Gírias de Curitiba

Gírias de Curitiba

Pra galera que nunca jogou um dolangue em um jaguara qualquer, aí vão algumas palavras presentes só no vocabulário Curitibano!

acolchoado: coberta normalmente feita de lã de carneiro
adevogado: pronúncia curitibana para a palavra advogado
aipim: mandioca
alimentadores: ônibus provenientes dos bairros e que alimentam os terminais
amarra, trava: cica das frutas que ainda estão verdes. Ex.: Este caqui está amarrando!
antipó: asfaltamento primário
apurado: com pressa para ir ao banheiro
arregado: algo bom, que está levando vantagem
Atletiba: Clássico do futebol paranaense, entre Atlético e Coritiba
azeite: óleo de soja
baixada: estádio do Atlético
banana caturra: banana nanica
batata salsa: mandioquinha
beti-ombro: jogo de bets
bi-articulado: ônibus bi-articulado
bicho-cabeludo: taturana
bidê: 1.criado mudo, 2.peça sanitária
biscate: prestadora de servicos amorosos
bocó: bobo, tolo
bolacha: termo mais comum que biscoito
borrão: rascunho
broa: pão
bucuva: pancada na cabeça com mão fechada; croque
bugiganga: coisa velha, que não serve para nada
búrico, búlica: jogo com bolinhas de vidro ou de gude
busão curitiba: melhor blog da cidade
calcinha: tipo de elástico para cabelo
caldeirão: Estádio do Atlético
camarada: amigo. Seu amigo em Curitiba é seu camarada.
canaleta: pista exclusiva para ônibus expresso
cancha: quadra poli-esportiva
capilé: groselha
carpê: carpete
carpim: meia masculina
catarina: catarinense
champagnat: bigorrilho, bairro de CWB
champinha: tampinha de garrafa
chimia: Nome derivado do alemão para designar qualquer doce em pasta para passar no chineque
chineque: pão doce
chuncho: improvisação mal feita
cidade: o mesmo que centro (bairro). Ex.: vai para a cidade hoje?
Couto: estádio do coxa
coxa: Coritiba (clube de futebol)
coxa branca: torcedor do coxa
cozido: embriagado
croque: cócoras

Gírias de Curitiba

cueca virada: roscas doces fritas e passadas em açúcar e canela
cuque ou kuke: especie de torta recoberta de farelo de maçã ou banana
curitiba: famoso Shopping de Curitiba
curitiboca: um tipo de pessoa, existente em qualquer lugar, que tem mania de reclamar ou por defeito em tudo que vê
CWB: identificação de Curitiba perante a INFRAERO
de apé: andar a pé Ex.: Vou de apé no shopping.
de cara!: relativamente inconformado Ex.: Ele ficou de cara com o preço!
de fianco: o mesmo que “de viés”, “de revesgueio”, “de soslaio”, “de través”, atravessado
de volta: de novo. Ex.: Você vai à cidade de volta?
descer: ir a praia Ex.: Você vai descer este final de semana?
descer o rio de bóia: rafting praticado em câmaras de pneus automotivos, no rio Nhundiaquara
descolar: pedir algo ou alguma coisa entre amigos. Ex.: me descola um cigarro?
destrocar: ato de trocar uma mercadoria
dinherudo: pessoa abastada, mas que vive lamentando da falta de dinheiro
disgranhento sujeito mal, desgraçado
dolangue: mentira, migué
dolé: picolé
empachado(a): estufado(a)
ensebar: perder tempo
estação: famoso shopping de lazer da cidade.
estação tubo: local de embarque/desembarque de expressos e ligeirinhos
estarlete: fiscal de controle de estacionamento urbano
expresso: ônibus expresso, o qual circula em canaletas especiais
ferry boat: balsa para travessia Caiobá-Guaratuba
ferpa, ferpinha: estrepe, pedaço bem pequeno de madeira que penetra nas mãos de quem a manuseia sem cuidado
foco: lâmpada
furacão: Atlético (time de futebol)
fuque: carro volkswagen, conhecido no resto do Brasil como fusca
galinha de porão: curitibano que não toma sol e fica branquelo. Quando vai à praia está mais branco que galinha de porão
gambiarra: enjambração, coisa mal feita, improvisada, “nas coxas”, artifício técnico duvidoso
gasosa: refrigerante (abacaxi, framboesa, limão, gengibirra, etc)
gengibirra: gasosa de gengibre
guapeca: cachorro jaguara
guri / guria: menino, piá / menina.
graciosa: Estrada da Graciosa (local turístico)
interbairros: ônibus que circula entre os bairros
jaleco: avental (uniforme)
jacu: caipira
jaguara: adjetivo usado para objetos/pessoas/animais de pouca ou nenhuma qualidade
janta: jantar Ex.: Na hora da janta …
jogo de tique: você joga com uma moeda, ou uma arruela. joga contra um
poste ou parede. vai fazendo pontos quem joga mais perto da peça do adversário
jojoca: soluço
jure!: expressão de incredulidade
jururu: quieto
lambrequim: enfeite presente no beiral das casas de madeira
largo: Largo da Ordem (bairro de curitiba)
leite quente: designa o morador de curitiba pelo sotaque
lombada: quebra molas
lombada eletrônica: redutor eletrônico de velocidade
lote: terreno
ligeirinho: ônibus de circulação rápida que para somente em estações tubo
mala: 1. pasta de colégio 2. pessoa chata, desagradável
média: xícara de café com leite, pingado
meio-fio: guia da calçada
mimosa, mixirica, bergamota: tangerina
nega-maluca: bolo de chocolate com cobertura
negócio: armazém , venda, botequim
nhápa: lambuja – Ex.: Você compra 12 bananas e ganha duas de nhápa
nhanha: polaco desconjuntado, uma pessoa caipira
o pai, a mãe: meu pai, minha mãe (independe da intimidade que se tenha com o interlocutor) Ex.: A mãe conhece você?” significa:”Minha mãe te conhece?”
ospra: o mesmo que “pô”. Expressão de origem polaca
ópera: Ópera de Arame (local turístico)
paiol: Teatro Paiol
palanque: poste de sustentação
palha: qualquer coisa que seja ridícula, demodê, desacordante com o gosto da maioria
pão com vina: cachorro quente
pão d’agua: pão bundinha, arredondado com uma divisão no meio (50g)
papel lustro: papel espelho
papel carmim: papel colorset ou papel dupla-face (cartolina de cores vivas)
parada: Qualquer coisa que não está presente no momento. Ex.: “Conseguiu aquela parada, tá ligado?”
paranista: torcedor do Paraná Clube
Parque Barigui: a praia de Curitiba
Passeio Público: Parque do centro da cidade, com animais de pequeno porte
patente: vaso sanitário
pedreira: Pedreira Paulo Leminki (local turístico)
peladão: praça 19 de Dezembro, onde tem duas estátuas de nu artístico
penal: estojo para lápis, canetas, etc
piá: garoto, menino
picareta: vendedor de carros usados
pila: dinheiro
pingado: café com leite, mais leite que café, servido em lanchonetes em copos de vidro
podar: ultrapassar um veículo
poióca: alguma coisa, coisa propriamente dita.
polaco(a): 1. polonês/polonesa 2. qualquer espécie de pessoa loira
ponta-cabeça: de cabeça para baixo
posta branca: tipo de carne, de cor vermelho claro, conhecido em outras regiões por Lagarto.
pousar (geralmente sem o u): dormir na casa de alguém. Ex: Você vai posar na casa da sua tia?
quadra quarteirão:…esta casa fica a 2 quadras da minha
quedê ou quedê-lhe: onde está? Ex.: Quedê-lhe o meu jornal?
quentão: bebida quente preparada com vinho tinto, gengibre e canela
raia: pipa, pandorga, papagaio (MG)
refri: simplificação de refrigerante
representa: parece Ex.: representa que é verde, mas é azul…
rodízio: espeto corrido
rodoferroviária: um mix de rodoviária e ferroviária
sanduba: sanduiche qualquer
sarado: pessoa em forma , musculosa, magra
sarau: baile para jovens
serração: neblina, nevoeiro.
setra: estilingue, bodoque, atiradeira.
shortes: o “short” que o curitibano tem mania de falar no plural
sinaleiro, sinal: semáforo
socorro: estepe, pneu reserva.
subir: retornar da praia para a capital Ex.: Quando você pretende subir?
submarino: chopp com steinhaeger servido no bar do alemão
tempo brusco: clima nublado, fechado e escuro.
tipo assim: expressão explicativa, introdutória para qulaquer assunto. A finalização de uma frase que começa com “tipo assim” geralmente é “tá ligado?”
tombeira: caminhão basculante
tongo: individuo com pouca inteligência
topete: penteado típico de adolescentes e mulheres curitibanas (franja)
trincheira: viaduto
trocha: bobo
tubão: bebida típica do largo da ordem. Hue.
tubo: ponto de ônibus para expressos e ligeirinhos
véio: camarada, amigo do peito. Ex. E aí véio!
vela: 1. relativo a potência da lâmpada Ex . Foco de 100 velas. 2. pessoa que nao sai de perto de casais / namorados
vermelhão: bi-articulado
vestiba: vestibular de Curitiba, ou os próprios vestibulandos
via rápida: avenidas de acesso “rápido”
vina: salsicha
Volte-meia (volta e meia): regularmente
xpicanha: sanduíche de “picanha” que as vezes vem acompanhado com coca.

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Gírias de Curitiba

0 Comments

  1. Olá!
    Esqueceram dessas: Chachicho – salsichão; Betes: jogar bete-ombro; ki suco: qualquer suco de pacotinho ou bebida alcoólica; Né: não é? entende?; Cobrador: trocador (do ônibus); Pegar o ônibus: tomar o ônibus; Bucho: dobradinha; Sucrilhos: qualquer cereal matinal; Nescau: tomar um nescau = tomar qualquer achocolatado; Mata-fome: bolo de fubá; Geladinho: suco dentro do pacotinho congelado, sacolé (SP); To me lixando: não me importo; Marmita: comida num potinho para levar para o serviço; Bateu o sinal: tocar o sinal (da escola); Lição: tarefa escolar; Ir no mercado: (vamo i no mercado?) ir ao supermercado; Espetinho: churrasquinho;

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Dia dos Namorados antecipado no Bar Quermesse terá menu especial com preço popular

Com um ambiente descontraído e aconchegante, que aposta em um clima bem especial que remete às festas de interior, O Bar Quermesse conquistou o público curitibano com um cardápio que valoriza o melhor da gastronomia regional brasileira. Referência em culinária caseira, o bar será o destino ideal para os casais, que amam as tradicionais comidinhas de boteco, celebrem o Dia dos Namorados.

Antecipado para o domingo, dia 11 de junho, o Dia dos Namorados do Bar Quermesse vai oferecer um menu de jantar especial para os casais curitibanos, que poderão saborear um preparo bem especial por um preço acessível. Com uma proposta romântica e focada em uma tradicional iguaria para esquentar o frio que costuma fazer na data, o empreendimento vai oferecer o saboroso Mignon Chic, um fondue com iscas de mignon puxadas na manteiga servidas com pão italiano especial recheado de creme de queijo e especiarias. Tudo isso acompanhando por uma garrafa de vinho. A opção completa custará apenas R$ 100 por casal.

“Pensamos em uma opção de jantar especial e descontraída que vai reunir o romantismo do Dia dos Namorados com o ambiente convidativo e acolhedor do Quermesse”, comenta José Araujo Neto, sócio proprietário do Quermesse. “Não podíamos deixar de preparar algo diferenciado e oferecer aos casais curitibanos uma noite especial na data mais romântica do ano”, complementa.

O Bar Quermesse fica na Rua Carlos Pioli (nº 513), no bairro Bom Retiro, e funciona de terça a sexta, das 18h às 01h, e aos sábados e domingos, das 11h30 às 01h. Mais informações pelo telefone (41) 3026-6676.

Conheça os segredos do chef inquieto que não para de empreender na gastronomia

Herdeiro da família que conduz um dos maiores restaurante da América Latina, o Madalosso, no tradicional bairro de Santa Felicidade, em Curitiba (PR), o empresário Beto Madalosso, de 44 anos, construiu a sua carreira em empreendimentos de gastronomia na capital paranaense. Formado em Administração e pós-graduado em Economia, Madalosso também é chef de cozinha. Foi na junção entre a cozinha e a gestão que ele se encontrou.

Com quinze anos de experiência na área, Madalosso está envolvido atualmente na criação de dois novos empreendimentos na cidade: um estabelecimento que foge da influência italiana, o Sambiquira, e em outro sem salão, no formato de entrega, o Trolha. Ambos são reflexos de sua experiência de vida e formações, seguindo um caminho natural pelo ato de empreender.

“Eu fui forjado um empreendedor. Se formos pensar, uma pessoa que é filho de músicos e cresce em um ambiente musical, tem uma tendência elevada de seguir a mesma carreira. Trabalhar em restaurante não demanda uma especialidade inicial, como seria com um filho de médicos. Quando menos se vê, você está trabalhando no empreendimento, servindo mesas, atendendo a porta”, conta Madalosso a respeito de sua experiência no restaurante da família.

No entanto, chegou o momento em que sentia o desejo de que o seu restaurante tivesse a sua “pequena história de vida, refletisse minha idade e meu jeito de ser”. “Tocar o negócio da família é uma experiência prazerosa, mas chega um momento no qual se quer trabalhar do seu jeito”, conta.

Negócios traduzem um momento de vida

Sua primeira empreitada solo foi com a Forneria Copacabana, que se transformou em Carlo, restaurante voltado à cozinha afetiva de origem italiana. Atualmente, ele também administra duas unidades do Madá Pizza & Vinho, que vende mais de 3 mil pizzas ao mês. Agora, o empreendedor envereda pela gastronomia brasileira com as comidas de boteco do Sambiquira e se envolve nos detalhes finais do Trolha, previsto para inaugurar até o fim de março.

Madalosso compara a criação de um restaurante a um processo artístico. “Empreender é uma materialização de nós mesmos e da nossa identidade momentânea. É a tradução de um sentimento, um sonho que é dividido com as pessoas”, diz. “Cada negócio traduz um momento de vida, um comportamento, um cenário econômico e político, uma inspiração que surgiu em uma viagem”, ressalta.

É comum que se queira compartilhar este sonho com mais pessoas e de outras localidades. “O Madá é muito elogiado por turistas e pessoas de fora, incluindo de São Paulo. Já estudamos bastante para levar o negócio para fora de Curitiba. Sabemos que temos uma oportunidade muito interessante, pois o produto se destaca”, afirma.

Novas ideias saindo do papel

Este processo de criação mescla o instinto das experiências prévias e os conhecimentos adquiridos ao longo da vida. “É um processo muito intuitivo. Claro que, por trás disso, existe muita pesquisa e muitas informações colhidas ao longo do tempo”, opina. No caso do Sambiquira, a ideia de um espaço voltado à comida de boteco acompanha um maior interesse pela cultura brasileira, algo que cresceu muito nos últimos anos de sua vida.

Inicialmente, a ideia seria fazer algo limitado a cortes de frango, mas o conceito mudou. “Pensamos em algo que sirva bolinho de carne, cachaça e toque música brasileira. O foco está em construir uma experiência completa, pensando em cada detalhe, o que vai muito além de só o cardápio e a localização. Nós avaliamos até mesmo o tamanho da mesa e dos copos dentro do contexto de um boteco e que um restaurante não permitiria”, explica.

O Trolha, inaugurado recentemente, no dia 17 de abril, oferece uma experiência completamente digital, seguindo a conjuntura de entrega e delivery. As trolhas são um salgado feito com massa de fermentação natural enrolada, semelhante a um rocambole. “A ideia da trolha é ser um alimento bomba, capaz de matar a ressaca do dia anterior. Até as bebidas de acompanhamento serão muito calóricas para acompanhar este conceito”, diz.

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