Lei prevê restrições para quem recusar vacina contra a Covid-19 no Paraná

Os deputados estaduais Alexandre Curi (PSB), Ademar Traiano (PSDB) e Luiz Claudio Romanelli (PSB) apresentaram, nesta terça-feira (27), um projeto de lei para incentivar a imunização completa da população paranaense contra a Covid-19 e penalizar as pessoas que não se vacinarem após o término de todas as fases de aplicação.

O texto determina a proibição do acesso de pessoas não vacinadas em creches, escolas, universidades públicas e particulares e em ônibus, trens, aviões e embarcações e outros modais de transporte. Também impõe restrições para a obtenção de documentos públicos, inscrição em concursos públicos e em cargos públicos e em demais modalidades relacionadas ao Estado.

O deputado Romanelli explica que o projeto de lei busca estabelecer mecanismos para assegurar que o maior número de paranaenses sejam imunizados.

“A vacinação é o verdadeiro tratamento preventivo. O poder público precisa incentivar a imunização total da população com a garantia das doses e também cobrar a efetiva aplicação delas”.

Segundo Romanelli, quando uma pessoa decide não se vacinar, ela não está decidindo apenas sobre sua vida, mas sobre a vida de outras pessoas também. “Vacinar é um pacto coletivo de saúde pública, é a maior arma no combate a diversas doenças, entre elas a Covid-19”, reforça.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pandemia pode levar a aumento de transtornos mentais, diz especialista

Os transtornos mentais são consequência de uma vulnerabilidade biológica herdada pelo ser humano, da influência que existe dentro das famílias e dos fatores ambientais, disse o professor Jair Mari, do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ao participar hoje (6) do 39º Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em Fortaleza.

Com a pandemia, os fatores de estresse ambientais tornaram-se muito mais importantes, principalmente nos grandes centros urbanos. “Porque nós vivemos um momento de reclusão, de afastamento, de ameaça, de mortes. Várias situações inusitadas. Costumamos dizer que foi um dos maiores experimentos psicológicos que a humanidade já enfrentou”, afirmou Mari.

Na interação entre fatores biológicos e ambientais, com o peso pendendo para o crescimento dos fatores ambientais, é esperada uma epidemia de transtornos mentais, disse o professor, em entrevista à Agência Brasil. Segundo Mari, os problemas mais emergentes envolvem várias situações, e os transtornos mentais já estavam entre as condições em que normalmente havia crescimento da sobrecarga das doenças.

“Enquanto se tem condições, como câncer e doenças cardiovasculares, que estão reduzindo a incapacitação, mesmo antes da pandemia, a incapacitação relacionada com os transtornos mentais e, em particular a depressão, já estavam aumentando”, disse o psiquiatra. Por isso, essa sobrecarga, “muito provavelmente”, tende a aumentar ainda mais. São esperados vários transtornos mentais relacionados com o que aconteceu e que tenderão a crescer, acrescentou.

Adolescentes

Com o confinamento, os adolescentes, que necessitam do contato social, do apoio dos pais, passaram a usar a mídia social com mais intensidade, o que trouxe riscos, como o sex bullying, a rejeição virtualmente imaginada ou real e sanções dentro de um grupo. O professor lembrou que, para um adulto, dois anos passam mais rapidamente do que para adolescentes, para os quais aquele período é importante na definição da sexualidade, da profissão futura e no reconhecimento que os pares têm deles. A covid-19, porém, mudou totalmente o contato com as pessoas. Para eles, o período da covid-19 foi marcante e trouxe consequências.

Cresceu muito o uso da internet, de videogames, houve adição à internet, transtornos associados com a adição à internet. De acordo com Mari, são elementos que já vinham aparecendo, e os problemas foram acentuados com a pandemia. Os adolescentes ficaram muito ligados à internet, e veio também a questão do contágio social. Um exemplo foi a divulgação de notícias nas escolas, como massacres, que rolam rapidamente entre os alunos, ou mesmo cópia de movimentos como anorexia nervosa e violência. “Esse contágio muito maior do que nas nossas épocas de mídias sociais também traz algo importante em termos de saúde mental”, afirmou.

Mari destacou ainda a vulnerabilidade dos adolescentes ante o tédio e a solidão. “Antes da pandemia, os dados já denotavam uma frequência elevada de solidão, que é a porta de entrada para um estado de ansiedade importante, para um estado de depressão. E estamos notando que, nessa população, está havendo aumento importante de estados de ansiedade, de depressão e de solidão.”

Crianças

Outra consequência da pandemia foi o fechamento das escolas, que levou as crianças à perda de tempo de aprendizado, de leitura e de matemática, entre outras disciplinas. “Sabemos que elas têm um atraso de desenvolvimento nessas áreas, mas não sabemos o quão recuperável ele vai ser”, ressaltou Jair Mari.

Para o psiquiatra, isso pode acentuar um impacto no desenvolvimento das crianças, em especial as de classes sociais mais desfavorecidas, de escolas públicas, que não têm muito estímulo ou condições para continuar estudando no formato online.

Com isso, acentua-se mais um fator de desigualdade social importante no país, e essa desigualdade social está fortemente relacionada com transtornos sociais, como ansiedade e depressão. “Não sabemos o impacto que esse atraso trará no desenvolvimento das crianças. Já foi percebido que muitas crianças e adolescentes abandonaram a escola. E, quando não existe inclusão dessa parcela da população, pode haver aumento de transtornos mentais.”

Idosos

Outro grupo vulnerável é o dos idosos que, na grande maioria, não têm domínio da internet, nem das novas tecnologias, e ficaram mais afastados das pessoas, reduziram a atividade física, aumentaram o nível de estresse, de solidão. O professor disse que pode haver grande impacto na vida dessas pessoas, com aumento da solidão e, mesmo de casos de demência, por causa da falta de estímulos cognitivos, de leitura e de compartilhamento.

Mari mencionou ainda mudanças provocadas pela pandemia nas famílias, com aumento de divórcios e construção de novos núcleos familiares, levando os mais velhos a um isolamento maior, que também propicia o desenvolvimento de transtornos mentais.

Na população em geral, há os efeitos do vírus em si, que traz consequência cognitiva importante, a chamada covid longa, que é a perda de paladar, olfato, o impacto que o vírus pode ter trazido entre um grupo de pessoas na parte cognitiva, de memória, exigindo reabilitação dessa área, alguns com fadiga intensa e outros com o fenômeno do branco cerebral ou apagão cerebral. “Aí, a pessoa perde toda a capacidade de processamento da linguagem, de raciocínio e também preocupa, porque está deixando de exercer sua capacidade funcional, laboral, afetiva. Nós temos aí vários ingredientes nas crianças, nos adolescentes, nas pessoas adultas e nos idosos que nos levam a imaginar que teremos, sim, uma consequência importante na área da saúde mental”.

Aspectos positivos

Jair Mari destacou que, de positivo, ocorreu a aceitação de que não somos invulneráveis. “Somos seres humanos vulneráveis, saúde mental faz parte da saúde geral e é algo relevante para se cuidar. Está se abrindo uma perspectiva de olhar para esses problemas de forma menos preconceituosa, mais inclusiva”. Este é o ponto positivo, afirmou.

O que se deve fazer então, questionam as pessoas. É preciso identificar precocemente os problemas, ampliar o treinamento de profissionais capazes de dar o tratamento psicológico necessário, expandir a parte de acolhimento, assistência a terapias breves, fazer uso benigno das tecnologias, usar a telemedicina, o atendimento online, evitando que as pessoas gastem dinheiro em transporte e beneficiando a população socioeconômica mais vulnerável.

Mari ressaltou ainda que a sociedade tem que saber o quanto a desigualdade social influencia nas doenças, porque não foi só uma pandemia, mas o que se chama de uma ‘sandemia’. Ou seja, pessoas com diabetes, obesas, que praticam menos atividades físicas, tendem a ser mais infectadas.

O professor observou que, diferentemente do que ocorre em países desenvolvidos, como a Suécia, onde as pessoas moram sozinhas e não infectam os outros e têm uma educação mais avançada, no Brasil, as pessoas precisavam sair na pandemia para obter o sustento da família e, ao voltar para casa, onde várias gerações podem estar compartilhando o ambiente, a aceleração do vírus foi muito maior.

Políticas

O professor da Unifesp salientou a necessidade de políticas para inclusão de todas as adversidades humanas, desde os transtornos mentais até os problemas de gênero, de raça, de modo a tornar a sociedade mais inclusiva, oferecendo melhores condições de habitação, saneamento e educação, para reduzir o risco de a pessoa desenvolver transtorno mental. “É preciso entrar com políticas eficazes para cuidar dos adolescentes, de modo a evitar comportamentos de contágio de violência, de bullying, de sex tape (gravação de ato sexual), identificar esses problemas e agir.”

Mari recomendou também ações para combater o uso de drogas e o tédio na adolescência, estimulando nas escolas aulas de arte, como teatro, e de esporte. Ele lembrou também o quanto é importante para uma criança vestir uma camisa e uma meia do time de futebol. Com isso, há integração entre as pessoas. Essas iniciativas evitam os problemas emergentes, disse o professor.

No caso dos idosos, Mari sugeriu que se procure saber se estão desenvolvendo uma depressão importante e que se busque a integração destes em redes de saúde, promovendo saúde e diversão, e cuidar do ambiente. “A pandemia também mostrou o quanto o ambiente é importante. As pandemias surgem por causa desse desequilíbrio. É importante preservarmos a floresta e buscarmos menos consumo, uma sociedade com consumo responsável, com reutilização, a chamada economia circular, e evitar o consumismo. A pandemia nos alertou para várias questões futuras que a humanidade deve olhar com mais cuidado”, concluiu o professor.

O 39º Congresso Brasileiro de Psiquiatria é promovido pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)

*A repórter viajou a convite da Associação Brasileira de Psiquiatria

Fonte: Veja a matéria no site da Agência Brasil

Do plantio à colheita, suporte técnico no campo contribui para o crescimento do mercado de biológicos

Os produtos biológicos estão entre as inovações que mais têm se destacado nos últimos anos na produção agrícola, com elevados e consistentes índices de crescimento ano a ano. Parte importante da adoção de biológicos e de produtos à base de extratos naturais na agricultura, deve-se ao maior entendimento dos agricultores quanto às funcionalidades, especificidades e modos de ação desses produtos, adquiridos especialmente nos últimos cinco anos.

Para levar esses conhecimentos, as empresas desse mercado investem, cada vez mais, nas equipes de campo. Exemplo disso é a Biotrop, empresa entre as líderes do setor de insumos biológicos e de extratos naturais, que percebe como fundamentais seus investimentos em geração de demanda, presença no campo e capacitação das equipes que atuam diretamente com os agricultores, fornecendo todo o suporte necessário na venda e no pós-venda. “É um trabalho fundamental, pois os biológicos são produtos ainda novos, que o produtor ainda não utilizou ou utilizou poucas vezes. Então estamos juntos deles para que as nossas tecnologias atendam as suas necessidades, trazendo soluções regenerativas para suas lavouras a custos competitivos”, destaca Carlos Alberto Baptista, diretor nacional de vendas.

A equipe comercial da empresa é formada por 180 profissionais – todos agrônomos e agrônomas, que ao serem contratados são capacitados para se tornarem referência técnica. Eles participam do dia a dia das lavouras, focados em reconhecer os possíveis problemas e indicar as soluções biológicas ideais para cada situação. Esse processo é amplamente acompanhado pelo técnico, do plantio à colheita. Assim, ao final, ele terá conhecimento da efetividade do tratamento indicado. “Quando ainda não há um produto para indicar, a demanda é levada para a área de Pesquisa & Inovação, assim contribuindo para que novos microrganismos sejam testados e novos produtos gerados, ou seja, o time de campo também é protagonista para que a inovação aconteça”, conta Baptista.

Outra importante atuação da equipe comercial são os treinamentos às cooperativas e revendas que trabalham com os produtos da marca, capacitando-os para a venda técnica. “Tanto os nossos técnicos quanto os técnicos dos parceiros que nos representam sabem mostrar ao produtor os benefícios e valor dos produtos, inclusive com análises comparativas de eficiência e resultados, a partir do manejo Biotrop em relação aos tratamentos que eram realizados pelo produtor anteriormente”, explica o diretor.

A Biotrop ainda tem uma equipe de 15 profissionais, que trabalha alinhada ao time comercial e técnico da empresa e que são responsáveis pelo Desenvolvimento de Mercado para as novas tecnologias da empresa – todos com formação acadêmica ampla (especializações e doutorado). “São focados em capturar as necessidades do campo, analisar os nossos produtos de forma bastante técnica e levar para os produtores sempre o melhor manejo, ou seja, garantir que os produtos sejam aplicados dentro das recomendações da empresa. Atendem um menor número de clientes, mas com maior profundidade técnica, do plantio à colheita também”, coloca Baptista. A equipe ainda é responsável por treinamentos periódicos que preparam o time de vendas da Biotrop e dos distribuidores sobre o posicionamento do portfólio.

Baptista completa que a Biotrop é uma empresa altamente preocupada com a qualificação da equipe de campo, pois o objetivo é que, ao estarem junto aos clientes, possam oferecer soluções que façam sentido não só tecnicamente, mas também economicamente. “Nossos produtos têm tecnologia avançada e são eficientes nessa relação técnica-econômica”, garante o profissional.

O suporte técnico na agricultura tropical

A agricultura tropical acontece em meio a muitas particularidades, como o imenso número de doenças e pragas, potencializado por mais de um plantio na mesma área no prazo de poucos meses. Tudo isso traz para o produtor uma série de desafios e, nesse sentido, o suporte técnico qualificado é ainda mais relevante.

Sua importância está justamente na identificação precisa dos problemas e na indicação do que realmente vai resolver. Para Baptista, esse é o diferencial da Biotrop: “estamos no campo para levar soluções aos desafios enfrentados pelos agricultores e não só para negociar”, pontua.

Profissionalização do setor de biológicos

Desde 2020, a Biotrop possui o programa Bioestágio, que prepara estudantes em etapa final da graduação para atuação nas diferentes áreas da empresa. Em 2022, mais de 350 estudantes participaram do processo seletivo, dos quais 33 foram selecionados. Esses jovens profissionais constituem também a primeira turma da UniBiotrop, um programa de capacitação em biológicos inédita no País, realizada em parceria com a Faculdade de Agronegócios de Holambra (Faagroh) e a SmartMip – empresa de pesquisa associada à incubadora da USP/Esalq (EsalqTec).

Para o CEO da Biotrop, Antonio Carlos Zem, o crescimento e taxa de adoção dos biológicos no campo demandam novos profissionais muito bem preparados para dar suporte aos agricultores na prática da agricultura regenerativa. “Nós, da Biotrop, nos antecipamos na tarefa de atrair, desenvolver e reter talentos. Estamos oferecendo ensinamentos sobre o que há de melhor no mundo dos biológicos e esses profissionais irão multiplicar e amparar esse mercado”, relatou.

Sobre – A Biotrop é uma empresa brasileira, fruto da visão e empreendedorismo de um seleto grupo de profissionais apaixonados pelo agronegócio. Atua com foco em pesquisa e desenvolvimento de soluções diferenciadas e inovadoras, com o objetivo de contribuir para uma agricultura mais sustentável, saudável e regenerativa. Com escritório em Vinhedo (SP) e fábrica em Curitiba (PR), a empresa leva ao mercado o que há de melhor no mundo em soluções biológicas e naturais. Acesse www.biotrop.com.br.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com