Governo do PR sanciona lei que penaliza atos homofóbicos e racistas nos estádios de futebol

A lei que penaliza torcedores e clubes de futebol cujas torcidas praticarem atos de homofobia e racismo em estádios no Paraná foi sancionada pelo governador Ratinho Junior. O projeto, de autoria do deputado Paulo Litro (PSDB), prevê punição para atos de intolerância racial, étnica, religiosa e de xenofobia.  Uma emenda do deputado Michele Caputo (PSDB) ampliou também a punição para homofobia. A conversão do projeto em lei foi lido nesta terça-feira, 18, na Assembleia Legislativa.

“Propus a emenda com o objetivo de tornar o projeto ainda mais rico e abrangente ao incluir também a punição por atos homofóbicos nos estádios de futebol. São práticas que, infelizmente, ainda acontecem, mas que a partir de agora serão punidas”, conta Caputo. A lei entrou em vigor na última sexta-feira (14), a partir da publicação em Diário Oficial.

Estão sujeitos a sanções os atos praticados dentro dos estádios e em um raio de até cinco quilômetros dos locais dos jogos. As punições incluem advertência, multas e impedimento de benefícios fiscais no âmbito estadual. Para clubes e dirigentes, os valores das multas podem chegar a R$ 112 mil. Para torcedores o valor chega a R$ 22,4 mil, além da proibição de frequentar jogos de um a quatro anos.

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Atletas paranaenses batem recorde de medalhas na Paralimpíada de Tóquio

Os atletas do Paraná bateram o recorde de medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, antes mesmo do final da competição. Até agora são cinco, uma de prata e quatro de bronze, superando o resultado da Rio 2016. Todos são bolsistas do Geração Olímpica, programa do Governo do Estado, com patrocínio da Copel, que oferece bolsas de auxílio financeiro para técnicos e atletas de todos os níveis.

Três das medalhas foram conquistadas neste fim de semana, sendo duas de bronze na natação e outra no judô – todas de atletas maringaenses. As irmãs gêmeas Beatriz e Débora Borges Carneiro combinaram até na cor da medalha. No sábado pela manhã, Débora participou da final do revezamento 4×100 metros livre misto (classe S14, para deficientes intelectuais), equipe que terminou na terceira colocação.

A medalha de Beatriz veio no domingo, na final dos 100 metros peito. Ela chegou no terceiro lugar, apenas dois centésimos à frente da irmã. As duas retornam à piscina na noite dessa segunda-feira (30) para competir nos 200 metros medley.

Para fechar a trinca, ainda na manhã de domingo, a judoca Meg Emmerich venceu por ippon (golpe que finaliza a luta) o combate pelo bronze contra Altantsetset Nyamaa, da Mongólia, na categoria +70kg, classe da B3 – para deficientes visuais.

Os atletas do Paraná bateram o recorde de medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020. Foram cinco conquistas até agora, uma de prata e quatro de bronze, suplantando o resultado da Rio 2016. Todos são bolsistas do programa Geração Olímpica, do Governo do Estado, cujo patrocínio é da Copel. Foto:Ale Cabral/CPB

COMPLETANDO O RECORDE – As duas primeiras medalhas, que completam as cinco conquistadas até aqui, foram a prata de Jovane Guissone na esgrima em cadeira de rodas (disputa da espada, classe B) e de Eric Tobera, da natação, que participou da classificatória do revezamento 4x50m livre misto – 20 pontos (número que representa a somatória das classes integrantes na prova).

TREINADORES  As gêmeas de Maringá são treinadas por André Yamasaki, que também é bolsista do Geração Olímpica. O programa é o único do País que oferta bolsas a treinadores. Além dele, Fernando Barbosa, técnico da equipe de atletismo do Brasil, também é bolsista do programa. Dois de seus atletas (ambos do Rio de Janeiro) também conquistaram medalha: Wallace Antonio foi ouro no arremesso de peso (classe F55, para cadeirantes com comprometimento total de pernas) com direito a recorde mundial (12,63 metros) e Julyana da Silva bronze no lançamento de disco (classe F57, para cadeirantes com maior mobilidade), ela alcançou 30,49 metros.

EXPECTATIVA  Mais medalhas podem vir até domingo, melhorando ainda mais o resultado dos atletas do Paraná. A seleção brasileira de futebol de 5 (para cegos), já classificada para as semi-finais da competição, conta com três representantes do Geração Olímpica na equipe: Jefinho, Gledson e Cássio (capitão do time).

Outra boa chance de medalhas será no badminton, com Vítor Tavares (classe SH6, para atletas com acondroplasia, popularmente conhecida como nanismo). Ele é um dos cinco melhores do ranking mundial.

Na bocha adaptada, os irmãos Eliseu e Marcelo Santos competem tanto nas provas individuais quanto nas duplas (classe BC4, para atletas com quadro de origem não cerebral, como distrofia muscular progressiva, esclerose múltipla ou lesão medular com tetraplegia).

Eliseu já contabiliza cinco medalhas em Paralimpíadas: dois ouros (nas duplas em Pequim 2008 e Londres 2012), uma prata (duplas na Rio 2016, junto com Marcelo) e dois bronzes individuais (Pequim 2008 e Londres 2012).

Para finalizar, é bom ficar de olho na seleção brasileira de vôlei sentado, equipe tetracampeã parapan-americana e quarta colocada na Rio 2016. Três bolsistas do Geração estão no time: Daniel Jorge, Anderson Santos e Alex Witkovski
Confira a programação dos atletas do Paraná na Paralimpíada.

29.08.21 – Atleta MEG RODRIGUES VITORINO EMMERICH do Judô categoria acima de 70 kg nos Jogos Paralímpicos de Tóquio no NIPPON BUDOKAN . Foto: Matsui Mikihito/CPB.

GERAÇÃO OLÍMPICA  Programa do Governo do Estado, realizado pela Superintendência do Esporte, o Geração Olímpica completa 10 anos em 2021. Neste período apoiou mais de 10 mil atletas e técnicos. É a maior iniciativa em nível estadual de incentivo ao esporte na modalidade bolsa-atleta do País.

Foi criado com o objetivo de fortalecer os esportes com presença nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, mantendo os talentos esportivos no Paraná e fomentando a formação de novos atletas, além de ser o único a contemplar técnicos. Até agora, tinha como melhor resultado em jogos Olímpicos e Paralímpicos as duas medalhas de prata conquistas na Rio 2016 pelos bolsistas Ágatha Bednarczuk (vôlei de praia) e Marcelo Santos (bocha adaptada).

Ratinho confirma investimento de R$ 82 milhões para melhorar infraestrutura das escolas

Além do programa Robótica Paraná, que vai habilitar o curso de programação nas escolas da rede pública de ensino do Estado, o governador Carlos Massa Ratinho Junior confirmou nesta segunda-feira (30), durante evento no Palácio Iguaçu, o investimento de R$ 82 milhões em tecnologia para melhorar a infraestrutura dos colégios.

“Educação é prioridade do Estado. E, com esse aporte tecnológico, passaremos por uma transformação no setor. Ofereceremos preparação e atualização para um ensino moderno, que realmente prepare os jovens paranaenses para o futuro”, destacou o governador.

O montante é dividido em três ações, todas previstas já para esse semestre. A partir de outubro serão instalados 7,9 mil novos computadores nos laboratórios de informática em cerca de 400 escolas da rede, perfazendo um investimento de R$ 30 milhões.

Haverá um upgrade de velocidade da internet fibra, que passará dos atuais 25 ou 40 megabit por segundo (mbps) para 100 mbps em 1.628 escolas, todas localizadas em áreas em que a tecnologia está liberada. Por ano, o custo será de R$ 20 milhões.

Além disso, destacou Ratinho Junior, na segunda quinzena de outubro começam a ser entregues para o Núcleos Regionais de Educação (NREs) novos equipamentos de wi-fi (internet sem fio) para todas as salas de aula da rede estadual, em um investimento de R$ 31,9 milhões.

Ao todo serão distribuídos 23,5 mil access points (dispositivos de rede que permitem aos dispositivos sem fio se conectarem a uma rede cabeada), 2.150 switchs (dispositivo que conecta todos os aparelhos de uma mesma rede) e uma solução de gerenciamento centralizado para a Secretaria de Estado da Educação. 

“Estamos avançando e vamos avançar ainda mais. A tecnologia será aliada dos alunos, professores e pais em uma evolução sem precedentes”, disse Ratinho Junior.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta segunda-feira (30), no Palácio Iguaçu, o Programa Robótica Paraná. Mais de 2,5 mil kits de robótica serão entregues nas próximas semanas para 257 colégios da rede estadual do Paraná. – Foto Gilson Abreu/AEN

APLICATIVO  Aos suportes anunciados nesta segunda soma-se a recente atualização do aplicativo Escola Paraná para alunos da rede estadual e pais ou responsáveis. Lançado em 2017, o app é gratuito e permite o acompanhamento do dia a dia da escola. É possível consultar, por exemplo, a grade com horários de aulas, professores do dia, notas parciais e consolidadas, tela de avisos e agenda com datas de avaliações e entrega de trabalhos.

Agora, após passar por uma grande atualização, a ferramenta está com nova interface, mais intuitiva e fácil de navegar, e com novas funcionalidades para a comunidade escolar. Uma delas é o acesso, que antes era pelo código de matrícula mais o token enviado por SMS e, agora, pode ser feito pelo @escola, login pelo qual os estudantes já acessam demais plataformas educacionais em uso, como o Google Classroom.

Outra novidade é o controle de frequência, que mostra já na tela inicial o percentual de faltas do aluno – anteriormente havia apenas o número das ausências e era necessário fazer cálculos para ter essa informação. Estudantes e pais também podem agora ter acesso ao conteúdo planejado das aulas futuras, para saber o que provavelmente será abordado em determinado dia/disciplina. Após a aula, é possível confirmar o que foi realizado, conforme informado pelo professor. Além disso, foi criado um canal direto de atendimento, o “Fale com a escola”, para envio de solicitações, sugestões e dúvidas para a administração do colégio.

“Uma ferramenta aperfeiçoada, que vem para melhorar a relação entre aluno, escola e pais. Um novo passo que o Paraná dá para passar um ensino realmente de primeiro mundo para os estudantes”, comentou o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Renato Feder.

Também está mais fácil, nessa versão 2.0, ter acesso ao histórico de notas de trimestres anteriores e foi inserido um espaço com as notícias do portal da Secretaria. Até três pessoas podem ter acesso ao mesmo usuário – o próprio estudante e mais duas: pai e mãe e/ou responsáveis. O desenvolvimento foi feito em conjunto pela Celepar com a Diretoria de Tecnologia e Inovação (DTI) da Secretaria da Educação.