O Governo do Paraná anunciou uma expectativa de economia de R$ 400 milhões com a contratação de um empréstimo internacional de US$ 100 milhões junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Essa ação foi sancionada recentemente e visa fortalecer o Fundo Estratégico do Paraná (FEPR).
Vantagens do Empréstimo Internacional
A decisão de buscar financiamento externo revela-se mais vantajosa que o uso de recursos próprios. Isso permitirá que o Estado invista de maneira mais eficiente e atraia empresas, impulsionando a geração de empregos e o desenvolvimento de setores-chave da economia paranaense.
Análise Financeira
Um estudo da Coordenação de Gestão da Dívida Pública do Tesouro Estadual indica que a operação não compromete a liquidez financeira e ainda mantém rentabilidade. O secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, destacou que o crédito não deve ser visto apenas como endividamento, mas como ferramenta de desenvolvimento econômico.
Detalhes da Operação
Conforme a Lei nº 23.193/2026, a maior parte do financiamento, US$ 95 milhões, será destinada à capitalização do FEPR, enquanto US$ 5 milhões apoiarão sua gestão. O Estado também investirá US$ 50 milhões em contrapartida, divididos em três fases.
Comparativo de Custos
O custo total do empréstimo com o BID está projetado em R$ 894 milhões, contrastando com R$ 1,3 bilhão se recursos internos fossem utilizados. Isso gera uma economia significativa para os cofres públicos.
Aplicação dos Recursos
Os recursos do FEPR serão direcionados a pequenas e médias empresas (PMEs) com potencial exportador, priorizando áreas como infraestrutura sustentável, agro e bioeconomia. Serão utilizadas três modalidades de investimento: financiamento direto, cofinanciamento e grants não reembolsáveis.
Exigências de Governança
A operação contempla exigências do BID, incluindo a criação de uma Unidade Gestora e auditoria externa. Haverá monitoramento constante dos projetos para garantir alinhamento às normas de sustentabilidade.
Objetivos do Fundo Estratégico
O Fundo Estratégico do Paraná busca promover o desenvolvimento socioeconômico com responsabilidade. Suas três principais frentes incluem a Reserva Estratégica, a Reserva Fiscal e a Reserva de Desastres, que visa respostas rápidas a crises climáticas e desastres.
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