O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) inicia pesquisa para cultivar cepas da bactéria Brucella spp, visando atender à demanda nacional por antígenos para diagnóstico de brucelose bovina. A iniciativa visa melhorar os métodos de controle da doença, impactando positivamente a saúde animal e a produtividade da pecuária no Brasil.
Dependência de Importações
Atualmente, mais de 70% dos antígenos utilizados para diagnósticos de brucelose bovina são importados, o que encarece os custos para produtores e consumidores. A criação do novo Centro de Insumos para Diagnóstico Veterinário (CIV), em construção no Tecpar, pretende reverter essa situação, criando um pólo de produção nacional.
Investimento e Produção
A pesquisa busca definir parâmetros para a produção em larga escala da Brucella spp, com um investimento de R$ 5,6 milhões do Governo do Estado, por meio do Fundo Paraná. Este aporte permitirá ao Tecpar modernizar seus processos produtivos com novas tecnologias.
O diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, destaca que essa iniciativa reafirma o compromisso do instituto com a saúde pública veterinária, melhorando a qualidade da produção pecuária no estado e no país.
Saúde Única
O projeto faz parte da estratégia de Saúde Única do Tecpar, que conecta a saúde humana, animal e ambiental. A brucelose bovina representa um desafio significativo para a pecuária e pode ter implicações sérias para a saúde pública.
Protocolos de Biossegurança
A manipulação da Brucella abortus deve seguir rigorosos protocolos de Biossegurança Nível 3 (NB-3). A gerente do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos, Giselle Nocera, explica que o novo CIV será projetado para atender essas exigências, garantindo um ambiente seguro para as atividades laboratoriais.
Avanços Tecnológicos
O Tecpar implementará uma plataforma integrada de equipamentos especializados para o cultivo microbiano. Isso incluirá incubadoras shaker e biorreatores, possibilitando um aumento na segurança e eficiência das pesquisas.
Benefícios para o Paraná
A construção do CIV visa fortalecer a produção nacional de insumos, especialmente em estados com alto índice de rebanho leiteiro como Minas Gerais e Goiás. No Paraná, municípios como Carambeí e Toledo se beneficiarão diretamente, com uma capacidade de produção de 40 milhões de doses anuais, com um investimento total de R$ 41,5 milhões.
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