na programação”, explica Adriana. Por isso é melhor permitir apenas que os profissionais de TI sejam autorizados a instalar e atualizar sistemas e softwares nos equipamentos da empresa.

  1. Uso de redes seguras

As redes privadas virtuais (VPN, na sigla em inglês) são ferramentas muito importantes para trazer mais segurança às informações. Elas servem para armazenar os dados de forma mais protegida, sem permitir que eles sejam acessados por usuários não autenticados. Assim, somente usuários com login e senha cadastrados poderão ver esses dados.

  1. Falta de backup

“Backup é igual a seguro de carro, você só vai perceber a necessidade se um dia vier a precisar”, lembra Adriana. Ela recomenda que todas as informações sejam salvas em, pelo menos, dois dispositivos: um físico e um virtual. “Na nuvem, temos a segurança de que não perderemos a informação nem em caso de roubo ou acidente, mas é demorado para recuperar os dados. Em um HD externo, por exemplo, podemos resgatar os dados rapidamente, mas também corremos o risco de perdê-lo ou tê-lo destruído em alguma circunstância”, alerta a diretora da Tecnobank.

  1. Descarte errado de dispositivos

Uma das principais brechas para o roubo de informações é justamente quando se descartam dispositivos que não são mais úteis para determinado projeto ou aplicação. “Em papel, é preciso utilizar um triturador para garantir que as informações não sejam lidas. Dependendo da importância do dado, é necessário um triturador que destrua o papel nos dois sentidos, vertical e horizontal”, alerta. Nos dados eletrônicos, a diretora da Tecnobank cita que um erro comum é simplesmente deletar o arquivo ou formatar um HD. “Dados apenas apagados são facilmente recuperados. É preciso sobrescrever, criptografar o disco ou mesmo destruir o HD”, orienta. Ela lembra que existem softwares chamados wipe que “zeram o conteúdo” para evitar que dados excluídos sejam recuperados.

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Parque Aurora é nova aposta do ramo imobiliário de Londrina (PR)

Entender o comportamento do consumidor é um dos principais desafios das construtoras e incorporadoras que buscam constantemente oferecer soluções de moradias. Para auxiliar nos passos dos futuros lançamentos de empreendimentos, as empresas se baseiam em pesquisas e estudos como o “Comportamento do consumidor de imóveis em 2040” – Onde e como habitaremos?”, realizado em 2019 pela Deloitte, em parceria com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

O resultado indicou inúmeras mudanças no perfil da sociedade e dentre os itens mais requisitados entre os clientes em potencial estão que: os imóveis deverão oferecer soluções adaptáveis para uma sociedade mais plural e dinâmica; oferecer espaços compartilhados; reunir espaços modulares e adaptáveis; apresentar sustentabilidade e eficiência energética; estar ancorado na Construção 4.0 e, ainda, ser uma  residência/condomínio eco friendly.

Referência no segmento de imóveis econômicos e compactos e de olho nessas tendências e necessidades, a Yticon, construtora do Grupo A.Yoshii, acaba de lançar sua trigésima sétima obra, sendo trinta apenas em Londrina. O residencial Malibu será um empreendimento com duas torres de 14 andares e 8 apartamentos por andar, que vão de 51 a 64 metros quadrados privativos, contemplando sacada com churrasqueira. Há, também, opções de plantas com garden, uma tendência no mercado imobiliário vertical.

Economia compartilhada e localização privilegiada

Baseada no conceito de “economia compartilhada”, o edifício terá coworking (espaço de trabalho), play studio, espaço para mini mercado e lavanderia, além de itens de uso coletivo, como bicicletas, ferramentas, material esportivo, tudo incorporado ao condomínio e planejamento urbanístico da área. Na área de lazer, os moradores poderão desfrutar de piscina com prainha, brinquedoteca, espaço gourmet, churrasqueiras, espaço fitness, quadra esportiva, entre outros.

O residencial estará localizado bem próximo à região da Gleba Palhano, no bairro Parque Aurora (sul de Londrina), uma área promissora de vertiginoso crescimento e desenvolvimento, que já apresenta grandes mudanças resultantes do avanço do mercado imobiliário. Com muita natureza ao redor, o residencial estará bem perto do Shopping Catuaí, instituições de ensino, acesso rápido à rodovia PR – 445 (com ligação direta à Universidade Estadual de Londrina – UEL) e uma rede de serviços bem completa, como supermercados e farmácias. 

Segundo Bruno Catarino, gerente da unidade da Yticon em Londrina, empreendimentos desse perfil fortalecem e valorizam ainda mais a região, sobretudo pela quantidade de itens no projeto, que facilitam a vida do morador. “Importante ressaltar que, além da construção do empreendimento, damos todo o suporte para a realização de infraestrutura e benfeitorias públicas, o que traz ainda mais segurança ao cliente de que está fazendo um bom investimento”, diz.

Sobre a Yticon Construção e Incorporação

A Yticon é uma construtora e incorporadora que atua há mais de doze anos nas cidades de Londrina, Maringá e Cambé, no Paraná, além de Presidente Prudente e Campinas, em São Paulo. A empresa do Grupo A.Yoshii desenvolve empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização, especialmente para quem quer conquistar o primeiro imóvel. A Yticon já construiu mais de 5,9 mil unidades, todas entregues rigorosamente no prazo, somando mais de 550 mil metros quadrados de área construída. Mais informações: www.yticon.com.br.

Sobre o Grupo A.Yoshii Fundado há mais de 55 anos, o Grupo A.Yoshii já construiu mais de 2 milhões de metros quadrados do Sul ao Nordeste do Brasil, entre obras industriais, edifícios corporativos e residenciais, escolas, universidades, teatros e centros esportivos. É composto pela A.Yoshii Engenharia, com sólida atuação em construções de edifícios residenciais e comerciais de alto padrão em Londrina, Maringá, Curitiba e Campinas; pela Yticon Construção e Incorporação, que realiza empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização em municípios do Paraná; e pelo Instituto A.Yoshii, voltado para a inserção social e a democratização cultural. Além disso, atua em Obras Corporativas, atendendo grandes corporações em suas plantas industriais, nos mais variados segmentos da economia, como papel e celulose, alimentício, químico, agronegócio, energia, assim como usinas sucroalcooleiras, centros logísticos, plantas automobilísticas, entre outros. Mais informações: www.ayoshii.com.br

Hackaton incentiva estudantes a pensar em inovação e empreendedorismo

Inovação e empreendedorismo também se aprendem em sala de aula. Para incentivar os jovens a desenvolver soluções para diferentes setores da sociedade, o SEB se uniu ao Sebrae/PR na realização do Hackathon SEB, que chegou à sua terceira edição no final de agosto. A maratona, que contou com a parceria da Companhia Paranaense de Energia (Copel), estimulou alunos dos ensinos fundamental e médio da escola a apresentar projetos que combinassem empreendedorismo e inovação.

O desafio, proposto pela escola, era o de desenvolver projetos em até 48 horas, com a avaliação de especialistas, relacionados com sistema de redes elétricas inteligentes. Para isso, os jovens contaram antes com a capacitação do Sebrae/PR, que apresentou os principais fundamentos do empreendorismo inovador. Um dos projetos vencedores, de Curitiba, trouxe um aplicativo que, conectado a um conjunto de tomadas e spots inteligentes, mede o valor da energia elétrica consumida e evita gastos excessivos, fazendo com que o consumidor saiba exatamente o custo da eletricidade em sua casa ou comércio.

Segundo a consultora do Sebrae/PR, Sonia Shimoyama, o Hackathon foi uma oportunidade para os jovens aprimorarem seus conhecimentos técnicos, pensando no futuro profissional.

“Foi uma situação diferente, inusitada e que eles ainda não tinham vivenciado. Por isso, começam a despertar, ampliar o horizonte de conhecimento. Isso faz toda a diferença na formação, pois é um aprendizado que marca a vida”.

Soluções inovadoras

Um dos objetivos do Hackathon era que os alunos desenvolvessem vários tipos de inteligência, desde as hard skills, que são as habilidades técnicas, até as soft skills, que são as emocionais.

Para o coordenador de tecnologia educacional da Escola SEB Dom Bosco, Raphael Corrêa, os alunos têm a oportunidade de aprimorar talentos que serão exigidas no futuro, quando estiverem no mercado de trabalho.

“O projeto coloca o aluno para trabalhar em equipe, enfrentar desafios reais e o coloca como protagonista”, observa Corrêa.

Este ano, o evento foi realizado em diversas cidades espalhadas pelo país, cada um com um cliente diferente, ao qual os jovens precisaram desenvolver algum tipo de produto ou serviço com soluções inovadoras. Ao final, as melhores equipes de cada região se classificaram para uma etapa nacional, que será realizada nos dias 29 e 30 de outubro.

Projeto Imperium foi o vencedor em Curitiba. Foto: Divulgação.

Controle do consumo de energia

Entre os projetos desenvolvidos no Hackathon SEB, está o Imperium. Idealizado pelos alunos Kauan Biesek Grobe, Isabelle Tetu de Oliveira, Maria Fernanda Santini e Paula Steuemagel de Oliveira, o Imperium conecta o usuário, por meio de um aplicativo, a um conjunto de tomadas e spots de luz que calcula, em tempo real, a quantidade de energia elétrica consumida em residências e estabelecimentos comerciais atendidos pela Copel.

Raphael Corrêa explica que o projeto poderia ser útil em casos de estabelecimentos familiares, em que residências dividem o mesmo medidor de luz.

“Como exemplo, poderíamos pensar em um salão de beleza ao lado da casa do seu dono. Com o Imperium, o empreendedor poderia consultar o aplicativo e saber qual é o consumo de ambos os locais, evitando gastos extras com a implantação um novo medidor de luz e sabendo exatamente o custo de eletricidade do seu negócio.”

Projetos como esse, que foi o vencedor do Hackathon SEB em Curitiba, na categoria ensino médio, podem contribuir para a inovação e o empreendedorismo na sociedade. Fernando Gruppelli, superintendente de regulação e finanças da Copel, conta que a empresa está desenvolvendo um sistema de redes elétricas inteligentes e que, a partir dele, novos serviços poderão ser oferecidos ao consumidor.

“A ideia foi de que os alunos atuassem com foco nessa nova tecnologia. Portanto, são propostas que poderia ser utilizadas no futuro. A Copel enxerga essa possibilidade”, adianta Gruppelli.