Interrupção no Fornecimento de Petróleo Russo à Hungria
O fornecimento de petróleo bruto da Rússia para a Hungria foi interrompido após um ataque da Ucrânia a uma estação transformadora no oleoduto Druzhba, conforme anunciado pelo ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjarto, nesta segunda-feira (18).
Dependência Energética
Diferentemente da maioria dos países da União Europeia, a Hungria mantém uma forte dependência da energia russa desde o início da invasão da Ucrânia. O oleoduto Druzhba, que passa por Belarus e Ucrânia até a Hungria, é a principal rota para a importação de petróleo bruto do país.
Posição do Governo Húngaro
Em uma postagem no Facebook, Szijjarto revelou que conversou com o vice-ministro da Energia da Rússia, Pavel Sorokin, que destacou que especialistas estão trabalhando na restauração da estação. No entanto, a data para a retomada das entregas ainda é incerta.
“Este ataque à nossa segurança energética é ultrajante e inaceitável”, declarou o ministro, sem especificar detalhes sobre o local ou o momento do ataque.
Resposta da Ucrânia
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, não confirmou ou negou o ataque, mas afirmou que a Hungria agora deve direcionar suas reclamações a Moscou, não a Kiev. Ele lembrou que “foi a Rússia, e não a Ucrânia, que iniciou esta guerra”.
Sybiha também destacou que, apesar dos alertas sobre a Rússia ser um parceiro pouco confiável, a Hungria continuou a buscá-la como fonte de energia.
Reações e Situação Atual
Até o momento, o Ministério da Defesa da Ucrânia, as Forças Armadas e a empresa petrolífera húngara MOL não comentaram sobre o incidente, assim como a refinaria eslovaca Slovnaft, que recebe petróleo por meio do mesmo oleoduto.
Vale lembrar que, no ano passado, Szijjarto havia afirmado que o oleoduto Druzhba continuaria sendo a principal rota de importação de petróleo da Hungria. A suspensão das entregas nesta data ocorre após um ataque temporário relacionado, onde o exército ucraniano informou que drones atingiram a estação de bombeamento de Uniecha, na Rússia, no dia 13 de agosto.
Contexto da Guerra na Ucrânia
A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, ocupando atualmente cerca de um quinto do território ucraniano. Durante o mesmo ano, o presidente russo Vladimir Putin decretou a anexação de quatro regiões de Ucrânia: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia.
A guerra se intensifica, com a Ucrânia realizando ataques dentro do território russo visando desestabilizar a infraestrutura militar russa. Em resposta, o governo russo aumentou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones.
Ambos os lados afirmam não ter como alvo civis, embora milhares tenham perdido a vida, a maioria deles ucranianos. Os Estados Unidos estimam que 1,2 milhão de pessoas tenha sido afetada em decorrência do conflito.
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