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Fazenda Eleva Estimativa do PIB para 2,4% em 2023

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE) atualizou suas projeções para a economia brasileira, prevendo um crescimento de 2,4% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2023. Esta nova estimativa foi divulgada no Boletim Macrofiscal, publicado nesta segunda-feira (19). Além disso, a previsão de inflação, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi elevada de 4,9% para 5% para o ano.

Crescimento do PIB

A revisão na previsão do PIB resultou de estimativas mais otimistas para a produção agropecuária e do crescimento de 1,6% no primeiro trimestre, superando a anterior expectativa de 1,5%. O resultado oficial do PIB referente ao primeiro trimestre será divulgado em junho.

Apesar do aumento nas previsões de crescimento, a SPE antecipa uma desaceleração da economia no segundo semestre. Para 2026, a projeção de crescimento foi mantida em 2,5%.

Inflação e Metas

A nova projeção de inflação continua acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Isso resulta em limites de 1,5% a 4,5%. Para 2026, a expectativa de inflação subiu de 3,5% para 3,6%.

Conforme a SPE, o aumento nas estimativas de inflação para este ano é atribuído a “pequenas surpresas nas variações do índice em março” e “alterações marginais nas expectativas nos próximos meses”. A queda regular da inflação, segundo o boletim, deverá ser percebida somente a partir de setembro.

Expectativas por Setores

A SPE também revisou suas estimativas para os diversos setores produtivos. Para a agropecuária, a previsão de crescimento do PIB aumentou de 6% para 6,3%, refletindo a alta nas projeções para as safras de soja, milho e arroz.

A expectativa para a indústria permaneceu em 2,2%, destacando a resiliência do setor, mesmo com a taxa de juros elevada. Já a projeção para a expansão do setor de serviços aumentou de 1,9% para 2%.

Outros Índices de Inflação

Além do IPCA, a SPE também atualizou as expectativas para outros índices de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para determinar o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar o ano com uma variação de 4,9%, acima dos 4,8% previstos anteriormente.

Por outro lado, a projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que abrange o setor atacadista e o custo da construção civil, caiu de 5,8% para 5,6% para este ano. Este índice é mais sensível às variações cambiais, dada sua relação com os preços no atacado.

Os dados do Boletim Macrofiscal servirão de base para o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 22. Esse relatório bimestral traz previsões sobre a execução do Orçamento, levando em consideração a performance das receitas e a previsão de gastos do governo, bem como o PIB e a inflação.

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