Prefeitura de Curitiba lança serviço de resgate de animais em risco nas ruas

A Unidade de Resgate Animal, parte dos serviços de apoio do Centro de Referência para Animais em Situação de Risco (Crar), na CIC, já está em funcionamento. A ambulância foi entregue oficialmente à comunidade na tarde desta segunda-feira (30/9), na abertura da Semana de Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba.

O evento, que contou com a participação de mascotes resgatados e do cão Duke, da Guarda Municipal, também marcou a segunda etapa da campanha publicitária de adoção e guarda-responsável e a entrega do primeiro lote de rações do Banco de Ração da Prefeitura a ONGs da causa animal.

“Acredito que sejamos a primeira cidade do Brasil a ter esse nível de atenção aos animais”, disse o prefeito Rafael Greca, lembrando, ainda, das 37 mil cirurgias já realizadas pelo Programa Municipal de Castração Gratuita desde a metade de 2017.

O vice-prefeito Eduardo Pimentel também participou da solenidade.

Unidade móvel

O veículo entregue nesta segunda-feira (30/9) vai funcionar no atendimento de emergência a cães e gatos em situação de rua acidentados e em situação de risco nas vias e logradouros públicos. Todos os animais atendidos pelo novo serviço serão também identificados e castrados.

O atendimento acontece no Crar e nos hospitais universitários veterinários que têm parceria com o município.

No Centro de Referência, pelo contrato dos serviços de apoio, serão feitas a limpeza de instalações, manejo de rotina e intensificação na promoção da adoção dos animais alojados. O serviço prevê, ainda, o recolhimento de animais agressivos em vias públicas.

Avanço na proteção

Para a secretária municipal do Meio Ambiente, Marilza Oliveira Dias, os resultados que a Prefeitura vêm conseguindo são fruto de um trabalho sério e comprometido com a causa animal.

“Nada seria possível sem a determinação do nosso prefeito e o apoio das vereadoras, dos protetores, ONGs, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente”, lembrou, ao destacar todo o avanço em prol da causa animal na cidade.

Além das 37 mil castrações, já foram feitos mais de 7 mil atendimentos nas avaliações clínicas gratuitas, 4 mil denúncias de maus-tratos fiscalizadas com apoio da DPMA com 600 animais apreendidos.

Adoção de animais

A tarde desta segunda-feira (30/9) teve ainda o lançamento da segunda etapa da campanha de adoção de animais do município, apresentada pela superintendente da Secretaria da Comunicação, Juliana Midori. Animais resgatados pelo município terão suas fotos estampadas no mobiliário urbano.

“Precisamos reforçar que um amigo se encontra, não se compra. Seja no Crar ou nas ONGs e protetores parceiros”, reforçou Juliana.

Estiveram presentes as vereadoras Fabiane Rosa e Katia Dittrich; o delegado da DPMA, Matheus Laiola.

E representantes das ONGs Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba, Associação Beneficente Salva Bicho Curitiba, Instituto Fica Comigo, Associação do Amigo Animal, Associação Projeto Ajudei, Associação Somos Amigos dos Animais, Associação Amigo Guaipeca e Associação Adote com Consciência.

Programação intensa

O evento, realizado no Salão Brasil, na sede da Prefeitura, marcou ainda o início de uma série de atividades de sensibilização para a guarda responsável de animais em comemoração à Semana da Proteção Animal, instituída pela Lei 15.204/2018.

Entre as atrações, estão atividades com alunos da rede municipal de ensino no Crar e no Zoológico de Curitiba. O público em geral pode participar de outras atividades de sensibilização e feiras de adoção – uma em parceria com o Governo do Estado, no Parque Barigui; e a da Festa de São Chiquinho, na Praça Santa Filomena, na Rua Augusto Stresser, no bairro Hugo Lange.

Confira a programação completa

2/10 (quarta-feira)
“O Zoo que você não vê” – visitação especial ao Zoo com abordagem sobre guarda responsável de animais silvestres e combate ao tráfico de animais, com alunos do 3°ano da Escola Municipal Nossa Senhora do Carmo – Manhã.

4/10 (sexta-feira)
Atividade Educativa “Dias dos Animais” – abordagem sobre Conservação da Fauna e Proteção Animal aos visitantes do Zoo de Curitiba. Das 9h às 16h30.

5/10 (sábado)
Paraná Pet Amigo – atividades educativas para a guarda responsável de animais, microchipagem gratuita e promoção da adoção de cães. Parceria com o Governo do Estado do Paraná / SEDEST. No Parque Barigui, das 10h às 16h.

5/10 (sábado)
Atividades educativas para a guarda responsável de animais e microchipagem gratuita no evento de adoção “Festa de São Chiquinho”. Na Praça Santa Filomena (Rua Augusto Stresser, 1811-1841 – Hugo Lange), das 10h às 16h.

5/10 (sábado)
Dia das Aves – atividades no Centro de Educação Ambiental do Zoo de Curitiba, incentivando a guarda responsável de aves e o combate ao tráfico de animais silvestres.

5 e 6/10 (sábado e domingo)
Acantonamento Ecológico – alunos da Escola Municipal Doutor Guilherme Lacerda Braga Sobrinho, com programação especial com ênfase na guarda responsável de animais.

 

via: Prefeitura de Curitiba

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Mesmo com perda de 100 milhões de passageiros, prefeitura garante que tarifa em Curitiba não sobe

Em 2020, o transporte coletivo de Curitiba perdeu quase 100 milhões passageiros em relação a 2019 por conta da pandemia de covid-19. A suspensão das aulas nas escolas, a necessidade de distanciamento social, a implantação do regime home office e de escalas em muitas empresas provocaram uma queda expressiva no movimento.

Ainda assim, nesse período de regime emergencial, a Prefeitura informou que decidiu suspender a negociação a respeito do reajuste da tarifa técnica do transporte coletivo – prevista todo ano para fim de fevereiro. Hoje a tarifa é de R$ 4,50 e de R$ 3,50 em algumas linhas, fora do horário de pico.

“Em função da pandemia, do momento difícil que as pessoas estão vivendo, o prefeito Rafael Greca decidiu que não haverá reajuste da tarifa”, afirma o presidente da Urbs.

Maia Neto diz que o município trabalha para promover a equalização do sistema e para isso vem discutindo tanto internamente com a secretaria de Finanças quanto com o Governo do Estado o subsídio ao transporte coletivo. “Temos uma tarifa social e que permite que a conexão com a Região Metropolitana de Curitiba. A integração metropolitana tem hoje um peso de 40% a 50% dos nossos custos”, diz

Ao todo, segundo a Urbs,  foram 107,4 milhões passageiros no transporte coletivo em 2020, 47% menos do que em 2019, com 203,9 milhões. O volume inclui passageiros pagantes e isentos, como idosos, pessoas com deficiência e estudantes.

O movimento diário de passageiros pagantes no transporte coletivo de Curitiba está, em média, 53% menor do que antes da pandemia. Na última semana, foram 350.038 passageiros nos dias úteis. Na primeira semana de março de 2020, a média era de 744.344 passageiros.

“Dez meses de pandemia tiveram um forte impacto no movimento do transporte coletivo. Essa queda chegou a ser de 80%, mas ainda estamos muito abaixo do período normal”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), que administra o sistema.

Além da redução da receita de passageiros, o sistema precisa operar com uma frota superior à demanda para obedecer os protocolos sanitários de enfrentamento da covid-19 e evitar aglomerações. A ocupação máxima prevista nos ônibus é de 70%. A frota está em 80% (mil ônibus) e 100% nas linhas de maior demanda, que atendem mais de 60% do movimento.

“O sistema perdeu passageiros, mas teve que manter uma frota elevada, para fazer frente aos desafios da pandemia”, explica Maia Neto.

Regime emergencial

Por conta desse cenário, a Prefeitura de Curitiba aprovou, no ano passado, com o apoio da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), o regime emergencial do transporte coletivo, que foi prorrogado até 30 junho de 2021, e que visa manter a operação e a sustentabilidade do sistema mesmo com queda expressiva no número de passageiros.

Trata-se de um mecanismo em que a Prefeitura reduz o repasse de recursos para as empresas e ao mesmo tempo assegura a manutenção de empregos de cobradores e motoristas. Com ele, os custos do sistema passaram de R$ 78 milhões para entre R$ 38 milhões e R$ 40 milhões por mês. Metade desse valor é bancado pela Prefeitura e a outra metade pela receita de passageiros.

Histórico

O projeto da lei municipal 15.627/2020, que implementou o custeio diferenciado às concessionárias do sistema, foi aprovado pela CMC em maio de 2020, e era retroativo a 16 de março do ano passado, data em que entrou em vigor o decreto de situação de emergência de Curitiba (421/2020).

Inicialmente previsto para vigorar por 90 dias, ele foi estendido até 31 de dezembro de 2020, e em dezembro último, renovado até 30 de junho.

O regime de emergência prevê exclusivamente o pagamento às empresas de custos variáveis e administrativos (como combustíveis e lubrificantes, conforme a quilometragem rodada), tributos (ISS, taxa de gerenciamento e outros) e com a folha de pagamento dos trabalhadores do sistema, incluídos plano de saúde, seguro de vida e cesta básica.

São suprimidas dessa conta a amortização e a rentabilidade das empresas.

“Mantendo-se a operação normal e reduzindo-se significativamente a quantidade de passageiros, como ocorreu, o sistema fatalmente atingiria uma situação de colapso e isso implicaria um pedido de reequilíbrio econômico-financeiro à Prefeitura em torno de R$ 40,9 milhões mensais, em média”, afirma o presidente da Urbs.

Se nada fosse feito, as empresas do transporte coletivo poderiam requerer a revisão da tarifa técnica, pois o contrato firmado em 2009 e que está em vigor dá essa oportunidade quando há flutuação de 5% na expectativa de passageiros – e durante a pandemia a circulação caiu praticamente pela metade.

“Essa revisão seria mais cara ao município do que a implantação do regime emergencial. “Sem contar que em uma disputa judicial poderíamos ter greves, paralisação do serviço, que já seria um incômodo para a população em tempos normais, que dirá durante uma pandemia”, completa Maia Neto.

Informações Banda B.

Curitiba registra 11 óbitos e 455 casos de covid-19

Curitiba registrou, nesta terça-feira (26/1), 455 novos casos de covid-19 e 11 óbitos de moradores da cidade infectados pelo novo coronavírus, conforme boletim da Secretaria Municipal da Saúde.

Sete desses óbitos ocorreram nas últimas 48 horas. As vítimas são cinco homens e seis mulheres, com idades entre 50 e 93 anos, e uma pessoa não tinha fator de risco para covid-19.

Até agora são 2.574 mortes na cidade provocadas pela doença neste período de pandemia.

Novos casos

Com os novos casos confirmados, 126.090 moradores de Curitiba testaram positivo para a covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 116.662 estão liberados do isolamento e sem sintomas da doença.

São 6.854 casos ativos na cidade, correspondentes ao número de pessoas com potencial de transmissão do vírus.

UTIs do SUS

Nesta terça-feira (26/1), a taxa de ocupação dos 371 leitos de UTI SUS exclusivos para covid-19 está em 84%. No momento restam 60 leitos livres.

Números da covid-19 em 26 de janeiro

455 novos casos confirmados
11 novos óbitos (7 nas últimas 48h)

Números totais
Confirmados – 126.090
Casos Ativos –  6.854
Recuperados – 116.662
Óbitos – 2.574